Avioneta cai em cemitério de New Bedford provocando a morte do piloto

 

Os investigadores do Conselho Nacional de Segurança em Transportes (NTSB) estão trabalhando para descobrir o que causou a queda de um pequeno avião Cessna 150 no Cemitério Rural de New Bedford por volta das 15h30 no dia 4 de novembro, provocando a morte do piloto e único ocupante, Paul Vidal, 73 anos, de Westport.

O cemitério, que data de 1800, fica a cerca de 6,5 km a sul do Aeroporto Regional de New Bedford, onde o voo se originou.

Vidal era piloto licenciado desde 2001 e a esposa Carol Ann Vidal disse que voar era um dos seus hobbies favoritos. Quando estava bom tempo, de dois em dois dias dava uma volta no seu Cessna. Era figura bem conhecida e respeitada da comunidade aeronáutica regional.

No dia do acidente chegou ao aeroporto 15 minutos antes da decolagem e, segundo os que com ele privaram, parecia bem e alegre por ir voar.

A Administração Federal de Aviação (FAA) diz que o acidente ocorreu logo após Vidal decolar do aeroporto de New Bedford.

“Várias testemunhas oculares captaram em vídeo o avião voando baixo, antes de cair. Margie Carreiro disse que o avião sobrevoou a sua casa e “deu um giro ou sacudidela, depois foi para o lado e deu um mergulho.” Em terra ninguém foi atingido.

Investigadores do NTSB estiveram dois dias no local recolhendo evidências. Os destroços do aparelho foram levados para um local próximo a Hartford, Connecticut, para posterior exame do motor, as condições climáticas, as qualificações do piloto, os fatores operacionais e humanos.

Testemunhas oculares relataram ter visto o avião “fazendo acrobacias”, mas a  investigadora de segurança aérea do NTSB, Lynn Spencer, recomendou às pessoas que fossem cautelosas nessas afirmações, uma vez que os investigadores não determinaram se esse era o caso e os aviões são máquinas complicadas que, quando algo dá errado, pode parecer que estão a fazer manobras acrobáticas e não estão.

A esposa de Vidal rejeitou as alegações de que o marido estivesse a fazer acrobacias.

“Ele era bom piloto. Não sei o que aconteceu. Mas ele dizia que era arriscado e era estúpido tentar fazer acrobacias, ele não estava fazendo isso. Algo correu mal. Eu não sei o quê, não faço ideia,” disse Carol Ann Vidal.

Carol Ann revelou que o marido lhe disse muitas vezes que, se houvesse uma emergência durante um voo, ele tentaria causar danos mínimos.

“Ele caiu no cemitério para evitar casas”, disse ela. “Lembro-me dele dizendo que sempre que faria isso se tivesse que descer, para não atingir ninguém. Ele era um bom piloto.”

Lynn Spencer disse que ainda não pode determinar se Vidal escolheu colidir com o cemitério, mas moradores da área estão elogiando o piloto por ter evitado atingir casas.

“Eu acho que foi uma coisa muito corajosa e inteligente que ele fez”, disse Margie Carreiro.

“Sinto que ele é um herói porque pensou nos outros”, disse Griselta Ramos. “Sabendo que ele estava a cair, pensou  nas casas próximas e nas crianças brincando e ele fez o que pôde.”

O mayor  Jon Mitchell, divulgou uma declaração expressando as suas condolências à família Vidal e declarou-se agradecido pelo acidente “não resultar num desastre muito maior.”

“Apesar do nome, o Cemitério Rural fica no meio da cidade, cercado por bairros densamente povoados, onde vivem milhares de moradores”, disse Mitchell. “É fácil imaginar que, em circunstâncias ligeiramente diferentes, o acidente poderia ter levado vidas no local”.

Um relatório preliminar sobre o acidente deve ser divulgado dentro de 10 dias, de acordo com o NTSB. O relatório final será publicado cerca de 18 a 24 meses, informou a agência.

Paul E. Vidal deixa viúva Carol Ann Vidal; uma filha, Veronica Vidal Praeger, de Long Beach, Califórnia, e um filho, Andrew Vincent Vidal, de E. Bridgewater; duas irmãs, Louise Lebreux de Tiverton e Annette Therrien de Palm Bay, FL, e um irmão, Maurice Vidal de Rehoboth.

Paul foi professor no Community College de Rhode Island e estava aposentado.