Califórnia torna-se estado-santuário para imigrantes ilegais

 

O governador da Califórnia, Jerry Brown, que é democrata, assinou legislação destinada a proteger milhares de imigrantes da deportação e convertendo o estado em santuário dos ilegais. A lei entrará em vigor a 1 de janeiro de 2018 e dá ao estado mais populoso do país outra ferramenta legal para resistir à ofensiva da admi­nistração de Donald Trump contra a imigração não autorizada.

Com essa lei, a polícia local não poderá perguntar às pessoas sobre seu estatuto legal, nem poderá participar em ações contra a imigração ilegal.

“São tempos incertos para os californianos sem docu­mentos e suas famílias”, disse  Brown ao assinar a lei. “Esta lei encontra um ponto que protegerá a segurança pública e dá uma medida que serve de consolo às famílias que agora vivem dia a dia com medo”.

O diretor do ICE, Thomas Homan, criticou a lei assinada por Brown  dizendo que “prejudicará a segurança pública”.

A ordem executiva assinada por Trump em janeiro e que restringe o financiamento federal às cidades-santuário foi bloqueada por juizes federais.

Além da Califórnia, cidades e vilas do Texas também estão lutando em tribunal federal sobre uma nova lei estadual que exige que as jurisdições locais comuniquem aos agentes da imigração as datas de libertação de imigrantes detidos para que os agentes federais os possam deter para possível deportação. A Califórnia e o Texas têm cerca de quatro milhões de imigrantes ilegais.

Um exemplo do que pode acontecer teve lugar recente­mente em Framingham, MA, onde a polícia deteve dia 30 de setembro o imigrante brasileiro Nilton Gomes, 28 anos, sob acusação de assédio e agressão a uma mulher grávida. Gomes foi libertado sem fiança estando nova audiência marcada para o dia 6 de dezembro. Mas uma vez que está no país ilegalmente, foi detido por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) depois de ter sido libertado pela polícia.