Telemedicina

 

Telemedicina não é novidade. Basta ler as múltiplas publicações médicas para ver que na opinião de muitos o futuro dos cuidados de saúde passam pelos computadores, seja para manter as fichas clínicas ou auxiliaries de diagnóstico, mas também pelas consultas feitas à distância, ou seja, em muitos casos vai ser possível fazer uma consulta via telemóvel ou laptop. A Telemedicina (ou Telehealth) está em grande crescimento e poderá ser de grande utilidade por exemplo em Psiquiatria, quando o médico pode dar consultas a populações isoladas, sem ter que se deslocar do seu gabinete, ou no caso de tratamento para o abuso de drogas, pois aqui o doente tem ainda maior privacidade.
De qualquer modo, os proponentes deste tipo de serviço têm que contar com a desconfiança de grandes estratos da população, nomeadamente as gerações mais idosas. Um estudo recente da opinião de pessoas entre os 50 e os 80 anos de idade, a grande maioria (71%) acharam que essas consultas não tinham valor porque não permitiam um exame físico. E é verdade. 
Mais ainda, os participantes na sua maioria (68%) achavam que a qualidade dos cuidados de saúde não seria tão boa comparada com uma consulta pessoal. Outros (quase metade) expressaram preocupação com a falta de privacidade, e de não sentirem a habitual ligação ao seu médico.
Na verdade muito poucos tiveram até agora a oportunidade de fazer a sua consulta via ecran de TV ou computador, e a maioria nem sabe se o seu médico oferece esse serviço, mas para muitos em áreas mal servidas de técnicos de saúde, esta tecnologia pode ser uma bênção. 
Trata-se provavelmente de uma situação geracional, em que os mais jovens, habituados ao telemóvel e computadores para tudo não terão qualquer problema em aderir a um serviço deste género. Por outro lado, com o imparável desenvolvimento da tecnologia, quem sabe se do outro lado do ecran os médicos e enfermeiros serão substituídos por outro computador, ou um robot, num futuro não muito distante. A ver vamos.
Haja saúde!