Mais de 13.400 utentes continuam a aguardar por uma cirurgia nos Açores
O número de utentes em lista de espera cirúrgica nos Açores manteve-se acima dos 13.400 em março, voltando a ser superior ao registado no período homólogo, apesar de uma ligeira descida face a fevereiro.
No final de março, estavam inscritos para cirurgia 13.465 utentes nos Açores, mais 1.204 (9,8%) do que no mesmo mês em 2025, de acordo com o boletim informativo mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores.
Desde maio de 2023 que o número de pessoas a aguardar por uma cirurgia nos Açores é superior ao registado no período homólogo. Ainda assim, neste mês, o número de inscritos registou uma ligeira decida face ao mês anterior, à semelhança do que já tinha acontecido em fevereiro. Em março, aguardavam por uma cirurgia menos 15 utentes (0,1%) do que em fevereiro, mês em que se verificou uma redução de 38 utentes (0,3%) face a janeiro.
O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, era o que apresentava mais utentes a aguardar por uma cirurgia (8.957), no final de março.
Afetado por um incêndio em maio de 2024, o maior hospital da região é o que apresenta a maior subida homóloga da lista de espera cirúrgica, contabilizando mais 1.069 doentes inscritos (13,6%) do que em março de 2025. O Hospital da Horta (HH), com 1.410 inscritos, apresentava mais 78 utentes em espera (5,9%) do que em março de 2025, enquanto o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) contabilizava 3.098 doentes inscritos, mais 57 (1,9%) do que no período homólogo. Na comparação com o mês anterior, apenas o HSEIT conseguiu diminuir o número de inscritos, em 47 utentes (1,5%).
No HDES, aguardavam em março mais 20 utentes (0,2%) do que em fevereiro e no HH mais 12 (0,9%).
Há utentes a aguardar por mais do que uma cirurgia, por isso o número de propostas cirúrgicas em lista de espera é superior. No final de março, atingia 14.913, menos 51 (0,3%) do que em fevereiro, mas mais 1.381 (10,2%) do que no período homólogo.
Segundo o relatório trimestral da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, no 1.º trimestre de 2026, as especialidades com maior volume de propostas cirúrgicas em lista de espera foram ortopedia (3.748), cirurgia geral (3.144), oftalmologia (2.059), otorrinolaringologia (1.772) e angiologia e cirurgia Vascular (1.157). A maioria das especialidades registou um aumento homólogo do número de propostas inscritas, tendo as subidas mais expressivas ocorrido em cirurgia geral (mais 349), oftalmologia (mais 252) e cirurgia plástica e reconstrutiva (mais 233).
Apesar do crescimento homólogo do número de inscritos e de propostas, a produção cirúrgica nos Açores aumentou em março.
Vinhos da cooperativa do Pico distinguidos em concurso nacional e internacional
Dois vinhos da Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico foram distinguidos em duas competições, reforçando o “reconhecimento crescente da singularidade dos vinhos atlânticos portugueses e da expressão vulcânica” da ilha.
Segundo uma nota de imprensa, o vinho “Terras de Lava Branco 2024” foi distinguido com medalha de prata na competição internacional Volcanic Wine Awards 2026 e o “Arinto dos Açores DO Pico 2023” conquistou a medalha de ouro no Concurso Vinhos de Portugal.
“Estas distinções reforçam a qualidade dos vinhos produzidos nos Açores, bem como o posicionamento crescente da região no panorama vínico internacional, onde os vinhos de origem vulcânica têm vindo a ganhar protagonismo junto de críticos, ‘sommeliers’ e consumidores”, lê-se.
Azores Airlines reduz prejuízo para 53,9 ME em 2025
A Azores Airlines registou um prejuízo de 53,9 milhões de euros em 2025, menos 17,3 milhões face a 2024, enquanto a SATA Air Açores baixou o prejuízo para 6,4 milhões de euros o ano passado.
Em nota de imprensa, a SATA adianta que a Azores Airlines (responsável pelos voos entre os Açores e o exterior) somou um resultado negativo de 53,9 milhões de euros em 2025, uma “melhoria relevante” face ao prejuízo de 71,2 milhões de euros de 2024.
“O resultado líquido manteve-se negativo, mas evidenciou uma melhoria relevante, passando de 71,2 milhões de euros negativos em 2024 para 53,9 milhões de euros negativos em 2025, traduzindo uma redução do prejuízo em cerca de 17,3 milhões de euros”, lê-se no comunicado.
A SATA destaca o “impacto negativo e pontual de efeitos cambiais e fiscais no valor agregado de cerca de 7,4 milhões de euros” e a ausência de compensação pelas Obrigações de Serviço Público (OSP) nas rotas entre Açores, continente e Madeira, que provocou um défice de 13,8 milhões de euros. “Perspetiva-se uma melhoria deste enquadramento a partir de 2026, na sequência da recente adjudicação do novo contrato de OSP (em consórcio com a TAP) cuja entrada em vigor será no primeiro semestre de 2026”.
A Azores Airlines, que vai ter de ser privatizada até final do ano, segundo o plano de reestruturação, realizou 11.488 voos em 2025 (queda de 1,9% face a 2024) e transportou 1,6 milhões de passageiros (menos 4,6%), tendo tido uma taxa de ocupação média anual de 82%.
Em termos de receitas, a transportadora registou uma quebra de 8,4% entre 2025 (307,7 milhões) e 2024 (336 milhões), enquanto os custos operacionais registaram uma descida de 15% para 286,2 milhões de euros.
Em 2025, a Azores Airlines reduziu os custos com ACMIS (aluguer de aeronaves com tripulação) em 14,5 milhões de euros, refeições a bordo (5,2 milhões de euros) e indemnizações aos passageiros (1,5 milhões de euros).
Por outro lado, a companhia registou um aumento de 1,4 milhões de euros em despesas com pessoal “resultantes de acordos assinados em 2024” e de 9,3 milhões com custos de manutenção devido à “escassez persistente no mercado de componentes de aeronaves”.
A SATA destaca, contudo, a “melhoria muito expressiva” dos resultados antes de juros, impostos e depreciações (EBITDA) na Azores Airlines, que passou de um prejuízo de 690 mil euros em 2024 para um lucro de 21,5 milhões de euros em 2025.
“Os resultados de 2025 demonstram a capacidade da empresa para estabilizar as operações, melhorar a eficiência de custos e gerar uma recuperação substancial do EBITDA, apesar das pressões externas”, considera o grupo.
Já a SATA Air Açores reduziu o prejuízo para 6,4 milhões em 2025, menos 5,2 milhões face ao resultado negativo de 11,6 milhões em 2024.
A companhia responsável pelos voos interilhas aumentou os custos operacionais em 2025 para 129 milhões de euros (mais 11,7% do que em 2024) e as receitas para 139,6 milhões de euros (aumento de 16,2%).





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