MNE destaca ensino da língua e programa para jovens da diáspora durante visita a Newark
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) destacou, durante uma visita a Newark, New Jersey, EUA, a necessidade de reforçar o ensino do português nas comunidades e anunciou o desenvolvimento de um programa de intercâmbio para estudantes lusodescendentes.
Na sexta-feira, durante uma visita a Newark, com uma significativa comunidade portuguesa, Paulo Rangel deu especial destaque aos serviços consulares, ao ensino da língua portuguesa e à valorização da diáspora nos centros de decisão.
Em declarações à Lusa no centenário Sport Club Português de Newark, após uma passagem pela Escola Luís de Camões, o ministro realçou a forte procura pelo ensino da língua e cultura portuguesas, sublinhando que os projetos existentes têm qualidade e atraem mais alunos do que aqueles que conseguem atualmente acomodar.
Durante a visita, Rangel reconheceu que uma das principais necessidades é aumentar o número de professores de português no estrangeiro, frisando que existe procura crescente por aulas e atividades ligadas à língua portuguesa, mas faltam recursos humanos para responder a essa procura.
Destacou igualmente que está a ser desenvolvido pelo Governo um programa inspirado no modelo “Erasmus”, mas destinado a filhos e netos de emigrantes portugueses, numa iniciativa que permitiria que jovens do ensino secundário e universitário realizassem períodos de estudo em Portugal, reforçando a ligação ao país.
“Isso é um projeto que está ainda a ser desenhado na Secretaria de Estado das Comunidades, que é ter um programa para os jovens da diáspora. Neste caso, estamos a falar dos filhos e dos netos de emigrantes portugueses, para fazerem estudos em Portugal, em períodos pequenos”, explicou à Lusa.
“Primeiro era só uma ideia do programa de Governo e agora é já claramente um projeto que está a ser desenhado. Isto vale para jovens do [ensino] secundário já numa idade mais madura, de 15, 16, 17 anos. Portanto, não estamos a falar obviamente do [ensino] básico, porque põe em causa outras questões, porque são crianças ainda muito jovens e muito pequenas. Mas também para universitários”, acrescentou.
Num discurso perante dezenas de membros da comunidade portuguesa, no Sport Club Português, o MNE deu também especial foco ao programa “Portugal Nação Global”, que pretende mobilizar investimento das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
Paulo Rangel indicou que muitos emigrantes não pretendem regressar definitivamente a Portugal, mas querem manter uma ligação económica ao país e, nesse sentido, o objetivo do Governo é criar mecanismos que facilitem o investimento da diáspora em Portugal.
Pretende-se criar uma rede mais organizada de contactos e oportunidades, aproveitando o potencial económico das comunidades portuguesas, explicou.
Questionado sobre uma eventual redução da burocracia, respondeu que a intenção é criar um canal mais estruturado e favorável ao investimento da diáspora, admitindo que atualmente existe um grande potencial que nem sempre é aproveitado por falta de coordenação e de trabalho em rede.
Em particular sobre a comunidade portuguesa de Newark, Rangel enalteceu o facto de manter viva a cultura, a língua e as tradições portuguesas nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que enriquece a sociedade norte-americana.
MNE homenageia vítimas portuguesas dos atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) homenageou os nove portugueses e lusodescendentes que perderam a vida nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, numa cerimónia em Nova Iorque que Paulo Rangel descreveu como “emocionante”.
Na cerimónia, por ocasião dos 25 anos dos históricos ataques aos Estados Unidos, foram colocadas flores e bandeiras de Portugal junto dos nomes das noves vítimas portuguesas e lusodescendentes que figuram no Memorial do 11 de Setembro, em Manhattan.
Aos jornalistas, Paulo Rangel, que se encontra em visita a Nova Iorque a propósito das eleições para o Conselho de Segurança da ONU, classificou o momento como “emocionante” e destacou o papel que a comunidade portuguesa teve no rescaldo dos ataques.
“Hoje é um dia dedicado à comunidade portuguesa (…) e entendemos começar essa relação com as comunidades por uma homenagem àqueles que, ou sendo nacionais portugueses ou sendo lusodescendentes, e são nove, perderam a vida com os atentados de 11 de setembro”, disse Rangel.
“É muito importante que estejamos aqui no Memorial (…).”Estão aqui (…) um conjunto de pessoas que estiveram na primeira hora na assistência: médicos, bombeiros, polícias, que são da comunidade portuguesa. Temos também aqui autarcas, que obviamente também representam a comunidade e que tiveram um papel importante nessa altura”, acrescentou.
Além das vítimas mortais, o Governo quis igualmente prestar homenagem a todos os portugueses e lusodescendentes que colaboraram na mega operação que se sucedeu ao atentado, seja no socorro às vítimas, seja na reconstrução do local e na criação do Memorial.
Banco de Portugal anuncia regras mais exigentes no crédito à habitação
O governador do Banco de Portugal anunciou que será proposto um ‘apertar’ de regras no crédito, incluindo uma taxa de esforço mais exigente que os clientes terão de cumprir no crédito à habitação.
Na apresentação do relatório de estabilidade financeira, em Lisboa, Álvaro Santos Pereira disse que o regulador e supervisor bancário vai propor a diminuição da taxa de esforço de 50% para 45%.
