To be or not to be!... Ou seja, na nossa língua: (Ser ou não ser!...)

 

 

Sabem o que quero dizer!...

Mas, para algum descuidado,

Aqui vai explicado

Para quem bem lhe convém.

Falar do: “Ser ou Não Ser”,

É: Fazer tudo direito,

Se é p’ra fazer mal feito,

Melhor é não ter ninguém!...

 

Bem visto o Sim e o Não!

Pode dar, como impedir,

Não consente, ou consentir,

Ser um desânimo ou fé.

Shakespeare tem razão,

No dito dando entender

Ao povo: “Ser ou Não Ser”,

Ou se é, ou se não é!...

 

Ser ou não ser, é a Lei,

A verdade de quem manda

Mas quando a roda desanda

Quem governa mandou mal,

Seja presidente ou rei,

Ministro ou secretário,

Se tudo anda ao contrário

Faz-se a limpeza geral!...

 

Olhem bem p’ró interesseiro

Que tem os olhos na mina

E por detrás da cortina

Vê sempre outra razão.

S’ele soca o mealheiro,

Anda trocando as medidas

E à noite, às escondidas

Recebe apertos de mão!

 

Reparem na sua audácia,

Se há obras com revezes

E paga por duas vezes,

Ou para o peixe render

A obra é de Santa Engrácia,

Com o tempo a repetir,

P’ra qu’as contas de sumir

Ninguém as possa entender!

 

Também deitar atenção,

A estes senhores tão francos

Cujas contas nos bancos,

Têm milhões depositados,

Quando os seus salários são

Bons, sem margem p’ra guardarem,

A não ser se emprenharem

Os euros bem fecundado!...”

 

E não há cobra que os morda,

Porque o Zé Povinho anda

Algures, na corda bamba,

Sempre desequilibrado.

Continua a porca gorda,

P’ra estes senhores espertos,

Com seus ordenados certos,

Tudo ali no “El Contado”!...

Um outro caso a pensar,

São estes oportunistas,

Que dão bem nas nossas vistas

Todas suas tropelias,

Exímios em levantar

Os preços do que usamos

E tanto necessitamos,

Para passar nossos dias!...

 

Tudo sobe num correr,

Quem paga, já não atina,

Sobe o gás, a gasolina,

Que parar ninguém consegue.

Ninguém se interessa saber

Porque aos senhores nada farta,

Subam o raio que lhes parta,

E o Diabo que carregue!...

 

E no meio desta embrulhada,

Destas subidas diárias,

Que creio, não são necessárias,

É algo de oportunismo,

Numa ganância errada

Que tira ao povo o poder

E o brio de se suster

Envolto num pessimismo!

Depois vêm as contendas,

Com tudo a subir mais,

São médicos, os hospitais.

E a medicina então?

Uma embalagem fechada,

Com pós de prelim, pim, pim

E um rótulo em latim.

Hoje, custa um dinheirão!...

 

Há que pagar a medida,

Se bem qu’o preço condeno,

Não esquecer que o veneno

Com a água misturada

É que nos aguenta a vida.

Tomar, algo vai tratando

E também envenenando,

Depois... partimos sem nada!

 

P.S. Ser ou não ser!...

 

Não dá para entender,

Algum homem atual,

Ou a mulher, tal e qual,

Ambos tudo ali mudou

Homem vira a ser mulher,

A mulher vira também,

Não se compreende bem.

Será que Deus se enganou?!...

Deus fez o mundo aos casais,

Fez a mulher de maneira

Para ser a companheira.

Por isso ela é diferente,

Só nos órgãos genitais!

P’ra tal recebeu a graça

De prolongar nossa raça

Ser um amor permanente!

 

Não tenho nada em contrário,

Cada qual é o que é,

Também tenho a minha fé

Naquilo que eu desejo

E acho ser necessário,

Velho e meio badameco,

Só olho e engolo em seco!...

Quando algo de bom eu vejo!

 

 

Quando eu quero

e não posso,

Então rezo

o Padre Nosso!...

Metades, nunca!...

Bem visto o Sim e o Não,

Pode dar, como impedir,

Não consente, ou consentir,

Ser um desânimo ou fé,

Shakespeare tem razão

No dito dando a entender

Ao povo, “Ser ou Não Ser”

Ou se é, ou se não é!..