Os micaelenses Jorge Ferreira e Marc Dennis, em Massachussetts, e o terceirense Victor Santos, em Rhode Island, são presenças conhecidas e reconhecidas nos palcos artísticos da Nova Inglaterra, promovendo o bom nome dos Açores dentro e fora dos Estados Unidos da América.
JORGE FERREIRA
Jorge Ferreira nasceu nos Açores, na ilha de São Miguel, no concelho de Ponta Delgada, na freguesia da Ajuda da Bretanha, a 5 de fevereiro de 1955. É o mais novo dos seis filhos do casal Francisco Ferreira e Maria Rosa Ferreira a acompanhar a emigração dos pais para Fall River. Na cidade mais açoriana da costa leste dos Estados Unidos, integrou as filarmónicas “Banda do Santo Cristo” e “Banda de Nossa Senhora da Luz”, bem como os conjuntos musicais “Jaywalkers” e “Sunrise, Sunset”. A primeira banda que liderou chamava-se “Vibrations”. Seguiram-se o “Conjunto Venus” e o “Conjunto Mars”.
Grava o seu primeiro single com o tema “O Cançonetista que também é Fadista” e, em 1980, é contratado pela editora discográfica Henda Records. O seu primeiro grande sucesso chega com o segundo álbum, “Amar como Jesus amou”. Em 1983 assina pela editora Rádio Triunfo e lança o seu terceiro álbum, “Viva Fall River”. Dois anos depois, edita outro grande sucesso, “Papai”, com a sua filha Alison Ferreira. Mais tarde, ganha ainda maior popularidade na América e em Portugal com o tema “Carro Preto”.
Em 2006, recebeu seis prémios na segunda edição dos Portuguese Music Awards of America. Em 2013, participa na primeira edição dos International Portuguese Music Awards, vencendo a categoria “Música Popular”. Em 2016, é editada a compilação “Best Of” com 21 sucessos de 1994 a 2013. Já foi nomeado “Homem do Ano” na cidade de Fall River e em Atlantic City foi coroado como “embaixador da música portuguesa”.
MARC DENNIS
Manuel Mota, conhecido como Marc Dennis, nasceu na ilha de São Miguel, no concelho da Povoação, na freguesia de Nossa Senhora dos Remédios. Em 1966, emigrou para os Estados Unidos, onde continuou os seus estudos e graduou com associate degree em Português e Matemática. Frequentou a Brown University onde adquiriu o master em Educação bilingue. Fez parte, durante 30 anos, do corpo docente das escolas públicas da cidade de Fall River.
No mundo da música, formou com uns amigos o grupo “Atlantys”, que gravou o seu primeiro disco em 1975, com os temas “Daddy” e “Going for a Walk”. Três anos depois, gravaram o primeiro disco de longa duração, todo interpretado em inglês, onde a canção “Superman” se revelou o sucesso que ainda hoje perdura.
Em 1981, a editora Henda Records convidou-os a gravarem o seu primeiro álbum em português, intitulado “Amor I Love You”. Seja como vocalista dos “Atlantys”, seja como cantor a solo, Marc Dennis já tem 14 discos de longa duração gravados com música portuguesa.
VICTOR SANTOS
Victor Santos nasceu nos Açores, na ilha Terceira, no concelho de Angra do Heroísmo, na freguesia da Terra Chã, em 1962. Emigrou para os Estados Unidos da América com oito anos de idade, em 1970, quando a sua família fixou residência em Pawtucket, Rhode Island. Em 1981 concluiu o liceu e em 1985 graduou na Universidade. Exerceu a sua profissão na área dos Recursos Humanos, durante 37 anos, e em 2016 adquiriu o restaurante Galito, gerido pela sua família.
Entretanto, em 1988, foi um dos fundadores e principal impulsionador do Centro Comunitário Grupo Amigos da Terceira – a sua escola cultural nos últimos 35 anos. O seu trabalho em prol das tradições açorianas do carnaval terceirense, das romarias micaelenses, do teatro popular, dos desfiles alegóricos, das cantorias ao desafio, fez de Victor Santos uma figura conhecida e reconhecida nas comunidades portuguesas da América do Norte, desde Rhode Island até à Califórnia e ao Canadá.
Em 2022, viu dois livros editados com significado especial: um, é um romance da sua autoria, intitulado “Clemente e Mariana – O Sonho Americano”, que ficciona a emigração da sua família; o outro, é a sua própria biografia, da autoria de Liduíno Borba, intitulado “Victor Santos, Alma Terceirense”.
Diretor Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores
Textos baseados no seu livro Conversas da Diáspora – 50 Açorianos pelo Mundo (2024)



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