Imigrantes e idosos são as maiores vítimas das burlas de identidade

 

 

Todos os anos as autoridades desmontam inúmeros esquemas de burlas que lesam o consumidor, quer seja por perdas financeiras ou por roubo dos dados pessoais dos lesados.

Essas burlas vieram a ser facilitadas pelo acesso ilegítimo a correios eletrónicos ou contas bancárias online e certas populações são mais propensas a serem alvo, incluindo idosos, imigrantes e falantes não nativos de inglês.

Todos nós já deparámos com anúncios como “Ganhe dinheiro em casa a dobrar circulares” ou “foi escolhido aleatoriamente como vencedor de um prémio”.

Muitos destes esquemas e burlas já circulam há dezenas de anos, mas vão adaptando-se aos novos tempos e utilizam novos meios de propagação, como a internet, o correio eletrónico e as redes sociais. E apesar destas situações serem antigas e ciclicamente repescadas, a adesão a este tipo de iniciativas é cada vez maior, sobretudo quando as pessoas têm necessidade de fazer algum dinheiro extra há uma maior predisposição para acreditar e deixar-se levar nestas burlas. O mínimo que se pode fazer é desconfiar de certas ofertas que muitas vezes têm como objetivo obter dados pessoais. 

Não faltam exemplos. Sheila Monahan, 70 anos, de Cranston, RI, achava que era esperta em fraudes até que há dias recebeu um telefonema de alguém dizendo ser “agente Joanne Jones”, uma oficial sénior da DEA em El, Paso, Texas, que lhe perguntou se ela tinha alugado um carro. Monahan disse que não, mas a interlocutora continuou dizendo que o carro tinha documentos no carro com o seu nome e número do Seguro Social, e que estava envolvido em drogas e lavagem de dinheiro.

A mulher deixou-se convencer quando a outra lhe recitou os últimos quatro dígitos do seu número de Seguro Social e, para proteger as suas contas bancárias, cumpriu as instruções de ir a duas lojas Target diferentes e comprar dois vales-presente no montante de $2.000.

Em 2 de julho, a mulher foi às lojas Target no Warwick Mall e na Bald Hill Road, comprou os vales e ligou para a falsa agente da DEA e leu os números na parte de trás dos vales. Dias depois, deu conta do incidente a uma amigo e constatou que tinha sido enganada. Quando telefonou para a Target foi informada de que os vales já tinham sido levantados.

Os casos são muitos e a Southcoast Health alertou o público para uma fraude que se vem tornando cada vez mais frequente. Num anúncio de serviço público, o grupo hospitalar afirmou que houve um aumento acentuado de fraudes direcionadas a pacientes. Os criminosos telefonam do que parecem números de telefone locais, alegando pertencer ao provedor de serviços de saúde de um paciente.

Essas chamadas fraudulentas geralmente pedem números de cartão de crédito, números de Seguro Social e outras informações pessoais de pacientes e seus familiares.