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by | Jan 28, 2026 | Noticias de Portugal

 

Programa das comemorações dos 50 anos da Autonomia dos Açores apresentado oficialmente em Ponta Delgada

O programa oficial das comemorações dos 50 anos da Autonomia Constitucional dos Açores foi apresentado sexta-feira no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, numa conferência de imprensa conjunta do Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, e do Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro.

Na sessão foram igualmente revelados os elementos que compõem a Comissão Organizadora das Comemorações, integrada por Ricardo Madruga da Costa, Pedro Gomes, Emanuel Areias, Teresa Brito e Melo, Susana Goulart Costa e Rute Lacerda, incumbidos de acompanhar e dinamizar o conjunto de iniciativas que assinalam este marco histórico.

Durante a apresentação foi também divulgada a identidade visual oficial das comemorações, bem como o website – www.50autonomia.pt, que centralizará toda a informação relacionada com o programa, reunindo agenda, conteúdos públicos e informação institucional.

O programa estende-se ao longo de 2026, com atividades distribuídas pelas várias ilhas, incluindo conferências, sessões solenes, exposições, lançamentos editoriais, encontros intergeracionais, concertos e iniciativas evocativas da evolução histórica e política do projeto autonómico açoriano, tal como consta na página web oficial das comemorações.

Na ocasião, os Presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regional sublinharam que estas comemorações pretendem valorizar meio século de Autonomia Constitucional, promover uma reflexão aprofundada sobre o percurso realizado e projetar o futuro deste pilar estruturante da identidade e da organização política dos Açores.


 

Portugal regista abrandamento da gripe, mas mantém-se excesso de óbitos

A atividade gripal epidémica está a abrandar em Portugal, com menos casos de gripe, infeções respiratórias graves e internamentos em cuidados intensivos, mantendo-se o excesso de óbitos, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios do INSA relativo à semana de 12 a 18 janeiro, a “atividade gripal epidémica está em tendência decrescente” em Portugal.

Desde o início da época gripal, em 29 de setembro de 2025, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (hospitais) notificaram 73.292 casos de infeção respiratória e foram identificados 14.243 casos de gripe. 

Na semana em análise, foram identificados 495 casos de gripe, menos 258 do que na semana anterior, e foram admitidos 75 casos de infeção respiratória aguda grave (SARI) nas Unidades Locais de Saúde, menos cinco, correspondendo a uma taxa de incidência de 9,6 casos por 100.000 habitantes. 

“Em termos globais, a taxa de incidência de SARI apresentou uma tendência decrescente, mas é importante salientar que as duas ULS que reportaram dados para a vigilância SARI apresentaram taxas de incidência muito díspares, condicionando assim a análise do resultado global”, ressalva o INSA.

Sublinha ainda que, apesar de apresentar uma tendência decrescente nas últimas semanas, a taxa de incidência de SARI permanece mais elevada nas pessoas com 65 ou mais anos.

Entre 12 e 18 de janeiro, foram reportados oitos casos de gripe pelas 11 Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) que enviaram informação, menos três casos do que na semana anterior

Verificou-se que seis doentes tinham 65 ou mais anos, um tinha entre 55 e 64 anos e outro tinha entre 45 e 54 anos. 

Do total de casos, seis tinham doença crónica subjacente e sete tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, dois dos quais estavam vacinados, refere o boletim, acrescentando que a proporção da gripe em UCI foi de 9,1%, tendo diminuído face à semana anterior (10,5%). 

Segundo o boletim, “a deteção de RSV [vírus sincicial respiratório tem vindo a aumentar e, paralelamente, a deteção do vírus da gripe tem vindo a diminuir”.


 

Portugal envia equipa para Maputo para seguir investigação à morte de administrador português

O Governo português vai enviar uma equipa para Moçambique, que inclui elementos da Polícia Judiciária e do instituto de medicina legal, para acompanhar as investigações à morte do português Pedro Ferraz Reis, administrador do banco moçambicano BCI.

“Na sequência dos contactos com as autoridades de Moçambique, decorridos ao longo desta semana, e no quadro de cooperação entre autoridades policiais e judiciárias de ambos os países, seguirá neste fim de semana para Maputo uma equipa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses”, adianta o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Justiça, num comunicado conjunto, hoje divulgado. 

A equipa “acompanhará as investigações da morte do empresário Pedro Ferraz Reis, em estreita cooperação com as autoridades judiciárias e policiais”, acrescenta. 

A morte de Pedro Correia chocou a comunidade portuguesa e moçambicana e a disponibilidade para a cooperação na investigação com Portugal é vista localmente como positiva e pouco comum.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique disse na quinta-feira à Lusa que ainda não encerrou a investigação à morte do português e que decorrem diligências.

“Segundo o relatório médico-legal, assim como as provas encontradas no local, a disposição das mesmas provas, dúvidas não existem de ter sido suicídio. Entretanto, é preciso apurar porque pode ter sido suicídio, mas [o] suicídio, se calhar, pode ter sido provocado. Então, há esses elementos que precisam ser ainda apurados”, disse o porta-voz do Sernic, Hilário Lole.

O Sernic anunciou na terça-feira que o português, de 56 anos, se suicidou numa unidade hoteleira em Maputo, contrariando a primeira versão da polícia, de homicídio.

De acordo com a polícia de investigação moçambicana, o cidadão português e administrador do banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do também português BPI, tirou a própria vida na casa de banho daquela unidade hoteleira de luxo no centro de Maputo com recurso a instrumentos cortantes, nomeadamente facas, e ingestão de veneno para ratos.


