Sporting ‘congelou’ na Noruega e sofre pior derrota da época

by | Mar 11, 2026 | Desporto

 

Bodo, Noruega, 11 mar 2026 (Lusa) – O Sporting ficou hoje praticamente eliminado da Liga dos Campeões de futebol, depois de ter sido dominado na Noruega pelo Bodo/Glimt, que venceu por 3-0, num desaire que poderia ter sido ainda mais pesado para os ‘leões’.

No Ártico, na primeira mão dos oitavos de final, Fet, aos 32 minutos, de grande penalidade, Ole Blomberg, aos 45+1, e Kasper Hogh, aos 71, consumaram a derrota mais pesada da equipa de Rui Borges esta temporada, naquela que foi talvez, também, a pior exibição em 2025/26.

Durante a partida, o Sporting perdeu praticamente todos os duelos físicos ou em velocidade frente ao rival norueguês, talvez devido ao relvado sintético do pequeno Estádio Aspmyra, mas só isso não pode justificar tal ‘apagão’ do bicampeão português.

O Sporting regressa a Lisboa com um desvantagem de três golos, que torna praticamente impossível o sonho de chegar pela primeira vez aos quartos de final da era ‘Champions’ (chegou em 1982/83 na ainda denominada Taça dos Campeões Europeus), e esteve bem perto da ‘humilhação’, já que o Bodo poderia ter mesmo alcançado um resultado ainda mais dilatado.

Mesmo assim, tudo pode acontecer na próxima semana no Estádio José Alvalade, mas será preciso uma ‘noite de gala’ dos ‘leões’ para Portugal continuar a ter representação na mais importante prova europeia de clubes.

A ausência por castigo do uruguaio Maxi Araújo baralhou a estratégia de Rui Borges que, por causa disso, acabou por mudar duas peças na defesa, passando Fresneda, habitual lateral direito, para a esquerda e lançando o grego Vagiannidis no ‘onze’.

Foi uma aposta totalmente falhada de Borges, já que a defensiva do Sporting andou muitas vezes perdida em campo, com os laterais a falharem o tempo de saída e os centrais a terem muitas dificuldades em perceber quem marcar.

Isso porque o Bodo/Glimt, como já era esperado e porque é típico do seu jogo, meteu com facilidades muitas unidades na frente e com desmarcações rápidas e inesperadas. O resultado foi o ‘descalabro’ do Sporting no Ártico.

O bicampeão até entrou na partida com intenção de dominar a posse, mas rapidamente o Bodo passou a ser dono e senhor do jogo, sobretudo durante a primeira parte.

Depois de já ter ficado bem perto de marcar por duas vezes, primeiro com Hauge a falhar escandalosamente e a seguir com Rui Silva a salvar os ‘verdes e brancos’, os nórdicos chegaram à vantagem, muito graças ao tal desnorte defensivo do Sporting: sem saber muito bem quem marcar – na sequência de uma exímia jogada coletiva dos anfitriões -, Vagiannidis derrubou um adversário na área e Fet, com frieza, ‘faturou’ de penálti.

Sempre mais fortes fisicamente e mais velozes – por vezes a facilidade com que ganhavam na corrida aos jogadores do Sporting era impressionante -, o segundo golo dos escandinvaos apareceu com naturalidade, desta vez com Blomberg (e mais um colega de equipa) a aparecer totalmente solto dentro da área para bater com sucesso Rui Silva.

Quanto ao Sporting, um remate fraco de Luís Guilherme resume a história ofensiva dos ‘leões’ durante toda a primeira parte.

Após o intervalo, quando se esperava um ‘abanão’ por parte da equipa lisboeta, Rui Borges optou por manter o mesmo ‘onze’, mas claramente alterou algo na organização da equipa em campo.

O Sporting cresceu, mas, mesmo assim, fez muito pouco para reentrar na eliminatória e tentar inverter o cenário que parecia cada vez mais ‘negro’.

Num lance individual, Suárez, o mais batalhador no Sporting, teve a melhor oportunidade em todo o jogo da sua equipa, quando cortou para dentro e atirou forte, com a bola a esbarrar no guarda-redes Haikin.

O colombiano bem tentou remar contra a maré e tem razões de queixas dos seus colegas, já que jogadores como Trincão, Catamo ou Hjulmand estiveram desaparecidos da partida.

As entradas de uma vez só de Nuno Santos, Morita e Faye ajudaram o Sporting a instalar-se no meio-campo adversário, mas sem grande efeito, e foram mesmo os noruegueses até final a protagonizar os melhores momentos.

Hogh, completamente solto entre três defesas ‘leoninos’, fez o 3-0, antes de Hauge, já nos minutos finais, ficar a centímetros do que seria uma goleada histórica.

 

 

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