Escritores Álamo de Oliveira e Evanildo Bechara homenageados em Angra do Heroísmo

by | Mar 23, 2026 | Livros, Outras Notícias

 

Angra do Heroísmo, Açores, 23 mar 2026 (Lusa) – Os escritores Álamo de Oliveira e Evanildo Bechara vão ser homenageados a título póstumo no 41.º Colóquio da Lusofonia, a realizar entre 30 de março e 02 de abril em Angra do Heroísmo, Açores, foi hoje divulgado.

“Teremos duas homenagens póstumas, a Álamo de Oliveira e a Evanildo Bechara, falecidos em 2025. Haverá o lançamento (infelizmente, a título póstumo) de uma obra de Anabela Freitas e Dora Gago, homenageando Rodrigo Leal de Carvalho, e da última obra de Chrys Chrystello, ‘Diário de um homem só, II Manual para viúvos (ChrónicAçores vol. 9)’”, adiantou hoje a organização em comunicado.

O escritor, poeta e dramaturgo Álamo de Oliveira, natural da ilha Terceira, nos Açores, morreu no dia 06 de julho de 2025 aos 80 anos, e o professor, gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara morreu aos 97 anos, no dia 22 de maio do ano passado.

No 41.º Colóquio da Lusofonia, que vai decorrer no pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, os participantes “analisam obras e autores do espaço lusófono, com especial atenção à literatura açoriana e às suas relações com a memória, a identidade insular e a experiência da diáspora, no estudo da açorianidade, entendida como o conjunto de características culturais, históricas e simbólicas que definem a identidade das ilhas”.

“Várias comunicações exploram a representação dos Açores na literatura, na historiografia e nos testemunhos de viajantes, bem como o papel da diáspora açoriana na difusão da cultura insular”, adianta a Associação Internacional de Colóquios da Lusofonia (AICL), presidida por Chrys Chrystello.

Ainda de acordo com a nota, o colóquio “é um espaço de encontro e diálogo entre diferentes áreas do saber, promovendo a reflexão sobre a presença e o futuro da língua portuguesa no mundo, nomeadamente sobre a importância da língua como elemento de identidade cultural e como instrumento de comunicação entre comunidades geograficamente dispersas, mas unidas por uma herança linguística comum”.

Além das sessões académicas, o programa integra momentos de caráter cultural, como apresentações de livros, leituras literárias e debates entre autores e participantes, “contribuindo para reforçar o diálogo entre a investigação académica e a criação literária”.

De acordo com o programa, haverá duas sessões especiais, uma no dia 30 de março, pelas 18:00 locais (mais uma hora em Lisboa), na Livraria Lar Doce Livro e, no dia seguinte, pelas 21:00, no Instituto Açoriano da Cultura (IAC).

A AICL admite que o 41.º Colóquio da Lusofonia “constitui um espaço privilegiado de partilha de conhecimento e de reflexão interdisciplinar sobre a língua portuguesa e as culturas que a utilizam”.

Os Colóquios da Lusofonia, que decorreram pela primeira vez no Porto (2002), já passaram por diversos locais como Bragança (durante nove anos), Macau, Brasil e Galiza (Espanha), entre outros.

Nos Açores, já foram realizados na Ribeira Grande (2006, 2007, 2023), Lagoa (2008, 2009, 2012), Vila do Porto (2011, 2017, 2024), Maia (2013), Porto Formoso (2014), Santa Cruz da Graciosa (2015, 2019), Lomba da Maia (2016), Madalena do Pico (2018), Ponta Delgada (2021 e 2022) e Flores (2025).

 

 

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