Desde o princípio do mundo existe o egoísmo e a ganância!…

 

 

A ganância, tornou-se arte,

Já anda por toda a parte,

Onde existem Seres humanos.

Pois, sempre a conhecemos,

Onde quer que estamos vemos

E sofremos os seus danos!

 

Já consta em Adão e Eva,

E a partir daí se eleva

Geração em geração.

Um puxa, outro sacode,

É aquele que mais pode,

A tudo deitar a mão!…

 

Até que, actualmente,

“Não falando em certa gente

Que tem vergonha no rosto!”

Dum modo, que nem eu sei,

Como se fosse uma lei,

Cobram propina a seu gosto!…

 

E já era à descarada,

Deixando a face rosada,

A quem não lucra um ceitil.

Só que em certas nações

Somou uns poucos BILHÕES,

Principalmente o Brasil!…

 

Mas nem só, em qualquer parte,

É compromisso, uma arte,

Como uma lei fictícia!

Era feito ao desbarato,

Se não fosse o Lava-Jato

Se tornava vitalícia!…

 

No Brasil, o Lava-Jato,

É a Pedra no sapato,

De quem bem rico ficou.

Feita uma fila comum,

Vai caíndo um por um

E ainda não acabou!…

 

Foi esta corrupção,

Que chamou a atenção,

Para todo o mundo inteiro.

Daí deixou tudo alerta

Com a vista bem aberta

A olhar p’ ró seu dinheiro!…

 

 

Depois de olhar e ver

Outros com barbas arder

Puseram suas de molho!

E o mundo desconfiado,

Que tem sido bem roubado,

Tenta agora abrir o olho!…

 

Ainda há certas nações

Que tendo alguns ladrões,

Mas dum tipo muito esperto.

Tudo que foi dizimado,

É lavado ou bem guardado,

Com mantas grossas coberto!…

 

Por mais qu’ esta gente fuja,

Ao lavar-se a roupa suja,

Eles terão sua hora.

Tal como o gato escondido,

Em qualquer parte metido,

Mas, tem o rabo de fora!…

 

E eu não falo de cambadas,

Mas, pessoas bem formadas

Com uma vida brilhante.

Qu’ o ter toda a liberdade

Tudo na mão, à vontade,

Vai dizimando o montante!…

 

O dinheiro é tentação,

Que, se há ocasião,

Tudo esquece na verdade.

Primeira vez, é revés,

Depois da primeira vez,

Tudo é feito à vontade!…

 

 

E depois, até nem sei

Como se fosse uma lei

Já faz parte do serviço.

É como uma ordem dada,

Tudo feito à descarada,

E não se dava por isso!…

 

Esta espécie de gorjeta

Que ainda p’raí vegeta,

Um pouco mais escondida,

De mão em mão a rolar

Vai custar muito acabar,

Porque faz parte da vida!…

 

 

P. S.

 

Os maiores empecilhos

É, para os que tem filhos,

Menores e não culpados,

Que depois é quem assume

A vergonha do seu nome,

Pelos erros já passados!…

 

Podendo, no seu registro,

Ter honras dum pai ministro,

Ou cargo de elevação,

Fica o seu nome manchado

E passa a ser chamado

O filho de um ladrão!…

 

 

 

Mais um caso hereditário

Qu’o filho herda, tributário,

Tal como herda uma doença!

Tem que pagar o tributo,

Sem ter comido o tal fruto

Que marcou nossa sentença!…

 

Dos Pais, os males herdamos

E aos nossos filhos deixamos

Os nossos males também.

Assim, pelo mundo fora,

Legamos, até agora

Os defeitos que se tem!…

 

Por isso, haja compaixão,

Basta os defeitos que estão

Até hoje arrecadados.

Vamos seguir outra meta,

Como entrar numa dieta,

Passar a ter mais cuidados!…

 

Há qu’ afastar o cinismo,

A ganância, o egoísmo,

Porque é triste, muito triste!

Vamos fazer o melhor,

Ir pala MÃO do SENHOR,

Onde o Mal lá não existe!…

 

Tu, qu’ o capote sacodes,

Vai, que sei bem que podes

Mudar teu diapasão.

Deixa de ouvir ateus,

Segura na mão De Deus

Segue a Sua Direção!…

 

Com Fé, Alma satisfeita,

Deus espera e sempre aceita!…