Congresso dos EUA aprova maior controlo de armas

 


O Congresso dos Estados Unidos aprovou a semana passada uma proposta de lei bipartidária que é a reforma mais importante nos últimos 30 anos na luta contra a onda de violência armada e dedica milhares de milhões de dólares à saúde mental e segurança nas escolas.
A legislação surgiu após os recentes e trágicos tiroteios de 14 de maio num supermercado de Buffalo, New York, em que um indvíduo de 18 anos matou 10 clientes (todos negros) antes de se entregar à polícia e de 24 de maio numa escola primária de Uvalde, no Texas, em que foram mortas 19 crianças e duas professoras por um indivíduo de 18 anos, que foi abatido pela polícia.
Os massacres levaram os congressistas republicanos, até então contra qualquer regulamentação sobre armas, a apoiar legislação que torna mais exigentes as verificações de antecedentes dos compradores de armas de fogo e aumenta as penas para tráfico de armas.
Na noite de quinta-feira (23 de junho), o Senado aprovou a proposta por 65 contra 33, com 15 republicanos a juntarem-se a todos os democratas no apoio ao pacote bipartidário. 
Um dia depois (24 de junho) a Câmara dos Representantes aprovou a medida com 234 votos a favor, todos democratas e  mais 14 republicanos, contra 193 votos. 
A legislação, intitulada Bipartisan Safer Communities Act, foi prontamente assinada pelo presidente Joe Biden e inclui restrições modestas à obtenção de armas de fogo, nomeadamente indivíduos condenados por violência doméstica, e reforça os cuidados de saúde mental e a segurança escolar. 
De qualquer forma foi um passo em frente.