Depois de “Açores no Mundo” (2017) e “John Correia – De Aprendiz de Canalizador a Presidente do Senado” (2029), apresentamos hoje aqui um terceiro livro, da nossa autoria, especialmente dedicado às nossas comunidades: “Transatlântico – As Migrações nos Açores”, editado em 2023 pela chancela açoriana Letras Lavadas.
Um livro com 50 textos de informações e reflexões, assim adaptados e organizados, retrata o essencial das Migrações nos Açores, de ontem e de hoje, para fora e para dentro.
Primeiro, sempre fomos um cais de partida.
Estamos nestas ilhas há quase seis séculos e há mais de 400 anos que delas saímos, sem nunca as deixarmos, levando-as connosco para o Brasil, o Uruguai e o Havai, os Estados Unidos, a Bermuda e o Canadá. Somos menos de 250.000 insulares, mas bem mais de um milhão de naturais e descendentes numa décima ilha de múltiplas geografias.
Agora, também somos um porto de abrigo.
Mais de 8.000 cidadãos estrangeiros de mais de 90 nacionalidades diferentes – de brasileiros, alemães e chineses a russos e ucranianos – escolhem fazer das nove ilhas dos Açores uma sociedade cosmopolita e fraterna.
Este livro rima Açorianidade com Interculturalidade.
O seu pretexto são textos produzidos enquanto Diretor Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores durante os anos de 2021 e 2022.
O seu propósito é a consciência e o orgulho de sermos um arquipélago transatlântico que projeta identidade no mundo e que abraça continentes nas ilhas.
Não estamos no fim da Europa ou no princípio da América. Estamos no centro do mundo.
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, dignou-se escrever o prefácio deste livro, considerando-o de “leitura recomendável, ora porque permite reconhecimento inspirador dos relatos e reflexões expressas, ora porque permite aquisição de conhecimento sobre o fenómeno, aliás secular, das migrações nos Açores”.
Prossegue assim: “Nesta compilação podemos conhecer pormenores e especificidades das migrações do nosso povo, o que é muito importante e interessante, perante tão dramático quotidiano do fenómeno das migrações à escala global, envolvendo tantos povos e diversas motivações”.
E assim conclui: “Veremos que migrações realizamos na história dos açorianos migrantes, a que geografias aportaram, que realidades são as da nossa diáspora atual e que resgate de raízes realizam aqueles que partiram para povoar novos territórios e fundar novas cidades e lugares, como é o caso do Brasil.”
Este livro encontra-se estruturado em duas partes: Cais de Partida, sobre os açorianos radicados no estrangeiro, e Porto de Abrigo, sobre os estrangeiros residentes nos Açores.
A primeira parte desenvolve-se por 43 capítulos assim intitulados: Uma nova estratégia, Diáspora económica, A Açorianidade de Nemésio, O Dia dos Açores todos, A visita do emigrante, Povo de fé, Espírito Santo migrante, Santo Cristo peregrino, Conselho da Diáspora Açoriana, Casas dos Açores e Brasil, A nossa bandeira no Espírito Santo, Viana açoriana, O Conselho Mundial e a comunidade de Winnipeg, O triangulo de Cabral, Vulcões & Migrações, A (décima) ilha de Santa Catarina, Monumento de cumplicidades, Arquipélago de raízes, Alegrete por exemplo, Os azorenos de San Carlos, Açores no Rio, Califórnia e Havai, Da Terceira para a Califórnia, A nova diáspora, Comunicar é preciso, Bellis Azórica, Os açorianos de sotaque francês, Língua portuguesa, Açorianos nas Bermudas, A Bermuda açoriana, Açores e Madeira para além das ilhas, Arquipélago de 11 ilhas, Poesia sem fronteiras, Saúde e diáspora, Associação dos Emigrantes Açorianos, A Voz de Portugal, Portuguese Times, A mulher na diáspora, Ser mãe cá e lá, Onésimo, Eduíno, Lélia e De cais de partida a porto de abrigo.
A segunda parte compreende estes sete capítulos: A diáspora ao contrário, Missão imigração, Acolher e integrar, O mundo aqui, Pico multicultural, Mulher imigrante e Associação dos Imigrantes nos Açores.
Esta obra seria complementada no ano seguinte, em 2024, com o livro intitulado “Transatlântico II – Açorianidade & Interculturalidade”, reunindo prefácios dos professores Lélia Pereira Nunes (Brasil), Diniz Borges (Estados Unidos da América) e José Carlos Teixeira (Canadá).
Diretor Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores





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