Agora...

 

 

Este presente momento é nosso. Dispomos dele como bem entendermos. É uma prerrogativa nossa! Mas saber aproveitá-la exige ponderação. A cada um de nós é concedido o livre-arbítrio e, com ele, uma consciência mais ou menos clara que nos permite distinguir o bem do mal.

Ter direito à nossa opinião, ou a uma escolha, e a decidir de acordo com a nossa vontade soberana são previlégios. Ninguém quer ser fantoche (marionetes), “Como meninos inconstantes, que são levados por todo vento de doutrina, pelo engano de homens que com astúcia induzem ao erro.” (Efésios 4:14).

Adultos e independentes assumimos uma tremenda responsabilidade. Não é fácil sermos autónomos. “Ser livre não é poder fazer o que se quer mas querer o que se pode”. (Jean-Paul Sartre).

Uma das grandes personalidades da História Universal foi Moisés. Neste registo bíblico (Deuterónomio 34:10), lê-se: “Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés”. Moisés ocupa na história de Israel um lugar distinto. Todavia, algumas atitudes e escolhas erradas o condenaram. Seu fim não foi glorioso. Junto à fronteira da Terra Prometida escutou esta divina sentença: “Permito-te vê-la com os teus próprios olhos, mas nela não entrarás”. (Deut. 34:4-5).

A partir do Monte Nebo, pode contemplar a mais deslumbrante paisagem. Mas não era para ele. Outros viriam desfrutá-la.

Sobre esse monte morreu Moisés. Ali foi sepultado, “mas ninguém sabe, até hoje, onde fica a sepultura”. (Deut. 34:6).

Quão vã é a glória humana!

Sucedeu-o outro notável na História de Israel, Josué. A ele foi concedido “atravessar o Jordão” e tomar posse da Terra Prometida.

A sucessão exigia dele muita perspicácia. Prudência no falar e no agir. Não lhe esperava tarefa fácil!...

Mas Josué cumpriu bem o seu mandato. Ultrapassados os descontentamentos, vencidas as batalhas por vencer, feitas as necessárias conquistas, e garantido a estabilidade e o conforto ao seu povo já próximo da morte, fez o seu último discurso: “Agora temei ao Senhor (respeitai-o). Servi-o com sinceridade e com verdade!... Escolhei hoje a quem sirvais (É um direito que a democracia vos concede: o de poder escolher...) Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (Josué 24:14-15).

 

AGORA, nesta encruzilhada do tempo - e de pensamentos – e de pensamentos -; neste nosso Monte Nebo, marco histórico de uma longa jornada; vida, carreira, ministério. Ou de apenas mais um que passa, saibamos celebrar o Thanksgiving e o Natal de Jesus Cristo, cônscios do seu significado e propósito.

Que a ninguém, finda a “jornada”, seja ela qual fôr, encontre vedada a passagem à “Terra Prometida”!

 

António Nobre Leite - Brockton, Mass.