Matança do Porco à moda da Ribeira Quente, S. Miguel, mais um êxito de cariz regional a juntar aos anteriores


 

Regressaram ao Clube dos Pescadores em New Bedford. O motivo era uma tradicional matança de porco. E esta à moda da Ribeira Quente, do concelho da Povoação, ilha de São Miguel.
A organização foi da responsabilidade da Associação Cultural Saudades da Terra, presidida por Daciano de Melo.
Pode ser considerado mais um “folclorismo”, mas toda a iniciativa que consegue movimentar mais de 200 pessoas é um êxito comunitário. Dizia-nos Daciano de Melo: “Já estou a delinear o programa para o ano. Vamos celebrar 25 anos de matança. Vai ser uma grande festa. Mantendo a tradição, vamos preparar algo de novo”.
Há entusiasmo em tudo o que se faz a nível comunitário. E as pessoas aderem. Aqui eram os naturais da Ribeira Quente. Entramos na cozinha. Um grupo de atarefadas senhoras preparava a ceia. Um tabuleiro de grandes dimensões, estava cheio de morcelas. Brevemente eram feitas em pedaços e iam enfeitar o prato de matança.
É impressionante o entusiasmo deles e delas.
Anualmente fazem o melhor. Para satisfazer todos aqueles que ali convergem para se deliciar com um prato regional de matança.
Não deixa de ter o seu quê de curioso ao ver o advogado  Mário Pimentel, que não obstante a sua posição, não se intimida a dar o seu apoio onde é solicitado. Mesmo no serviço do jantar pelas mesas. São elementos deste género que sabem dignificar a nossa presença étnica. Advogado de profissão. Mas ativo elemento da sua comunidade, neste caso da Ribeira Quente, num contributo para que esta tradição se mantenha. 
Um exemplo que bem pode servir de cópia a elementos, que depois de atingida uma posição, esquecem quem os ajudou a conseguir o lugar.
Comeu-se o tradicional de uma matança de porco. Saiu-se satisfeito. Para o ano lá estarão e para festejar 25 anos da matança do porco, à moda da Ribeira Quente  do concelho da Povoação.