Animal de companhia informática

 

 

 

TEM NOME DE ROEDOR E ANDA na mão de todos. Já teve mais fio e perdeu uma esfera pesada. Este RATO não passa despercebido.
DOIS GÉNIOS PREVIRAM O FUTURO e facilitaram o que parecia quase inacessível. Um inventou o RATO de computador, o outro multiplicou-o.
DOUGLAS ENGELBART (1925-2013) foi o cérebro por detrás de tão inovadora ideia. Engenheiro de Xerox, a mesma empresa que lançou as máquinas de fotocopiadoras, começou a estudar e a desenvolver a ideia em 1961, em colaboração com o também engenheiro Bill English, até finalmente a patentear em 1970. Algo extraordinário pois na altura escassos ERAM OS COMPUTADORES PESSOAIS, ENTÃO MAIS MÁQUINAS GIGANTESCAS em tamanho, diminutas em capacidade operativa e quase inacessíveis em termos de preço. Mas Engelbart antecipou duas coisas: que os computadores iriam fazer parte do dia a dia do cidadão comum em poucos anos (como veio a acontecer) e que o seu usufruto seria facilitado se o utilizador pudesse usar um instrumento simples que percorresse todas as informações disponíveis no monitor. E nasceu o RATO, assim batizado por o formato se assemelhar, precisamente, ao do animal roedor.
FOI PRECISO ESPERAR QUASE UMA DÉCADA, até 1979, quando outro génio, Steve Jobs (1955-2011), o fundador da Apple, percebeu que o RATO poderia ser bastante útil para os computadores Macintosh que estava a desenvolver. Propôs à Xerox que comorasse cem mil ações da Apple por um milhão de dólares (3,1 milhões de euros ao câmbio atual) em troca de informação sobre esse e outros adereços informáticos. Um acordo que acabou por revelar-se útil para as duas partes: Jobs aproveitou ideias da Xerox para aprimorar os seus produtos, a Xerox enriqueceu com as ações quando a Apple disparou no mercado.
A POPULARIDADE DO RATO foi exatamente proporcional à venda em massa dos Mac. Possuíam uma esfera no seu interior que permitia acompanhar com precisão todas as ordens emitidas e tinham, geralmente, dois botões de comando.
COM O TEMPO, e depois expandidos para todos os sistemas de computadores além dos Macintosh, adaptaram-se ao formato do dedo do indicador, ganharam conectividade por infravermelhos ou autonomia a pilhas. Hoje, há-os com ligação por Bluetooth E a esfera é passado.
O FUTURO JÁ CHEGOU  -  As marcas da especialidade apresentam regularmente no mercado novidades sobre o que vem aí em matéria de RATOS de computador. A aposta na ergonomia está cada vez mais firme com o design a conquistar terreno, O formato dos RATOS tem vindo a sofrer alterações constantes, ganhando curvas específicas que procuram adaptar-se à postura manual dos utilizadores. As ligações, essas, dispensam cada vez mais os tradicionais fios.