AÇORES, DE ENCANTOS MIL!! (2)

 

 

Visitar os Açores é uma possibilidade que devemos agradecer e festejar
HOJE VAMOS VISITAR AS ILHAS DAS FLORES E DO CORVO

VISITAR OS AÇORES É UM DOM QUE DEVEMOS RECEBER DE BRAÇOS ABERTOS. “Pedaços de terra” espalhados em pleno Oceano Atlântico, á nossa espera, oferecendo-nos a possibilidade de ver e admirar, vulcões adormecidos, lagoas, grutas, cascatas, encostas verdejantes, piscinas naturais, termas medicinais e miradouros panorâmicos, em cada curva, com que se veste, a bonita genética do Arquipélago, de charme e encanto, num exemplo maior e genuíno da beleza natural. Os sabores locais que chegam às mesas, dão-lhe o restante charme e encanto.
O RAMALHETE DE CENÁRIOS, QUASE IDÍLICOS, é tão puro, como difícil de transcrever, em toda a sua essência.
QUAL A ILHA A VISITAR (SÃO NOVE)? TODAS. Cada uma tem o seu encanto próprio. Um exemplo maior e genuíno da beleza natural. É o destino certo, para quem gosta de turismo de natureza, longe das confusões.
SEM PRIMAZIA POR NENHUMA DELAS, pois todas têm a sua beleza inconfundível, os seus “encantos mil” que, no seu conjunto, formam um quadro de beleza deslumbrante. 
 VISTO, CADA UMA, TER A SUA BELEZA PRÓPRIA, e depois de termos dado o “pontapé de saída”, “revisitando” o Faial, e com o objetivo de estender o nosso “passeio” pelos outros “canteiros”, visitamos, hoje, as Ilhas de Flores, sexta em área (141,4 Km2 e 3791 habitantes) do arquipélago açoriano. E, de seguida, iremos à Ilha do Corvo (com 17,1 Km2 e 430 habitantes). A Ilha das Flores, é formada por recantos deslumbrantes. É desta autenticidade e ruralidade que se faz a Aldeia da Cuada, uma das suas freguesias, classificada de património cultural, nesta que é a região mais ocidental da Europa. Tem aspetos muitos originais, dignos de atenção redobrada, sempre em ambiente familiar e rústico. A receção, chama logo a atenção, com máquinas de costura antigas, telefonias e um carro de bois a servir de secretária. Um restaurante, com esplanada, que se baseia no produto de agricultores e pescadores locais, seja nas espetadas de mero com batata-doce, ou no enxarel e lírio na grelha. A fruta local também tem lugar á mesa, com o pudim de maracujá e o gelado de ananás.
SABORES INTRÍNSECOS, na genética açoriana, tal como o do mel, que muitos fabricam artesanalmente a partir do pólen da flor da cana roca, planta comum na ilha, e que rodeia o Miradouro Arcos da Ribeira da Cruz, um dos muitos pontos de paragem para observar panorâmicos.
AINDA SOBRE A NATUREZA, EM ESTADO PURO, é obrigatório, parar nas várias lagoas das Flores, como a da LAMBOA, à volta da qual nascem amoras para fazer doce e aguardente, a BRANCA, onde nidificam patos, ou as vizinhas RASA e FUNDA, a primeira emoldurada de cedro do mar e a segunda sendo a mais funda do arquipélago. Lembrar ainda o POÇO DO BACALHAU que é regado por uma cascata junto a um moinho de pedra. Há tanto para ver, e muito para enaltecer. Se preferir o mergulho, todos os caminhos vão dar à Fajã Grande. O Poço do Bacalhau fica junto às piscinas naturais, ali ao lado, também são boa alternativa, e a beleza do Poço da Ribeira do Ferreiro, um trilho pedestre de 600 metros que culmina numa floresta de encostas verdes e meia dúzia de cascatas, é de ficar sem palavras.
DE BRAÇO DADO COM AS FLORES (GRUPO OCIDENTAL), SURGE-NOS, A ILHA DO CORVO, no centro de um super-vulcão, a mais pequena do arquipélago, com o seu surpreendente Caldeirão. Todos os dias, são organizados passeios de barco, ora contornando as Flores e o Corvo, ora ligando as duas ilhas, num percurso de uma hora, que oscila, entre a adrenalina das ondas do mar, e a entrada em cavidades rochosas, minigrutas, onde a água se torna metálica, - com sorte, ainda se avista um golfinho riscado - unindo Santa Cruz das Flores à Vila do Corvo, e situada numa fajã lávica, que compensa em beleza natural, o que escasseia em metros quadrados. Nesta que é a mais pequena ilha dos Açores, onde há mais “cabeças de gado” do que “pessoas”, e todos os caminhos vão dar ao topo, onde está o CALDEIRÃO VERDE, o seu “cartão-de- visita”, a cratera de um dos dois únicos “super-vulcões” dos Açores – o outro está no Pico. Pode, e deve descer até ao fundo, entre vacas, que ali se encontram a pastar, mas com calçado confortável.
MAS, SE O VISITANTE APRECIAR, o “mergulho”, em vários sítios, é oferecido várias sugestões: A GAMELA, do fundo vulcânico surge uma gruta com abertura em claraboia. A área é povoada por moreias, castanhetas e vejas. Mas se quiser apreciar outros sítios, há a BAIXA DO BURACO, um afloramento rochoso, com um buraco assente em fundo de areia. O CANEIRO DOS MEROS, local habitado por grandes meros, que interagem com os mergulhadores por entre as escoadas lávicas. Da fauna caraterística, destacam-se alguns pelágicos.
MAS, SE DESEJAR UM SIMPLES PASSEIO PEDESTRE, aconselhamos o CALDEIRÃO – Cancela do Pico, com vistas incríveis sobre a caldeira do vulcão, as LAGOINHAS e falésias da ilha.
TODA A ILHA é considerada o melhor sítio da Europa, para a observação de raridades americanas.
 HÁ TANTAS BELEZAS NOS AÇORES PARA DESCREVER E ENALTECER, mas o espaço “oferecido” pelo jornal é limitado. Voltaremos num outro trabalho.