Batista Vieira e Manuel Eduardo Vieira são dois comendadores da República Portuguesa que nasceram nas vizinhas ilhas de São Jorge e do Pico, emigraram para o Estado da Califórnia e tornaram-se empresários de sucesso nos Estados Unidos da América.
BATISTA VIEIRA
Batista Sequeira Vieira nasceu em 1937 na ilha de São Jorge, no concelho das Velas, na freguesia de Rosais. Em 1954, com 16 anos de idade, emigrou para a Califórnia e logo iniciou, numa leitaria, o seu percurso de “self made man”.
Mais tarde, em 1963, cria a sua própria empresa de pintura industrial, alargando depois os seus negócios para a área do imobiliário. Em 1974, expande a sua atividade também para a Comunicação Social, fundando a cadeia radiofónica do Grupo Batista Vieira, com importantes estações de rádio em San José e em Los Banos.
Recebeu distinções do Presidente e do Congresso dos Estados Unidos, bem como do Senado e da Câmara dos Representantes do Estado da Califórnia. É Comendador da Ordem de Mérito da República Portuguesa, desde 1989, e foi agraciado com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento da Região Autónoma dos Açores, em 2014.
MANUEL EDUARDO VIEIRA
Manuel Eduardo Garcia Vieira nasceu a 6 de fevereiro de 1945, no lugar da Silveira, vila e concelho das Lajes do Pico. Em 1962, com 17 anos, emigrou para o Brasil e viveu uma década no Rio de Janeiro, onde estudou Contabilidade e Administração.
Em 1972, com 27 anos, nas primeiras férias da sua vida, viajou para os Estados Unidos e acabaria por fixar residência na Califórnia, onde ainda se mantém. Aqui, em 1977, adquiriu uma empresa que se dedicava à plantação e venda de batata-doce, que havia sido fundada em 1960 pelo seu tio António Vieira Tomás. Por mérito próprio, alcançou o título de maior produtor e distribuidor de batata-doce biológica de todo o continente americano. Na época alta tem 1.500 colaboradores, que processam e vendem cerca de 100 milhões de quilos por ano.
A par da sua responsabilidade empresarial, sempre se envolveu em atividades cívicas: foi presidente da Irmandade do Divino Espírito Santo de Livingston; fundador e presidente, por dois mandatos (1982 e 1983) da Sociedade Filarmónica Lira Açoriana de Livingston; presidente, por dois mandatos (1985 e 2014) da Casa dos Açores de Hilmar, Califórnia; fundador e presidente, por sete mandatos (1996 a 2003), do Centro Social, Cultural e Recreativo da Silveira, sua terra natal, na ilha do Pico; benemérito da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção em Turlock; e de muitas outras organizações sócio culturais.
Entre os 18 reconhecimentos e distinções recebidas, destacamos algumas na Califórnia e nos Estados Unidos, nos Açores e em Portugal: Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas (1996); Grand Marshal e prémio de Business Leader of the Year da cidade de Livingston, Califórnia (2000); Medalha de Mérito e Cidadão Honorário da Câmara Municipal das Lajes do Pico (2001); Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora da COTEC Portugal (2009); Comenda da Ordem do Mérito pelo Presidente da República Portuguesa (2011); Medalha de Mérito Municipal, Grau de Ouro, pela Câmara Municipal das Lajes do Pico (2012); Insígnia Autonómica da Região Autónoma dos Açores de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola (2012); “Best Leader Awards” dos Estados Unidos, na categoria de “realização de vida” (2013); homenagem do Sweet Potato Consul of the United States of America, na sua convenção anual (2017); estátua na praceta do salão do Centro Social, Cultural e Recreativo da Silveira do Pico (2017). Em 2012 foi publicado o livro biográfico “O Rei da Batata Doce”, da autoria de Liduíno Borba.
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Diretor Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores
Textos baseados no seu livro Conversas da Diáspora – 50 Açorianos pelo Mundo (2024)




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