A pandemia de covid tende a estabilizar

 

O número de novos casos de covid-19 na cidade de New York aumentou mais de vinte vezes em dezembro, mas nos últimos dias diminuiu ligeiramente.
Tal como em New York, em New Jersey e no Maryland o número de casos também está mostrando sinais de estabilização.
Em Boston, a quantidade do vírus covid detetada nas águas residuais, que tem sido um dos principais indicadores das tendências da pandemia, diminuiu 40% desde 1 de janeiro, o que sugere declínio acentuado da doença.
Na Europa, nomeadamente na Grã Bretanha, onde as tendências da pandemia frequentemente estão algumas semanas à frente das dos EUA, os casos atingiram o pico logo após o Ano Novo e desde então caíram um pouco.
Os cientistas não entendem completamente os ciclos da covid, mas a explicação provavelmente envolve alguma combinação das qualidades biológicas do vírus e o tamanho de uma rede social humana típica. 
Omicron é tão contagioso que se espalha mais rapidamente e essa rápida disseminação também pode significar que atinge mais rapidamente a maioria das pessoas e que vai descer tão rápido quanto subiu.
Para ser claro, a emergência atual não está prestes a terminar. Os casos parecem estar atingindo o pico apenas em locais onde a Omicron chegou mais cedo, principalmente no Nordeste. Em grande parte do país, os casos ainda estão aumentando.
Com as versões anteriores da Covid-19, como a variante Delta, os ciclos de subida e descida tendiam a durar mais e os surtos geralmente aumentavam durante cerca de dois meses antes de cair.
Assim, o início do fim da onda Omicron – se for real – será uma notícia muito boa.
Isso significará que o país terá dado um grande passo no sentido de que a Covid seja uma doença endémica gerenciável como a gripe, e não uma pandemia catastrófica.
Mas é claro que a Covid também pode surpreender novamente e uma possibilidade é que uma nova variante perigosa possa surgir na próxima primavera.