Centenário de José Saramago celebrado nos EUA

 

O centenário do nascimento de José Saramago, o serralheiro que se tornou o primeiro Prémio Nobel da Literatura em língua portuguesa, está a ser assinalado por várias universidades dos Estados Unidos.

Dia 31 de outubro, o Centro de Estudos Portugueses da Universidade da Califórnia em Berkeley acolheu a jornada “José Saramago: Life With No Interruptions” em homenagem ao escritor português e que contou com a presença dos professores Carlos Reis, da Universidade de Coimbra, Deolinda Adão, Thomas Laquer e Leighton Fung da UC Berkeley.

Em New York teve lugar uma semana de eventos dedicada ao escritor na cidade, uma iniciativa do Arte Institute que incluiu uma leitura de textos em inglês de obras como “Ensaio sobre a Cegueira”, por atores profissionais, e que foi transmitida pela Internet através do site do Arte Institute.

Nos próximos dias 2 e 3 de dezembro Saramago será lembrado em Massachusetts por iniciativa da Luso American Development Foundation, do Center for Portuguese Studies and Culture e Portuguese Department da University Massachusetts Dartmouth.

Dia 2 de dezembro, no New Bedford Whaling Museun, às 10h00, intervenção do Prof. Carlos Reis, da Universidade de Coimbra, comissário para o centenário de Saramago.

Às 11h30, Painel 1: Ética Corpórea e Material de Saramago.

Às 02h00, Painel 2: A Cegueira de Saramago revisitada.

Às 3h45, Painel 3: Metáforas de Saramago.

Às 05h00: recepção.

Dia 3 de dezembro, no Marketplace UMass Datmouth.

Às 10h00, intervenção da jornalista Anabela Mota Ribeiro.

Às 11h30, mesa redonda sobre “Saramago na Nova Inglaterra”.

Às 2h30, documentário “José e Pilar”, realizado por Miguel Gonçalves Mendes e que foi candidato português à nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro, e conversa com Pilar del Rio, presidente da Fundação Saramago e viúva do escritor.

Recorde-se que “Caim” é o mais recente livro de José Saramago publicado nos Estados Unidos e está a ter um “grande acolhimento dos leitores norte-americanos”, disse Pilar del Río à Lusa.

Com a publicação da tradução de “Caim”, que mereceu uma crítica no New York Times que Pilar del Río qualificou de “excelente”, ficou editada nos Estados Unidos praticamente toda a obra do português Prémio Nobel da Literatura, faltando “Levantado do Chão” e “Clarabóia”, que possivelmente serão editados no próximo ano.