Era uma vez

 

Era uma vez!... Na memória

O termo está bem guardado,

Como contar uma história,

Bem bonita no passado!

 

E segundo o que pensei

Dava uma certa beleza

Se a história tinha Rei,

A Rainha e a Princesa!

 

E a princesa, por seu lado,

Tinha sempre em seu redor

O seu príncipe encantado,

Que lhe enchia de Amor!..

 

O Rei era sempre forte,

E para o acompanhar,

Havia o Bobo da Corte!

É dele que quero falar!

 

O Bobo, era estimado,

Sempre com boas maneiras,

Badalava sempre errado,

Com seguidas asneiras!

 

A Corte o aceitava,

Ministros principalmente,

Tudo quanto ele falava,

Agradava toda a gente!

 

Estava sempre criticando,

E não era nada novo,

Todos riam o aceitando,

Também o aceitava o povo.

 

Claro que suas maneiras,

Tudo quanto ele dizia,

Tinha algumas asneiras

Que quem ouvia sorria!

 

Isto está na memória,

Mas, do que eu quero falar

É de uma outra  história

Que vos vou explicar!

 

Mas, para se entender,

Dum modo muito cortês

Vou começar a dizer,

Amigos, Era uma vez!

 

Era uma Vez, sim senhor,

Alguém que governava,

Sem interesses, com amor,

Justo seu povo mandava!

 

Homem de espírito nobre,

Bem justo no seu julgar,

Olhava bem pelo pobre,

Com trabalho e bem estar!

 

A ninguém faltava o pão,

O povo tinha a virtude

De haver obrigação

De tratarem-lhe da saúde!

 

As crianças educadas

E conforme inteligência,

Nos cursos eram formadas

A custo da Presidência!

 

Não existiam ladrões,

E quem os serões adora,

Podia fazer serões,

Vir p‘ ra casa a qualquer hora!

 

As casas, naquela data

Eram sempre ocupadas

Com uma renda barata,

Mas as casas, eram poupadas!

 

A água era de graça,

Só renda do contador.

Quanto à “sewer” esta desgraça

Nem se falava, senhor!

 

Justa era a contribuição

Os seguros bagatela

Tinha tudo o cidadão,

Levava uma vida bela!

 

Mas ponham bem na memória,

Isto tudo que aqui digo,

Fazem parte da história,

Nunca existiu meu amigo!..

 

E agora, para acabar

Este conto, Era uma vez,

Uma história de agradar,

Que se disse e ninguém fez!

 

 

P. S.

ERA UMA VEZ

 

Uma é sempre a primeira,

Ninguém pode duvidar,

Começa na brincadeira,

Depois, não pode parar!

 

Tudo começa assim,

Mas, depois o resultado,

Se a história sai ruim,

Quem pecou, ficou marcado!

 

Quem uma só vez pecou,

Coisa grave, entendida.

Perante o mundo ficou

Pecador por todas a vida!

 

Tudo que a gente fez,

Neste mundo de errado,

Basta somente uma vez,

Para cair no pecado!

 

E o Pecado, amigos meus,

Eu não sei, é lá com DEUS!