Mobilidade aérea açoriana

 

 

 

 

A política da baixa de preços

facilitadora da mobilidade, em boa hora encetada pelo primeiro governo de Vasco Cordeiro, é, dentro

dos benefícios para os açorianos

e fruto de uma política de justas

compensações pela insularidade

um dado adquirido que não deverá

ter limitações

 

 

São inegáveis as vantagens que traz para a economia dos Açores, como muito bem diz o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, o presente modelo de acessibilidades aéreas de e para a região. Referindo-se à eventualidade da República pretender “aperfeiçoar” esta subsidiação nas deslocações, quando reclama da despesa com os reembolsos, em 2018, ter sido maior que em 2015, com a agravante do número de utentes ter vindo a baixar, Cordeiro reconhece ter de haver "alinhamentos" no subsídio de mobilidade aérea aos açorianos e sugere uma investigação que nos faça entender se houve, ou não, eventuais aproveitamentos ilegais.

Recorde-se que este apoio nas deslocações aéreas, que vem de 2011, reembolsa os açorianos residentes da diferença entre o valor do bilhete adquirido - que às vezes na SATA e na TAP é escandalosa, porque exorbitante - e uma quantia máxima de 134 euros numa viagem de ida e volta, promovendo as deslocações e movimentando a economia regional. "Não pode ser posta em causa a mobilidade aérea dos açorianos e a importância que os transportes aéreos e este modelo têm para a economia da nossa região", observa o presidente.

A política da baixa de preços, facilitadora da mobilidade, em boa hora encetada pelo primeiro governo de Vasco Cordeiro, é, dentro dos benefícios para os açorianos, e fruto de uma política de justas compensações pela insularidade, um dado adquirido que não deverá ter limitações. Viver em ilhas rodeadas de atlântico a perder de vista, algumas a 1900 quilómetros de Lisboa, não é como viver num território com continuidade territorial e facilidades de deslocação, embora a interioridade seja, felizmente em cada vez menos casos, quase tão limitativa quanto a insularidade.

Avanços e recuos, não. A mobilidade a custos aceitáveis é um direito que deverá assistir a todos os portugueses, aos do continente e aos das ilhas, que também são portugueses.