Lisboa, 08 mar 2026 (Lusa) – Benfica e FC Porto empataram (2-2) no clássico da 25.ª jornada da I Liga de futebol, numa partida em que os ‘dragões’ deixaram fugir dois golos de vantagem e desperdiçaram uma excelente oportunidade de fugir na liderança.
No Estádio do Luz, em Lisboa, o dinamarquês Froholdt, aos 10 minutos, e o polaco Pietuszewski, aos 40, deram uma justa vantagem ao FC Porto e colocaram a equipa de Farioli perto de dar um passo ‘gigante’ rumo ao título, já que o Sporting, segundo classificado empatou sábado no campo do Sporting de Braga (2-2).
Contudo, mesmo sem fazer muito para isso, o Benfica salvou-se da derrota com golos do norueguês Schjelderup, de longe o melhor ‘encarnado’ em campo, aos 69 minutos, e do luxemburguês Leandro Barreiro, aos 88.
O ‘clássico’ acabou empatado, mas a viagem do FC Porto de regresso ao norte deverá ser bem amarga, já que os ‘dragões’ foram na Luz a melhor equipa, tiveram tudo para alcançar uma distância de seis pontos para o Sporting e para colocar de vez o Benfica fora da luta pelo título.
Assim, FC Porto e Sporting continuam divididos por quatro pontos, enquanto o Benfica segue no terceiro posto a sete do rival de hoje.
Antes do apito inicial, um empate nunca seria visto como um bom resultado para a formação de José Mourinho, mas tendo em conta a desvantagem de dois golos que chegou a ter na partida e a exibição muito desinspirada que realizou, acaba por ter um gosto especial.
A derrota, que seria a primeira da época na I Liga, traria um caminho penoso para o Benfica nos dois meses e meio que faltam disputar na temporada, já que deixaria os ‘encarnados’ praticamente sem objetivos para alcançar em 2025/26.
A ausência de Aursnes no Benfica notou-se e bem, com Froholdt, um dos seis regressos ao ‘onze’ de Farioli, praticamente sozinho a conquistar o controlo do meio campo perante a dupla Ríos e Barrenechea, ambos de regresso à titularidade no Benfica, que passaram a primeira parte ‘perdidos’ em campo.
Por isso mesmo, logo aos 10 minutos, e já depois de o encontro ter estado interrompido alguns instantes devido ao fumo das tochas de uma das claques do Benfica, Froholdt apareceu com facilidades a mais isolado perante Trubin e, à segunda, bateu mesmo o guarda-redes ucraniano.
A partir daqui, como seria de esperar, o FC Porto, muito bem organizado defensivamente, deixou o Benfica ter mais bola, ficando sempre atento a possíveis ataques rápidos.
Por seu lado, a equipa de Mourinho, com muitas unidades em sub-rendimento, como por exemplo Rafa, foi vivendo muitas dificuldades em chegar a Diogo Costa, que chegou a ter de fazer grande defesa, mas para impedir um autogolo de Martim Fernandes.
Schjelderup, de livre direto, também assustou o guarda-redes da seleção portuguesa, mas o resumo dos lances ofensivos do Benfica fica praticamente por aqui, tal o desacerto que os ‘encarnados’ foram demonstrando na primeira parte.
De certeza que Mourinho já ambicionava o intervalo quando o FC Porto chegou ao 2-0 e, novamente, com facilidades a mais.
O polaco Pietuszewski, de apenas 17 anos, subitamente apareceu a caminho da baliza rival com apenas Otamendi pela frente e, depois de deitar ao argentino e fazer escorregar Trubin, num lance de enorme frieza para um adolescente, aumentou a vantagem dos ‘dragões’.
Pouco depois, o ecrã gigante da Luz só não apontou 0-3 porque Trubin fez grande defesa a livre de Gabri Veiga.
Estranhamente, no regresso dos balneários, o Benfica apareceu com o mesmo ‘onze’, quando se esperava talvez uma mudança assertiva de Mourinho, e foi mesmo Farioli a mexer, ao tirar Gabri Veiga e Pepê, ambos amarelados, dando lugar a Fofana e William Gomes.
O Benfica continuou praticamente inofensivo, enquanto o FC Porto foi desperdiçando vários lances de contra ataque para fazer terceiro golo, num deles com Trubin a impedir Alberto Costa de marcar.
Com os mais 60 mil adeptos na Luz a pedirem a Mourinho para mexer, o treinador português lá fez a vontade ao público e lançou Ivanovic e Lukebakio, duas unidades que acabariam por ser determinantes para chegar ao empate.
Logo na sua primeira intervenção na partida, Lukebakio atirou ao poste e Schjelderup reduziu na recarga, num golo que caiu praticamente do céu para a formação benfiquista.
Logo a seguir, o Benfica perdeu Otamendi, o seu capitão, devido a lesão, com António Silva a ser lançado, e história do jogo manteve-se, com os ‘encarnados’ a terem bola, mas sem criar ocasiões de perigo, enquanto o FC Porto foi deixando fugir vezes sem conta o golo que ‘mataria’ a partida.
E o empate acabou por cair mesmo, desta vez com Ivanovic a fugir para direita e a encontrar Leandro Barreiro na área, com o médio, que tinha entrado pouco antes, a assinar um excelente golo com um remate de primeira.
O Benfica acreditou mesmo que a reviravolta podia ser possível e acabou em cima do FC Porto, com os ‘encarnados’ a terminarem o jogo a pedir uma grande penalidade sobre Pavlidis, no último lance antes do apito final.





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