A associação entre o exercício físico regular e a boa saúde mental não deve ser novidade para qualquer leitor desta publicação e já foi tema de conselhos anteriores. Mais recentemente assiti a uma palestra conferida pela dra. Anna Szczegielniak, da Faculdade de Medicina da Silésia, em Kotowice, Polónia, sobre o que há de novo neste assunto. Os números falam por si: Só metade dos adultos nos EUA fazem exercício aeróbico regular, e menos de um quarto dos alunos do Liceu (“High School”) fazem as atividades próprias para a sua idade, de acordo com os Centers for Disease Control and Prevention.
Perguntará o/a leitor/a qual é afinal o benefício do exercício em termos de saúde em geral e emocional em particular? Benefícios são muitos: Redução do stress e ansiedade, melhoria da qualidade do sono, melhor estado de espírito com menos sintomas depressivos, melhoria das funções cognitivas (memória e raciocínio), menor risco para demência e Doença de Parkinson, e claro, perda de peso.
Os especialistas nesta matéria continuam a recomendar 150 a 300 minutos de exercício moderado aeróbico por semana, com a recomendação de 60 minutos de atividade diária para jovens em idade de fim do liceu. Infelizmente, os médicos muitas vezes limitam-se a fazer uma simples recomendação aos seus pacientes que tentem fazer mais exercício. Eu também me sinto culpado, e devia fazer mais por isso. Claramente, a simples recomendação não é suficiente e por esse motivo raramente produz resultados.
Os técnicos de saúde deveriam trabalhar mais ativamente com os seus pacientes e recomendar começar por receitar exercício em pequenas quantidades, mas bem estruturado e com propósito, com a meta do aumento gradual da atividade. Segundo a palestrante “o mais importante é dar início ao programa de exercício”. Ao paciente cabe a escolha da hora do dia em que tipicamente se sente com mais energia e um tipo de exercício de que goste. As aplicações dos modernos telemóveis ou relógios pode ser de bastante utilidade pois medem e organizam as atividades, dando informações sobe as metas conseguidas, o que é um incentivo.
A propósito de incentivos, no passado recomendei que tente uma parceria com uma pessoa amiga. Isto ainda pode ser verdade, mas hoje sabe-se que muitos pacientes se queixam que isso pode descarrilar o seu plano de exercício. Alguns parceiros acabam por ser uma má influência, e serão melhor companhia para o café ou ver televisão, em vez de o encorajar a dar uma volta ao parque.
Haja saúde!




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