Leiria, 28 jan 2026 (Lusa) – O bispo da Diocese de Leiria-Fátima, José Ornelas, referiu-se hoje aos impactos do mau tempo como uma “situação muito dolorosa”, considerando que atingiu Leiria de uma forma drástica.
“É uma situação que atingiu Leiria de uma forma drástica e, seja aqui na cidade, seja ao redor, além das vítimas a lamentar e as suas famílias, a perda de propriedade, toda a situação em que nos encontramos é, realmente, muito dolorosa”, afirmou à agência Lusa José Ornelas, também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
O prelado destacou que, perante a situação, “há também gente que se movimenta para ajudar e colaborar”.
“A Proteção Civil está ativa e estamos a colaborar com aquilo que temos, com a disponibilidade das estruturas que possam ajudar a minorar esta situação e a colaborar nos esforços de reconstrução”, declarou, referindo que no Seminário Diocesano estão meios da Proteção Civil.
José Ornelas disse ainda ter tido conhecimento de danos em igrejas e estruturas paroquiais, mas sem conseguir quantificar devido às dificuldades de comunicação.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, causou cinco mortos e vários e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.






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