Carnaval em força em 2019 com 16 danças pelos palcos da Nova Inglaterra

 

 

O carnaval terceirense por estas paragens da Nova Inglaterra continua pleno de entusiasmo e com garra de continuidade.
A Aliança Carnavalesca reuniu a 12  de janeiro de 2020 onde foram apresentadas as danças, bailinhos e comédias que irão desfilar pelos salões das associações da Nova Inglaterra, sábado, 22 e domingo, 23 de fevereiro.
As danças irão desfilar pelos 16 salões da Nova Inglaterra com início pelas 3:00 da tarde no sábado e pela 1:00 da tarde no domingo. 
A organização solicita a todos aqueles que gostam de ver danças, que estejam nos salões, com antecedência, de forma a que quando a dança subir ao palco se sinta apoiada pela multidão dos presentes.
O conteúdo dos assuntos é cómico, pelo que se antevê um carnaval de boa disposição e alegria, para as centenas de pessoas, que vão encher os salões.
Teremos uma dança de espada, vinda do Canadá. 
 Através da Aliança Carnavalesca conseguiu-se que os salões tivessem um sistema de som mais atualizado. Donativos como forma de apoio aos gastos inerentes a uma dança. Boas mesas de aperitivos. Tudo isto contribui para que uma dança encare o desfile com alegria e boa disposição. 
Entretanto, como forma de continuidade, a Aliança Carnavalesca é constituída por Tanya Santos, Pawtucket; Susana Martins, Lowell e Paulo Borges, Taunton. É um grupo com larga experiência do carnaval, com as duas jovens, oriundas das famílias Martins e Santos, que anualmente e por longos anos, têm sido um grande impulso ao carnaval por estas paragens, como forma de manter a nossa identidade.
Mas tudo isto teve o seu início. São 45 anos de carnaval pela Nova Inglaterra entre bailinhos, danças de pandeiro, comédias e danças de espada.  
Tudo começou em Lowell no ano de 1973 pela mão do saudoso José Valadão, seu cunhado Francisco Meneses e Lourenço Valadão.
Estava lançado o rastilho do que passados 46 anos continua a ser uma das maiores manifestações sócio-culturais da comunidade.
Com uma experiência iniciada em 1967 na ilha Terceira, chega a Lowell, José Martins e com ele uma nova era carnavalesca na diáspora. 
Em 1976 dá início à sua participação no carnaval, fazendo  parte de um bailinho. A sua colaboração, neste sentido, mantém-se até 1982.
Mas José Martins tinha a família cheia de talentos, pelo que organiza um bailinho da família Martins. O José tem três filhas. A Sónia, Susana e Dília.
O Mateus tem o Mateus Jr. e a Stephanie.
O João tem mais dois filhos: Jonathan e Cristina.
Para completar o ramo, surge o primo, João Ângelo Martins, que é o autor dos enredos e um dos executantes.
Em 1978, Lowell, que bem se pode considerar a meca do carnaval, vê chegar o “Sapateiro”, alcunha de João Fernandes, uma das figuras mais relevantes na ilha Terceira.
Traz com ele os filhos, Leo, José e Fernando Silva.
Em 1980 o carnaval pelos EUA conhece uma nova dinâmica, com o bailinho “O ensaio da filarmónica” da autoria de Fernando Sapateiro. Foi sucesso em alguns palcos e mal recebido em outros. Mas nada os fez parar.  
Se bem que o carnaval pelo norte, fosse um viveiros de danças e bailinhos, pelo sul, limitavam-se a ver e a aplaudir.
Victor Santos, que começava a dar nas vistas, pelo seu entusiasmo na divulgação e projeção das tradições terceirenses, viu no carnaval mais uma forma de mostrar o que vale.
Em 1981 escreve o bailinho “A Tia Mariquinhas”, no que seria o grande arranque do carnaval a sul de Boston.
Hoje já soma mais de 24 assuntos escritos para bailinhos pela Nova Inglaterra e Canadá.
Em 2003 foi um dos fundadores da Aliança Carnavalesca, que tem coordenado o carnaval ao longo dos anos. 
Tal como as famílias Valadão, Martins, Sapateiro, Victor Santos conseguiu contaminar a mulher, Maria João e as filhas Tânia e Chelsie. Esta última, além de puxar a dança com a irmã, é ainda uma excelente executante de viola da terra e acordeão. 
Com todos estes ingredientes temos 46 anos de carnaval.