FINALMENTE CHEGOU A PRIMAVERA. Estação tão desejada, e que veio substituir um rigoroso inverno, recheado de depressões, tempestades, neve, chuvas abundantes, e ventos ciclones.
HÁ UM INEVITÁVEL GOSTO, QUE TODOS OS SERES HUMANOS TÊM, sobretudo os que já ganharam a noção de que estão em processo de envelhecimento, no renascer que a PRIMAVERA suscita, desejando, com ansiedade, o dia em que poderão sair de casa e reparar que as árvores estão a florir. É como o primeiro dia do resto das suas vidas.
AGUARDA-SE A CHEGADA DA PRIMAVERA, como a possibilidade de, “mudança de tempo”, afastando os já prolongados períodos agrestes, com momentos de chuva, humidade, geada e, em alguns lugares ….. neve.
AS ESTAÇÕES, DEVOLVEM-NOS ao que temos de mais básico e humano. E se é verdade que já não somos esses seres naturais, dependentes delas, também não e menos certo de que a nossa vida, como seres vivos depende do tempo que faz e, sobretudo do clima.
É BOM, TERMOS EM CONTA, que o clima está a mudar, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial anunciado, já não podemos prever as consequências. «Entramos em território desconhecido», disse o director da WMO, David Carson. As temperaturas subiram, o nível das águas também. O degelo está tão rápido, no Pólo Sul, que já tem efeito, por exemplo, nas temperaturas extremas do verão australiano. E também nas cheias que afectam alguns países.Mudanças destas, podem levar a catástrofes civilizacionais – agrícolas, económicas. Todas essas que, sabemo-lo da História, são razões de guerra, fome pestes.
É CERTO, QUE A NATUREZA, CONTENTA E CONTEMPLA todos, na sua rotineira mudança, dividindo-se em estações.
DESDE A PRIMAVERA, onde surge inicio do bom tempo, as primeiras folhas nas árvores, os primeiros sons de magia e chilrear dos pássaros, o ruído sobre as folhas secas que darão lugar a outras que vão nascer. Acabado o inverno do mau tempo, dos ventos agrestes, dos dias tristes e sombrios, vendo-se, ainda, folhas espalhadas pelo chão, transformadas em lixo que o Inverno impiedoso atira sobre o arvoredo indefeso, elas que foram, o nosso encanto e a nossa frescura.
PERANTE ESTE CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO QUE O INVERNO DEIXOU, custa olhar em redor, e não encontrar, a doçura dos olhos bons e os perfis dos amigos sinceros, levados pelas tempestades da vida. Custa, nos dias melancólocos e curtos do Inverno, não ver o Sol.
Custa, não ver as estrrlas, luzindo no céru, como faróis de esperança.A VIDA DOS HOMENS, NO SEU PERCURSO TERRENO, também tem as suas estações traduzidas em Juventude (Primavera), Adolecênciua (Verão), Plenitude (Outono) e Vrlhice (Inverno).
PORÉM, É NAS TARDES TRISTES DO INVERNO, que os olhos se fixam no horizonte “navegando” pela memória, ouvindo vozes longínquas, vindas do chão que nos viu nascer, palmilhando, na memória, sítios, edifícios, pessoas, ruas, lugares que pertenceram à nossa vida, à nossa obra, ao nosso afecto e bem-querer. As coisas vão, e nós, vemo-las partir, e ficamos, para as evocar, com saudade e emoção. Com o seu afastamento, é também um pouco de nós que de vai. O homem passa, a memória fica. Saudosas recordações motivadas pelo amor que nos ficou pelos lugares que percorremos, motivando a necessidade de perpetuá-los. Esse sentimento mantém desperto, as memórias que são, no fundo, o que marca, eternamente, a vida dos homens. Porque a amizade não tem idade, porque o espaço no coração não tem limites. O pior que nos pode acontecer, enquanto sociedade, é perdermos a memória. Ou, atarefados com azáfama do dia-a-dia, deixarmos que as memórias se percam. As coisas não acontecem como queremos, nem como não queremos. As coisas nunca nos pedem opinião. Acontecem. Diz-se que esta vida é só uma passagem. Questiono; Porque fui “escolhido” para fazer esta travessia em classe “económica”?!!
A PRIMAVERA, AINDA QUE TÍMIDA, na temperatura e nas horas de céu azul, já chegou. Começa já a ouvir-se o barulho dos pássaros, sente-se, o aroma das árvores de fruto e, ao longe, o azul encantador do mar.
UMA PRIMAVERA, BENEVOLENTE E MEIGA, é o que se deseja e se esperam como a estação das coisas boas, com início do calor entrar de mansinho …… no corpo desprevenido, e na alma sonhadora.
UM HINO DE LOUVOR À BELA ESTAÇÃO QUE É A PRIMAVERA.





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