Recordando 06 de Junho de 1944

 

 

 

 

Mais uma vez foi assinalada a data histórica de 06 de Junho de 1944, completando 75 anos da passagem desta efeméride, em que as tropas aliadas, juntamente com as dos Estados Unidos da América do Norte desembarcaram ao sul de França, na “Normandia”, ocupando uma enorme extensão de praia, de 80 quilómetros, guardados por um forte e bem armado exército alemão. Mas, mesmo assim, não impediram que o exército aliado de cerca de 150 soldados, irrompessem com toda a heroicidade derrotando as tropas do ditador e sanguinário alemão, Adolfo Hitler, naquele “O Dia Mais Longo - The Longest Day”.

Nesta terrível batalha morreram cerca de nove mil soldados americanos e três mil e quinhentos das tropas aliadas e muitos milhares de feridos. Sem dú­vida que a referida data de 06/06/1944 foi assinalada no passado dia 06 de junho com todo o respeito e gratidão por várias dezenas de chefes de Estado e Governo e outras individualidades, não só da União Europeia, mas também de vários líderes políticos à escala mundial, assim como alguns veteranos, que combateram nessa cruel guerra, incluindo dos Estados Unidos, que tiveram a honra de estarem presentes nesta data tão importante, e alguns deles contando as horrorosas histórias que viveram nessa famigerada guerra, onde tiveram que matar à volta de vinte e cinco mil militares alemães e ao mesmo tempo abrindo caminho dali até à capital de Paris, morrendo também alguns civis, sendo este o preço alto da libertação do povo francês das garras sangui­nárias deste monstro chamado Adolfo Hitler!...

Neste dia terrível e sangrento, as tropas americanas eram em grande número, bem treinadas e com armas bastante sofisticadas, tiveram um papel preponde­rante na estrondosa derrota das tropas de Hitler e sem elas era impossível vencer esta guerra e libertar a França e a Europa, porque o exército aliado estava bastante enfraquecido derivado ao longo tempo que vinham combatendo o exército alemão. E foi assim que os destemidos soldados americanos, e com todos os aliados, sem amor à própria vida e com tremendo esforço, que as tropas de Hitler capitularam, que se libertou a Europa e o mundo do domínio de Hitler.

Desde então, todos nós temos uma grandiosa dívida de respeito e gratidão por todos aqueles que tom­baram gloriosamente e também por esses que estão vivos, que todos devemos recordar para sempre e prestar-lhes a mais sentida e honrosa homenagem!...

Eu acompanhia a II Guerra Mundial desde o ano de 1943, quando iniciei a escola primária, prestando atenção diariamente às notícias transmitidas não apenas por dois rádios que existiam na minha terra, e um estava num estabelecimento comercial, o que se ouvia mais. Nunca estive no sul de França, na Normandia, assinalando essa fatídica data de 06/06/1944, mas tenho vivido sempre a mesma em espírito; rendendo o mais profundo preito e gratidão a todos aqueles que tombaram e aos que estão vivos, cujos heróis morreram em defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos...

Também aqui quero deixar um elogio e gratidão ao falecido Presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, que criou um exército fortemente armado e bem mora­lizado, dando um bom exemplo ao mundo, que mui­tas vezes para se alcançar a paz há que destruir os ditadores, infelizmente. Ele também foi exemplar no que concerne aos ataques aéreos protagonizados pelos japoneses pela calada da noite, aos marinheiros americanos estacionados no Hawaii, em Pearl Harbour, no dia 07 de dezembro de 1941, cuja guerra só terminou com a rendição dos japoneses no dia 15 de agosto de 1945.

Mas tudo isto poderia ser evitado se alguns governantes fossem muito mais responsáveis, gostassem de paz e soubessem governar bem os seus países, o que não acontece, infelizmente.

 

• Manuel M. Esteves - East Providence, RI