Parada do “Memorial Day” substituída pelo içar das bandeiras nos mastros da “catedral erguida em nome de Portugal”

 


“Memorial Day” no Clube Juventude Lusitana iniciado em 1933, celebrado em tempo de pandemia de 2020 debaixo das restrições em vigor

 

“A parada do “Memorial Day”, que honra a vida dos nossos destemidos homens de armas, assim como dos nossos valorosos associados que ergueram este nobre pilar da presença lusa nos EUA, não se realizou pela primeira vez desde 1933”,  sublinhou ao PT o presidente Henrique Craveiro, que debaixo das restrições em vigor, não deixou passar esta memorável data, em dia de Memorial Day, cujo significado manteve altivo nas bandeiras das Cinco Quinas e Cinquenta e duas Estrelas, que subiram majestosas ao toque a silêncio.
Com os dotes que lhe reconhecemos, o sr. presidente não se intimidou afirmando: “temos de enaltecer os heróis das Grandes Guerras, da Guerra Civil e de todos os conflitos em que a maior nação do mundo e que nos abriu os braços, esteve envolvida”.
E sem esquecer a tragédia do coronavírus, diz: “Temos mais uma guerra entre mãos e aqui o inimigo potencialmente mortífero é invisível. Vai levar  seu tempo, vamos perder muitas vidas. Mas estamos convictos que no próximo Memorial Day a banda vai tocar e as anexas vão poder constituir a habitual parada, este ano substituída por estas simples, mas signicativas cerimónias”, concluiu Henrique Craveiro.     
Mantendo a distância social e com o uso de máscara, estiveram presentes e vamos transcrever exatamente a lista que recebemos: presidente, Saraiva; presidente, João Marques; vice, Isabel Claro; vice, Gregório; vice, Aníbal.
Diretores: Dino, Farinho, Alberto Saraiva, José Saraiva,Luís e Olga Silva, Dalcina, Matos, Ribeiro, Cunha, Chris, Melissa, Angelo Correia, Dennis, Victor Oliveira, representações dos Benfiquistas e Sportinguistas.
Esta cerimónia enquadra-se num leque, único, de atividades anuais, que fazem do Clube Juventude Lusitana, uma “catedral erguida em nome de Portugal”, tal como o batizou o professor Amadeu Casanova Fernandes e que nós adotamos pelo real significado que encerra. E, não só, como o imortalizamos no Portuguese Times, para uma possível consulta.
Falar do Clube Juventude Lusitana é falar de quase um século de dignificante história, na defesa dos costumes, tradições e língua portuguesa e aqui com um historial que se perde nos tempos, de tão longínquos, mas com frutos bem reais e atuais, em médicos, advogados, professores, empresários, que dizem orgulhosamente.
Falo português, graças ao professor Casanova Fernandes. Falo português, graças à professora e diretora pedagógica, Fernanda Silva. São todos estes dados históricos, que elevam ainda mais alto as cerimónias em português do Memorial Day. Albano Saraiva, presidente da assembleia geral, teve honras de depositar uma coroa de flores e memória de todos os que tombaram no Cemitério do Monte Calvário.