A poluição mundial e as alterações climáticas atingem tudo e todos

 

 

Estamos no começo do ano 2020 tendo sido o seu antecessor um ano em que as mudanças climáticas demonstraram a ferocidade do mar e dos ventos ciclónicos que para além de destruírem casas, estradas, pontes, árvores, plantações, animais e seres humanos, intimidaram as populações direta e indiretamente nas localidades onde vivem e trabalham. Há quem não acredite que todas as intempéries que temos enfrentado trazem consigo alterações climáticas que podem mudar o modo de vida na maioria dos países. Ninguém controla a força da natureza. Se olharmos para o sul de Portugal, hoje bastante quente, e pouco produtivo devido às secas, as mudanças climáticas vão agravando cada vez mais a produção agrícola, limitando o cultivo de cereais e todos os outros produtos alimentares, que já hoje afetam o baixo Alentejo e o Algarve. Até no arquipélago dos Açores o aumento da temperatura já é relevante, durante o verão, prejudicando a agricultura e a pecuária, sendo também o inverno mais frio.

Greta Thunberg, a jovem sueca que deu início ao movimento mundial juvenil contra a poluição e as alterações climáticas, alertou o mundo para as consequências das mudanças climáticas, sendo os países mais poluidores e responsáveis a China, Rússia, Brasil, Austrália e a América do Norte. Contudo, o apelo da Greta não tem sido bem aceite pelos governos desses países.  São os/as jovens do mundo que aos milhares se manifestaram e manifestam, nas maiores cidades do globo contra a poluição. Esta é a geração que sofrerá as piores e maiores consequências, se os países não reduzirem o consumo do carvão e do petróleo, consumido na indústria, na aviação, navegação e agricultura, poluindo a atmosfera que tornará as cidades escuras e enevoadas com o dióxido de carbono produzido e lançado no espaço pelas grandes e pequenas fábricas, comboios, navios, carros e outros meios de transporte. A poluição é primeiramente produzida pelos “resíduos tóxicos das fábricas, derrame de petróleo, descargas de fluentes urbanos, resíduos nucleares radioativos, sento os nucleares os mais perigosos (Joe Tacopino- December 15, 2019, NY Post)“. Estes são os maiores destruidores do peixe, das algas, dos corais e moluscos, bem como baleias, golfinhos e tartarugas etc.

Todos os continentes têm problemas graves com a poluição, porque a terra está saturada com produtos químicos que forçam o crescimento animal e os produtos agrícolas, desenvolvendo-os mais rapidamente e em maior quantidade. Contudo, a humanidade não está atenta à quantidade de produtos químicos que absorvem, quando consomem legumes, carne, leite e vegetais, proveniente de terreno adubados com esses produtos químicos. Alguém dirá - então não podemos comer nada! Podemos comer tudo,  se  os terrenos forem adubados com produtos orgânicos. Por vezes esquecemos que o peixe também é poluído. Infelizmente o mar é o maior caixote de lixo do mundo. Um dos maiores poluentes marinhos é o nuclear, porque a sua radiação dispersa-se num raio de centenas de metros. Já em “2005-2910 o Japão considerava enterrar os resíduos das centrais nucleares no mar (P. Sakamoto, Nacional. Tóquio (IPC Digital)”. A controvérsia continua a ser discutida e avaliada.

Fala-se muito sobre turismo, mas esquecemo-nos que tanto os aviões como os navios, especialmente os de cruzeiros, que navegam pelo mundo são grandes poluidores, porque consomem muito combustível e acumulam muito lixo. Como é óbvio, as companhias de cruzeiros escolhem sempre os portos com tarifas mais baixas para esvaziar os porões de toneladas de lixo.

Os Açores que hoje têm dificuldades em tratar o seu lixo, também querem entrar no negócio do lixo sem ter lixeiras suficientes em cada ilha e muito menos instalações de incineração. As ilhas dos Açores não podem ser as lixeiras dos navios de cruzeiro. Os turistas de cruzeiro são pouco rentáveis, porque a permanência na ilha é muito curta, só compram pequenas lembranças de custo mínimo. O turismo nos Açores só pode ser comercialmente rentável se os turistas permanecerem alguns dias dispersos pelas nove ilhas.