Jose Saramago faleceu há 10 anos

 

 

 

Foi em 18 de Junho de 2010 - em Tias, na ilha de Lanzarote, Espanha, com 87 anos de idade, que faleceu José de Sousa Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998. Nasceu a 16 de novembro de 1922 em Azinhaga, uma freguesia da município da Golegã, no Ribatejo, com cerca de 1.700 habitantes e que ocupa uma área de 38km2, perto da reserva de Paul de Boquilobo.
Saramago foi durante muitos anos um crítico do Governo português. Devido a razões políticas deixou Portugal e foi viver para Lanzarote com a segunda esposa Pilar.
Escreveu bastante, principalmente entre 1976 e 2000. Cerca de 40 títulos. Vendeu aproximadamente 2 milhões de livros, mas só começou a ser conhecido aos 60 anos de idade.
Eis alguns dos seus trabalhos, entre muitos outros:
Memorial do Convento / Baltazar e Bismunda apareceu de 1977, A Cegueira/Blindness (1995), Jangada de Pedra, O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelo segundo Jesus Cristo, História do Cerco de Lisboa.
Veio fazer uma palestra na Rutgers University, Newark, N.J, depois de ter recebido o Prémio Nobel da Literatura. Estivemos presentes. A oportunidade de ver ao perto e ouvir um Prémio Nobel da Literatura não acontece todos os dias. Nunca fui um amante da escrita de José Saramago, comprei livros, tentei ler aqueles enormes parágrafos onde se esquece a pontuação e isso confunde-me a cabeça. Saramago foi cremado e as suas cinzas foram depositadas num jardim em Lisboa. Tinha dito que não queria ir para o Panteão Nacional.
A sua presença ficou no entanto em Lisboa quando o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa e o atual primeiro-ministro Anónio Costa decidiu que a Fundação José Saramago iria ocupar a Casa dos Bicos, um palacete mandado construir em 1523 por Brás Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque. A Casa dos Bicos é propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, estava semi abandonado e necessitava de grandes obras de reparação. Localizado na Freguesia de Santa Maria Maior – Rua dos Bacalhoeiros No. 10 Lisboa. Aí existe uma exposição permamente sobre José Saramago, “A semente e os Frutos”.

 

• Fernando Goncalves Rosa