A Casa Branca quer vacinar 300 milhões

 

Joe Biden afirmou que os EUA estão “a caminho” de ter 300 milhões de habitantes vacinados contra a covid-19 até julho. O presidente anunciou que o governo acertou a compra de 100 milhões de vacinas com Moderna e Pfizer e, com essa medida, o país terá 200 milhões de vacinas mais cedo do que se esperava aumentando assim a disponibilidade de vacinas. Por outro lado, três biliões de dólares foram entregues nas últimas três semanas aos estados para as suas campanhas regionais de imunização.
A Casa Branca tem três objetivos gerais para os próximos 100 dias: aumentar a acessibilidade, combater a desinformação e ajudar aqueles que não têm recursos para serem vacinados. Até 21 de abril foram vacinadas 237 milhões de pessoas e a Casa Branca pretende que mais 100 milhões sejam vacinadas nos próximos cem dias.
O governo Biden lançou anúncios na TV para encorajar a vacinação e aumentar a confiança do público nas vacinas à medida que aumenta a distribuição e 10 biliões seriam destinados a aumentar o acesso à vacina e a confiança das comunidades atingidas em todo o país.
Cerveja, marijuana e dónutes grátis e até um todo-o-terreno são alguns dos incentivos à vacinação. De acordo com uma reportagem da Associated Press, vale mesmo tudo, por exemplo, em Detroit (Michigan) as autoridades locais estão a oferecer 50 dólares a cada pessoa que dê boleia a outra até um dos centros de vacinação espalhados pela cidade.
E se os cidadãos não puderem ir até aos centros de vacinação, os centros de vacinação vão aos cidadãos, como é caso de Chicago (Illinois), onde há autocarros equipados para levar as vacinas aos diferentes bairros da cidade.
Estes esforços são cruciais para cumprir o objetivo: alcançar a imunidade de grupo o mais rápido possível nos EUA, um país com mais de 331 milhões de habitantes.
Mas ainda há muitos norte-americanos que recusam ser vacinados, por muito que os fármacos sejam acessíveis. Por isso, foi necessário recorrer à criatividade e estimular o “apetite” da população.
É que o cenário não é animador em todo o país. No Oregon, por exemplo, o número de internamentos ainda é elevadíssimo, razão pela qual não é expectável um aligeiramento das restrições que foram impostas.
E a nível mundial os casos de coronavírus também estão aumentando, impulsionados pela Índia e pela América do Sul. O número de novos casos diários ultrapassou 800.000 durante a semana passada, aumento em grande parte causado pelo surto na Índia, que agora responde por mais de 40% dos novos casos no mundo, as vacinas estão a acabar, os hospitais estão cheios e os locais de cremação queimam milhares de corpos todos os dias. 
Grande parte da América do Sul também se está a sair mal. Uruguai, Paraguai, Brasil, Peru, Argentina e Colômbia estão entre os 20 países com o maior número de mortes por covid per capita. E o Rio de Janeiro, por exemplo, teve que adiar a vacinação por falta de vacinas.