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by | Jan 21, 2026 | Noticias de Portugal

Pescado descarregado em lota nos Açores em 2025 aumenta 35,2%

Em 2025 foram descarregadas 12,9 mil toneladas de pescado nas lotas dos Açores (mais 35,2% do que em 2024), correspondendo a um valor de 46,9 milhões de euros, segundo dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).

“No cômputo global de 2025 foram descarregadas 12,9 mil toneladas de pescado nos Açores, totalizando um valor acumulado de 46,9 milhões de euros”, lê-se no relatório do SREA sobre pescas relativo ao mês de dezembro de 2025.

Segundo o SREA, “em termos homólogos anuais, verificou-se um aumento de 35,2% no volume de pescado descarregado em lota e um aumento de 18% no valor do pescado descarregado em lota, resultando num decréscimo anual de 12,7% no preço médio do pescado descarregado”.

Os números não incluem pescado rejeitado, caldeirada (pescado distribuído pelos pescadores para consumo próprio) e algas não destinadas a consumo humano.

Todas as ilhas dos Açores apresentaram um acréscimo homólogo do volume de pescado descarregado em lota, com exceção de Graciosa (-28,3%) e Flores (-3,9%).

O Pico foi a ilha com maior crescimento (186,8%), seguindo-se Santa Maria (65,8%), São Jorge (63,4%), Faial (33,4%), Corvo (7,1%), São Miguel (5,6%) e Terceira (3,3%).

Também em relação ao valor do pescado descarregado em lota, o Pico destaca-se com uma subida de 128,7%, seguindo-se Santa Maria (57,5%), São Jorge (49,2%), Faial (20,8%), Terceira (6,1%) e São Miguel (1,9%).

Em sentido inverso, Graciosa (-12,7%), Flores (-7,1%) e Corvo (-1,8%) apresentam uma variação anual negativa.

Olhando para as categorias do pescado descarregado, os atuns, que contabilizaram cerca de 9,4 mil toneladas, registaram uma subida homóloga de 61,2%.

Também os pelágicos registaram uma subida de 49,2%, totalizando cerca de 1,1 mil toneladas.

Com cerca de 2,1 mil toneladas descarregadas, os demersais registaram uma quebra de 2% face ao ano anterior.

Os moluscos, com 253,7 toneladas descarregadas, apresentaram uma descida de 23,7% e os crustáceos, com 9 toneladas, baixaram 19,8%.

Entre as espécies com maior volume de pescado descarregado em 2025 destacam-se o chicharro, com 563,3 toneladas (mais 7,9%), o goraz, com 260,3 toneladas (menos 4,2%), a cavala, com 247,8 toneladas (menos 25,2%), a abrótea, com 246,7 toneladas (mais 16,2%) e o peixão, com 194,3 toneladas (menos 17,2%).

Olhando apenas para o mês de dezembro, foram descarregadas em lota nos Açores 152 toneladas de pescado, menos 42,4% face ao período homólogo, com um valor total de 1,4 milhões de euros (menos 33,8%).

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Peixes encontrados mortos em piscinas naturais na ilha Graciosa

Peixes mortos estão a surgir nas piscinas naturais das Termas do Carapacho, na ilha Graciosa, sendo desconhecidas as causas deste “episódio isolado” e “circunscrito ao seu interior”, informou o Governo Regional dos Açores.

A Secretaria Regional do Mar e das Pescas e a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, em articulação com a Autoridade Marítima Nacional, estão a “acompanhar a presença de peixes debilitados ou mortos” nas piscinas naturais do Carapacho, na ilha Graciosa. Segundo uma nota de imprensa do Governo Regional, foi efetuada a recolha de exemplares “para necropsias e análises laboratoriais”, em colaboração com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), visando “identificar a causa exata do incidente, assim como amostras (…) para avaliação dos parâmetros ambientais da qualidade da água das piscinas”.

Segundo o executivo açoriano, a monitorização efetuada pelas diversas entidades “confirma que este é um episódio isolado e circunscrito ao interior das piscinas das Termas”, uma vez que “não foram detetados peixes afetados nas áreas de mar adjacentes”.

 

 

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