Desde o princípio do mundo existe o egoísmo e a ganância! Quem porá fim a tal molesta?!…

 


A Ganância é uma arte,
Que existe em qualquer parte,
Onde vegetam humanos,
Pois sempre a conhecemos!
Por todos os lados a vemos,
E sofremos os seus danos!…

Sem qualquer repugnância,
O egoísmo, a ganância,
Não se compra, nem se vende,
Algum já nasce aprendido,
Já maldoso e bem sabido,
Do modo que se está vendo!…

Ela é bastante real
Em nível individual,
O que é muito ruim.
Mas, ela presentemente,
Abrange politicamente,
Num chupar que não tem fim!…

E, Ela está, de todo o modo,
Correndo o mundo todo,
E até os arredores!…
De maneira descabida, 
Que já faz parte da vida,
Nas esferas superiores!…

A ganância  é uma droga,
Como o ópio, ela afoga,
Martela no pensamento.
Uma força de vontade
Que, na oportunidade,
Nos cega todo o momento!…

Ela nos leva a fazer
Aquilo que não se quer,
Torna fácil a maldade.
Rico ou pobre, velho ou novo,
Hoje, abrange todo o povo
E não escolhe a idade!…

Na ganância, quem se atreve,
Para alcançar, tudo serve,
Que lhes possa dar a sorte!
Desde da fingida graxa,
Até à coisa mais baixa,
De planear uma morte!…

Ela, é o veneno do mundo,
Que mata a cada segundo
Para o seu lucro da droga!
Leva o sério a ser ladrão,
O puro, à prostituição,
P’rá miséria muitos joga!…

Não são vendas encobertas,
Nestas ruas mais desertas,
Onde a polícia não passa,
É livre aí a venda,
À vontade, sem contenda,
Se distribui a desgraça!…

A ganância, na verdade,
Está entre a sociedade,
Não somente no dinheiro.
No negócio, em qualquer parte,
Já é tido como arte
Por todo este mundo inteiro!…

Muita gente se engana,
Diz que é fraqueza humana,
O que não forma sentido!
Quanto a mim, outra razão,
Porque se, nem todos são,
É um vício adquirido!…

Vejamos, há ricos, ricos,
Que tem dinheiro aos penicos,
Atirados para o cofre,
Que da ganância é refém,
Nem sabe aquilo que tem,
E, desta doença sofre!…

Notícias de mão em mão
E os meios de informação,
Vem falar desta desgraça.
Este vício que afoga,
Tão ruim como é a droga
Sem nada que alguém faça!…

Cheia de fraudes, trapaças,
Fabrica tantas desgraças,
Porque traz no conteúdo
O Pão de muito inocente,
Prejudica tanta gente,
E ao pobre, tira-lhe tudo!…

Chega até fazer capacho,
A quem, serrando por baixo,
Fica de olhos tapados.
Já não vê as tais propinas,
Os desvios, as grandes minas,
Chupadas por todos lados!…

Digamos e com verdade,
Ela não é novidade!
Este mal nauseabundo,
Já vem pela vida fora
Aumentando, só que agora
Anexou todo o mundo!…

No trabalho, nem se fala,
Há ganância em grande escala,
É aquele que mais pode.
Ou se rouba, ou se aldraba,
Num vi-vou que nunca acaba,
Sem que alguém se incomode!…

Na política, é mais ruim,
Corre como um folhetim,
Cujo os seus personagens,
Tem sempre um motivo novo,
Para embalarem o povo,
Pensando em suas vantagens!…

Este flagelo ladrão,
Anexou a religião,
Seja lá ela qual seja!
Todos levantam a voz,
Ao chegar o “Venha a Nós”,
A ganância lhe almeja!

Uma outra coisa bem rude
É, o seguro de saúde,
E de outras coisas mais.
Não há, hoje nos nossos dias,
Boas ou maus companhias,
Elas são todas iguais!…

Para a ganância alcançar,
Pode-se roubar ou matar,
Porque hoje, isto é normal,
Incendeia-se florestas,
De maneiras desonestas,
Numa ganância total!…

 

 


P. S.

Às vezes fico a pensar:
- Quando vai isto acabar,
Quem terá este poder?…
Do modo que desatina,
Só uma força Divina
Irá poder resolver!…

E quando será, pelo visto,
Há a promessa de Cristo,
Mas não o sabemos quando!
A meu ver, no meu pensar,
Só quando Cristo voltar
E o mundo tiver seu mando!…

 

Cristo fez 
esta promessa,
Só não sei 
quando começa!?