Até agora, quando concedem crédito à habitação, os bancos devem garantir que os clientes não gastam mais de 50% do seu rendimento líquido em dívidas e o regulador quer baixar essa proporção, o que significa um apertar da regra de acesso ao financiamento.
Madeira investe 509 mil euros no Festival do Atlântico e prevê ocupação hoteleira de 92%
O Governo da Madeira investiu 509 mil euros na edição deste ano do Festival do Atlântico, que decorre de 05 a 28 de junho e envolve diversos eventos culturais, com destaque para o Concurso Internacional de Fogo-de-artifício.
“Temos uma estimativa de ocupação [hoteleira] de 92%, que é semelhante à de 2025”, indicou o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, em conferência de imprensa, no Funchal.
O governante adiantou que executivo madeirense (PSD/CDS-PP) pretende afirmar o mês de junho como “o mês da cultura” através do Festival do Atlântico, que se realiza há cerca de 20 anos, descentralizando e diversificando as atividades culturais associadas, que agora decorrem em vários concelhos.
O ponto alto do festival é o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício da Madeira, com três espetáculos piromusicais na baía do Funchal nos três primeiros sábados de junho, sempre às 22:30 e com a duração de 20 minutos.
Este ano concorrem empresas do Canadá, com espetáculo marcado para 06 de junho, da China (13 de junho) e da Ucrânia (20 de junho).
O espetáculo de encerramento, extraconcurso, fica a cargo da empresa portuguesa Macedo’s Pirotecnia e está agendado para o último sábado do mês, dia 27.
O secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura precisou que a organização do Festival do Atlântico envolve 260 pessoas e o orçamento foi de 509 mil euros, cerca de 10% superior ao do ano passado.
Governo Regional dos Açores inclui jovens da diáspora em programa de mobilidade
Os jovens naturais dos Açores ou descendentes de açorianos que residam nas comunidades portuguesas da diáspora passam a estar incluídos entre os beneficiários do programa de mobilidade Bento de Góis.
O Bento de Góis – Programa de Apoio à Mobilidade e Intercâmbio Juvenil, que pretende promover a mobilidade regional, nacional e internacional dos jovens açorianos, é promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional da Juventude.
Segundo a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, o programa já incluía as comunidades da diáspora como recetoras de jovens residentes nos Açores, mas “faltava criar” a oportunidade para “trazer aos Açores os jovens a residir na diáspora, numa lógica de aproximação identitária e de interação com jovens residentes na região”.
Assim, de acordo com o novo regulamento do programa Bento de Góis publicado em Jornal Oficial, foi criada a “Ação 4 – Diáspora nos Açores” para permitir que tal aconteça, estando as candidaturas abertas durante todo o ano. As candidaturas devem ser submetidas no Portal da Juventude (juventude.azores.gov.pt).
Câmara de Ílhavo e administração portuária analisam novas ligações fluviais
A Câmara de Ílhavo e a Administração do Porto de Aveiro analisaram a possibilidade de novas ligações fluviais, entre as margens no canal de Mira, na Barra e Costa Nova, revelou fonte municipal. O primeiro encontro de um ciclo de reuniões de trabalho conjuntas “para planear e executar estratégias de desenvolvimento e coesão territorial” ocorreu terça-feira. Segundo uma nota de imprensa da Câmara de Ílhavo, “a primeira reunião bilateral periódica avaliou a implementação do projeto de travessia fluvial na Gafanha da Encarnação e na Costa Nova”.
“O plano de mobilidade estende-se ainda às ligações marítimas e de transporte de passageiros entre o Forte da Barra e a Barra”, acrescenta a mesma fonte.
Festival Rua Direita celebra os 50 anos da autonomia dos Açores em Angra do Heroísmo
A sexta edição do Festival Rua Direita celebra os 50 anos da autonomia dos Açores, com espetáculos de música, dança, teatro e instalações de artes visuais, que ocorrem em lojas do centro histórico de Angra do Heroísmo.
“O tema é Autonomia: 50 anos. O que é a autonomia, o que é que nós sentimos enquanto açorianos, o que é que isso nos beneficiou? E fazermos uma análise sensata do que são os últimos 50 anos, enquanto região autónoma com nove ilhas, uma região que se quer com um crescimento sustentado e harmonioso”, afirmou, em declarações aos jornalistas, a diretora artística da companhia Cães do Mar, Ana Brum, à margem da apresentação da programação.
Este ano, o festival Rua Direita, que tem como tema “Nas asas do açor”, decorre de 09 a 11 de julho e de 16 a 18 de julho, com espetáculos que se repetem ao longo do dia, em diferentes espaços da cidade de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
Pensado em 2016, o festival arrancou em 2021, com financiamento da Direção-Geral das Artes, na rua que lhe dá nome, mas com o passar dos anos foi-se estendendo por outras artérias do centro histórico da cidade. Todos os anos, a arte invade lojas, cafés e ruas de Angra do Heroísmo, em busca de novos públicos, que nem sempre são presença habitual em salas de espetáculos. “O facto de alguém entrar para comprar um quilo de batatas numa loja e ser surpreendido por um espetáculo de dança ou de teatro, pode prender a pessoa, pode comunicar algo novo, algo que talvez a pessoa não estivesse à espera naquele preciso momento, e é um momento em que nós criamos uma ligação com o público”, salientou Ana Brum.




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