Sport Clube Lusitânia: o mérito do trabalho coletivo na superação das dificuldades da Proliga

by | Jun 3, 2026 | Desporto, “Desportistas do Meu Tempo”

 

Desportistas do Meu Tempo, Eduardo Monteiro

Na história do desporto açoriano, a equipa de basquetebol do Sport Clube Lusitânia foi sempre o melhor representante dos Açores nas provas nacionais de seniores masculinos. Na sequência de um percurso iniciado na 3ª divisão nacional, na década de oitenta, com passagem pelas divisões superiores nos anos seguintes, o basquetebol do Lusitânia tem sido, ao longo dos anos, uma grande referência no basquetebol nacional. Na atual época desportiva (2025/26) o quadro competitivo da Proliga voltou a confirmar o equilíbrio da prova do segundo escalão do basquetebol português. Uma competição renhida marcada pela intensidade nas duas fases da prova e luta constante entre equipas históricas em busca da subida à Liga principal, enquanto algumas equipas estiveram apenas focadas na permanência. Entre os clubes com maior destaque esteve o Sport Clube Lusitânia, em representação dos Açores, que protagonizou uma boa campanha marcada por momentos de superação e crescimento competitivo. 

O Lusitânia entrou na temporada integrado na Zona Norte da Proliga, enfrentando adversários tradicionalmente fortes. Depois de uma entrada irregular no campeonato, por chegada tardia de jogadores ou por lesões condicionou toda a época e os seus objetivos. A primeira fase revelou-se exigente para a equipa açoriana, que terminou no quinto lugar da série, somando seis vitórias e oito derrotas. Apesar das dificuldades iniciais, o Lusitânia demonstrou capacidade ofensiva interessante e um grupo de jogadores coeso e unido.  

A formação de Angra do Heroísmo conseguiu crescer ao longo da época, apresentando maior consistência defensiva e melhor organização coletiva. A equipa evidenciou evolução, sobretudo nos jogos disputados em casa, onde conseguiu resultados importantes. Na segunda fase, inserido no Grupo de Manutenção, a equipa apresentou uma qualidade exibicional de bom nível, com reflexo nas catorze vitórias consecutivas, que proporcionaram uma tranquilidade classificativa. A união do grupo de jogadores com os dois treinadores terceirenses (João Ávila e Roberto Simões) que lideraram a equipa com motivação e profissionalismo, foi fundamental na obtenção dos resultados correspondentes a uma época de arranque, num projeto que se pretende consolidar no futuro próximo. 

 As deslocações aéreas, aliadas às terrestres no território continental representam um enorme esforço físico e financeiro. Enquanto as equipas continentais se deslocam, uma ou duas vezes, aos Açores e Madeira, as insulares fazem algumas dezenas de viagens aéreas e centenas de quilómetros de autocarro no território continental. Os custos de participação nas provas nacionais são enormes. Se as federações desportivas e o governo da república não ajudarem o futuro do desporto insular está condenado ao insucesso.

 

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