 

Governo apela à colaboração das Casas dos Açores nas comemorações dos 600 anos

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades apelou à colaboração das Casas dos Açores na preparação das comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago, celebrações previstas para 2027. Paulo Estêvão falava durante o I Encontro Nacional de Casas dos Açores, que se realizou na Casa dos Açores de Lisboa, tendo destacado o “enorme apoio que os Açores estão a receber de várias entidades nacionais, da diáspora e de países e regiões” que acolhem açorianos na planificação de “centenas de atividades de comemoração dos Açores” e dos 600 anos da sua descoberta.

“Este enorme apoio só é possível graças ao prestígio dos Açores e das suas comunidades”, vincou.

De acordo com uma nota divulgada pelo executivo açoriano, Paulo Estêvão apelou à colaboração das Casas dos Açores para a preparação e planificação das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, marca que a Secretaria Regional está a preparar desde 2024 e que irá ser assinalado em 2027. 

Ainda segundo a nota, o secretário regional reiterou o compromisso do Governo Regional para com as Casas dos Açores, valorizando a procura de “sinergias” entre as entidades com sede em território nacional.

O I Encontro Nacional de Casas dos Açores, promovido pelo Governo açoriano, reuniu dirigentes das Casas dos Açores sediadas em território nacional, nomeadamente em Lisboa, Norte, Centro e Região Autónoma da Madeira, bem como representantes das Casas em processo de formalização, previstas para 2026, no Algarve e no Alentejo. Contou também com o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, e com o diretor regional das Comunidades, José Andrade.

Paralelamente realizou-se uma ação de formação sobre a Marca Açores.


 

Estaleiros navais da Figueira da Foz contam faturar entre 5 e 6 ME este ano

Os antigos estaleiros navais do Mondego, detidos pela Atlanticeagle Shipbuilding, contam faturar entre cinco e seis milhões de euros (ME) até final do ano, disse o administrador da empresa localizada na Figueira da Foz.

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma visita às instalações da Diretora-geral de Política do Mar e do comandante da Unidade de Controle Costeiro da GNR, Bruno Costa, gerente da sociedade detida em 95% por capitais públicos de Timor-Leste, antecipou aquele volume de faturação “o que para um estaleiro que está a rearrancar a sua atividade é muito simpático”.

O estaleiro da Atlanticeagle Shipbuilding reiniciou a atividade em 2022 e, nos investimentos em curso, destaca-se a reconstrução, em alumínio, da embarcação de pesca de cerco “Atleta” – um investimento de cerca de 2,4 ME, um terço dos quais financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), naquela que é a maior operação daquele programa de fundos europeus no setor das pescas – a concluir dentro de poucos meses.

Outra intervenção é a “maior reparação alguma vez feita nos estaleiros, em termos de volume financeiro, e volume de trabalho”, a de um pontão de atracação de grandes dimensões para o porto de Portimão, que envolve cerca de 200 toneladas de aço, adiantou o administrador.

Bruno Costa notou que a infraestrutura da Atlanticeagle Shipbuilding é a segunda maior em Portugal na construção em aço (depois de Viana do Castelo) e a única a construir e reparar embarcações fazendo uso do alumínio, detendo, atualmente, 80 funcionários, 60 dos quais efetivos. Outros investimentos previstos para este ano passam pelo centro de tecnologia e inovação Seapower, ‘vizinho’ da empresa naval, “que está a construir um rebocador totalmente elétrico para o porto de Sines” e essa construção será finalizada nos estaleiros da margem esquerda do Mondego, adiantou.


 

Compras e levantamentos por multibanco aumentaram 7,3% na Madeira em 2025

Os levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático, na Madeira, ultrapassaram os 3,1 mil milhões de euros no ano passado, mais 7,3% em relação a 2024, anunciou a Direção Regional de Estatística (DREM).

“Em 2025, os montantes relativos às duas principais operações da rede SIBS (levantamentos e compras através de terminais de pagamento automático), consideradas no seu conjunto, atingiram o montante de 3.124,5 milhões de euros (2,7% de peso no total nacional), mais 7,3% do que em 2024 (+4,8% no país)”, indica a DREM, em comunicado.

Cerca de 2.389 milhões de euros dizem respeito a operações realizadas com cartões nacionais, mais 6,8% face a 2024, e 735,9 milhões de euros com cartões internacionais (+8,9%).


 

Faleceu o guitarrista António Chainho

O músico e compositor António Chainho morreu terça-feira, dia 27, na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos.

O “mestre da guitarra portuguesa”, como era referido pela crítica especializada internacional, encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024, tendo nesse ano editado o derradeiro álbum, “O Abraço da Guitarra”, no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres. António Chainho nasceu em S. Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, a 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960.

A carreira de António Chainho conta com sete álbuns editados em nome próprio e um DVD, “Ao vivo no CCB”, e a partilha de interpretações com nomes como Fernando Alvim, que foi viola de Carlos Paredes durante mais de 25 anos, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes, Hélder Moutinho, Rui Veloso, Paulo de Carvalho, entre outros.

Em finais da década de 1970, começou a preocupar-se com a necessidade de um curso de guitarra portuguesa para novos instrumentistas, que viria a concretizar décadas depois, com a abertura do ensino da guitarra portuguesa no Museu do Fado, em Lisboa, e numa escola, com o seu nome, em Santiago do Cacém, seu concelho natal, em 2005.

 

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