A mudança sócioeconómica global e os açorianos(a) na diáspora

 

 

No atual mundo assistimos a uma mudança social, educacional, industrial, comercial e digital muito dinâmica, sendo o futuro predominantemente orientado pela digitalização, para a qual um ajustamento profissional vai ser exigido a toda a humanidade. A sobrevivência está na preparação tecnológica de ponta, que requer conhecimentos digitais a todos os níveis profissionais. Todo o ser humano tem que se esforçar na aprendizagem das novas tecnologias para que, e com facilidade, encontrar uma profissão/emprego compatível com as suas aptidões. O Coronavírus (COVID-19) surgiu numa ocasião global muito complexa, trazendo problemas de ordem profissional e social muito difíceis de resolver. Todos os açorianos dispersos pelo mundo têm de ser alertados para a mudança global que já hoje é uma realidade, informando também futuros imigrantes para se prepararem linguisticamente [Inglês/Chinês] e tecnicamente, para que facilmente possam ser aceites na América do Norte, bem como na  União Europeia. É importante que os portugueses provenientes dos Açores participem no recenseamento (census) que ocorre este ano, mas não se esqueçam de escrever no formulário que também são portugueses. 
Onde está no Este e no Oeste americano a coesão açoriana? Os açorianos  tanto no Este, como no Oeste norte americano, têm de começar a refletir sobre a criação de uma possível organização, fundação ou associação que os unifique de Santa Maria ao Corvo. Várias tentativas já foram apresentadas e discutidas nas últimas décadas, mas o divisionismo entre as diferentes ilhas, cidades e freguesias têm boicotado o progresso das mesmas. Continua a ser difícil para os açorianos aceitarem, ou até mesmo compreenderem, que nos Estados Unido são um grupo étnico, tal como os outros existentes (Italianos, Gregos, Chineses, Africanos, Coreanos, Latinos etc.) que hoje têm voz política e social por serem coesos, fazendo tudo o que podem para serem reconhecidos e respeitados nas cidades e estados onde vivem e trabalham. Preocupando-se com o voto nas eleições locais e nacionais, enquanto os açorianos e, mesmo os seus descendentes, continuam pouco interessados ou atentos ao que se passa na política Norte Americana. Contudo, se a política e a economia nacional piorar/alterar, a vida tornar-se-á mais difícil e, os não votantes não podem reclamar. A oportunidade foi-lhes dada! 
Na mudança que já hoje está em progresso, todas as ideias de inclusão  que possam vir a ser propostas devem respeitar e considerar o esforço dos que tentaram e conseguiram em muitos casos, criar as organizações sociais e coletivas atuais, independentemente das suas limitações linguísticas (Inglês) ou experiência administrativa, por não terem adquirido essas proficiências na ilha. Obrigado aos mesmos! Espera-se que a liderança da próxima organização [associações ou fundações, etc.] seja composta por um conjunto de jovens e adultos (homens e mulheres) que reconheçam os mais idosos, mas também conheçam o sistema sociocultural americano, bem como, as leis relacionadas com a formação de organizações de ordem social e cultural nas cidades e estados onde vivem. Como é óbvio, tudo é difícil e complexo, mas com persistência, consenso, cooperação e trabalho entre todos os participantes o objectivo será sempre atingido. Haverá  sempre crítica negativa, concorrência desleal e gente como o azoto, que “não arde ou deixa arder”. É melhor ignorar estes oportunistas, egocêntricos, e inseguros que estão sempre interessados em participar, mas na realidade só pensam no que podem vir a ganhar com as mesmas. Se não atingirem os seus objetivos vão sinicamente colaborar, ou até contar histórias que hipocritamente desconsideraram o trabalho dos que voluntariamente e honestamente, lutaram e lutam para atingir os objetivos predeterminados, independentemente da sua classe social, educacional ou profissional. É lamentável, mas é uma realidade, contudo o servilismo tem de ser ultrapassado. 
Embora os primeiros imigrantes tenham tido dificuldades em se ajustar ao ritmo de vida americana, mesmo assim, conseguiram sobreviver e dar aos seus descendentes uma vida diferente, com oportunidades únicas de trabalho e de educação, que hoje estão dispersos por toda a América do Norte. São jovens e adultos de todas as idades e sexo especializados nas mais diferentes áreas técnicas, socias e educacionais, que dão continuidade ao potencial económico e tecnológico  característico do país, que continua a ser a “terra da oportunidade”, se se trabalhar para ela. Com a digitalização as distâncias não existem, pelo que todos podem ser localizadas e convidados para o planeamento e organização de  uma associação  que represente todos os açorianos e as suas organizações, desde a primeira geração há presente. Como é de esperar há jovens que falam português e outros só inglês, ou então as duas línguas, contudo, o mais importante é a vontade de formar uma organização/fundação que seja de todos e, represente todas as ilhas açorianas. Haverá quem questione, quem estará interessado nesse projeto? Devem ser jovens e adultos criativos e orgulhosos da sua descendência, que pretendem dar continuidade à cultura açoriana no pressente e no futuro.