Um exercício de reflexão

 

 

O EXERCÍCIO DE REFLEXÃO, quando bem conduzido, parece potenciar as nossas capacidades, tornando-nos mais conscientes e, por isso, mais responsáveis, mais eficazes e, ao mesmo tempo, mais pacientes, mais tolerantes e mais solidários. Mesmo quando profundamente envolvidos nas nossas tarefas profissionais (ou sociais), com a agenda so­bre­carregada, parece apropriado retirarmos alguns momentos para auto-reflexão.

ASSIM PODEMOS, COM PRAZER, DES­CONTRARIR-NOS, RECUPERANDO ENER­GIA: Assim podemos relembrar os nossos ideais, procurando a inspiração para nos mantermos no caminho mais apropriado. Assim podemos analisar com alguma frieza o que temos feito, como seria melhor fazer e como o conseguir. Assim podemos alterar o nosso pensamento realizando-nos ao que é superior.

A QUIETUDE, O SILÊNCIO E A SOLIDÃO DESSES MOMENTOS, não significam inação ou inércia. Pelo contrário, o estado de calma, de paz consigo mesmo e com o Universo pode ser profun­damente dinâmico e poderoso. Pessoalmente tão mais poderoso quanto for a paz interior, a simplici­dade, o desinteresse, o prazer de ser útil, o amor.

NO MUNDO AGITADO EM QUE VIVE­MOS, por vezes sentimos necessidade de um certo recolhimento. Não ouvir noticiários, não ler jornais. Desligar um pouco da realidade ambiente e procurarmos relaxadamente encontrar-nos com nós próprios.

NA AUTO-REFLEXÃO NÃO FAZ FALTA A CRITICA AO PRÓPRIO, muito menos, ao outro, a análise serena permite-nos a lucidez necessária ao auto-aperfeiçoamento e a convicção de que não nos cabe julgar os outros, antes procurar oferecer-lhes um bom exemplo e o nosso apoio. Não é, ou não deve ser, um caminho de desunião, mas de har­moniosa integração de verdadeira unidade no Todo.

DEPOIS PODE TORNAR-SE UM HÁBITO. Cada um pode escolher uma hora do dia para – durante cinco, dez ou quinze minutos – se recolher numa higienização mental.