O robot e o homem

 

Vivemos numa época em que robots limpam as nossas casas, dirigem os nossos veículos, desativam bombas, fornecem próteses, apoiam procedimentos cirúrgicos, fabricam produtos, divertem-nos, ensinam e surpreendem-nos. Assim como smartphones e mídias sociais estão oferecendo uma conetividade além de qualquer coisa que imaginamos, os robots estão começando a oferecer capacidades físicas e inteligência artificial, habilidades cognitivas além das nossas expetativas. Juntas, essas tecnologias podem ser aproveitadas para ajudar a resolver desafios importantes, como o envelhecimento das sociedades, ameaças ambientais e conflitos globais.
 Como será um dia as nossas vidas, neste futuro não tão distante? A ficção científica explorou essas possibilidades durante séculos. As nossas vidas provavelmente serão mais longas: com órgãos sintéticos para substituir partes defeituosas dos nossos corpos, intervenções médicas nanométricas permitindo o direcionamento preciso de doenças e genética, e veículos autónomos reduzindo mortes de trânsito. Os nossos empregos mudarão drasticamente. Certos trabalhos não existirão mais e novos trabalhos surgirão - no desenvolvimento de aplicativos de serviço de robots que podem por example ser executados em plataformas de robots disponíveis em nossas casas. A forma como somos educados também mudará radicalmente - os nossos sentidos e cérebros podem ser aprimorados artificialmente e a nossa capacidade de refletir sobre novos insights obtidos com a análise automatizada de grandes quantidades de dados exigirá um tratamento diferente das informações nas escolas.
 Tudo mudará nas nossas vidas, mas como tudo na vida há sempre dois lados de uma moeda, os otimistas irão afirmar que as nossas vidas irão mudar para melhor enquanto os pessimistas afirmarão o contrário.
 Como pessimista pergunto a mim mesmo como serão as relações entre o ser humano e a máquina? Quando numa reunião de estudos, qual será a figura mais predominante? O robot ou o ser humano?
 Na minha maneira de ver, e fraco conhecimento de causa, afirmo com convicção que o ser humano será sempre um ser muito superior à máquina que afinal foi inventada por nós. Essa máquina nunca aprenderá coisa alguma se um humano a não alimentar com a informação necessária para a sua função. A máquina não pensa, não vê, nem ouve e o que fala limita-se à sua programação. Tenhamos portanto em mente que robots e computadores dependem totalmente do ser humano. Se deixarmos de programar esses cérebros mecanizados ou se desligarmos o elétrico ou sua fonte de energia será o fim deles.
 Sim, mais cedo ou mais tarde, Intelegência Artificial será predominante no meio onde vivemos mas mais predominante do que tudo será sempre o cérebro humano porque nós temos algo que as máquinas nunca podem ter, isto é: visão, audição, olfacto, paladar, tacto e perceção extra sensorial.
 Robots e sistemas com inteligência artificial serão capazes de nos oferecer habilidades únicas para apoiar e aprimorar a nossa tomada de decisão, compreensão de situações e formas de agir. Os robots poderão contribuir ou realizar o trabalho de forma autónoma, mas uma autonomia limitada porque nada vai superar o ser humano.
 Bem, a única coisa que neste momento pode superar cérebro humano será o cansaço que começo a sentir depois de tanto pensar e como não sou um robot deixo-vos aqui algo para pensarem até o cansaço se apoderar de vós também.


 António Teixeira – Fall River