Posse de autarcas em Fall River
Na próxima segunda-feira, 5 de janeiro, tomam posse dos respetivos cargos os vencedores das eleições municipais de 4 de novembro de 2025 para mayor, Comité Escolar e Conselho Municipal de Fall River.
A cerimónia terá lugar pelas 16h30 no Auditório Nagle da Escola Secundária B.M.C. Durfee, localizada em 460 Elsbree Street.
Paul Cogan toma posse para o 4º mandato como mayor depois de ter vencido a recontagem de 15 de novembro com 5.848 votos, mais 219 do que o oponente Gabriel “Boomer” Amaral, o suficiente para mandar o seu gabinete no sexto andar do City Hall, mas já disse que será o último mandato.Cogan foi eleito pela primeira vez mayor em 2019, tendo anteriormente desempenhado funções no Comité Escolar.
O novo Conselho Municipal de Fall River inclui os estreantes Michael Canuel e Christopher Peckham, que se juntam aos membros reeleitos Shawn Cadime, Joseph Câmara, Michelle Dionne, Paul Hart, Linda Pereira, Cliff Ponte e Andrew Raposo. Os conselheiros Bradford Kilby e Ricky Tith não foram reeleitos nas eleições de novembro de 2025.
Três novos membros vão juntar-se a três veteranos do Comité Escolar. Kevin Aguiar, Collin Dias e Thomas Khoury são os únicos três membros do Comité Escolar de Fall River que procuraram renovar os seus mandatos e foram reintegrados nos seus cargos.
Ana Cristina Riley, Emanuel Moniz e Shanell Joy Stewart concorreram pela primeira vez e conquistaram um lugar no comité de seis pessoas.
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Americanos visitam Portugal
De acordo com um relatório da Associação de Operadores Turísticos dos Estados Unidos (USTOA), os turistas americanos continuarão a considerar Portugal como parte das suas opções de férias na Europa em 2026.
De acordo com o seu relatório anual sobre as intenções turísticas para férias e viagens em 2026, Portugal está novamente firmemente na lista de países a visitar.
No entanto, Portugal desceu algumas posições em comparação com o ano passado, quando ocupava o segundo lugar entre os países mais apetecíveis para visitar em 2025, e a Itália ocupava o primeiro lugar.
Este ano, Portugal desceu para o quarto lugar.
O aumento das rotas e do número de voos que as companhias aéreas têm realizado entre os Estados Unidos e Portugal, seja Lisboa, Porto, Faro ou Terceira, parece estar a dar alguns resultados, com o país a destacar-se por ser diferente da “oferta tradicional” dos países europeus.
As últimas estatísticas disponíveis mostram que os americanos foram o segundo maior grupo de turistas estrangeiros em Portugal, com um total de 2,11 milhões de visitantes entre janeiro e outubro.
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Memória de Nuno Loureiro
- Eurico Mendes
O português Nuno Loureiro, nascido em Seia, distrito de Viseu, foi assassinado a tiro dia 15 de dezembro, aos 47 anos, no seu apartamento em Brookline, Massachusetts. O português ainda foi transportado para o Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, mas o óbito foi declarado na manhã de 16 de dezembro, dia em que se suicidou o seu tresloucado homicida, um antigo colega da universidade em Portugal que lhe bateu à porta de casa para o matar.
Nuno Loureiro era dono de um percurso notável na ciência e vivia nos Estados Unidos há cerca de 10 anos, com a mulher, Inês Dias, e três filhas.
Era investigador de referência no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e dirigia, desde maio do ano passado, o Centro de Ciência do Plasma e Fusão daquela prestigiosa universidade de Cambridge.
Ainda andava na escola primária e já sabia que queria ser investigador, apesar de não haver na família tradição científica, com a mãe de Letras e o pai de Direito. A mãe, que ainda vive em Viseu, é professora de Francês no liceu local. O pai, já falecido, foi procurador no tribunal de Viseu.
Foi no Liceu Alves Martins, em Viseu, que Nuno estudou. Vivia perto do liceu, num bairro próximo, onde criou o seu grupo de amigos.
Depois de completar o 12.º ano, foi para Lisboa estudar no Instituto Superior Técnico, em 1995, e, desde então, raramente ia a Viseu.
Quando visitava Portugal, nos últimos anos, era a capital o ponto de encontro com a família, uma vez que a esposa é de Lisboa. A mãe deslocava-se a Lisboa para se encontrar com o filho.
Nuno Loureiro formou-se em Física pelo Instituto Superior Técnico em 2000 e obteve o doutoramento em Física pelo Imperial College London (Reino Unido) em 2005. Realizou pós-doutoramento no Laboratório de Física de Plasma de Princeton entre 2005 e 2007 e no Centro de Energia de Fusão Culham da UKAEA entre 2007 e 2009. Antes de ingressar no MIT fez pesquisa no Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do IST Lisboa.
Nuno Loureiro entrou para o MIT como membro do corpo docente em 2016 e foi nomeado diretor-adjunto do Plasma Science and Fusion Center em 2022. A sua investigação focava-se em física teórica e nas suas aplicações na fusão e trilhou um caminho tão reconhecido pelos seus pares que, no início de maio de 2024, foi nomeado diretor do Centro de Ciência de Plasmas e Fusão, um dos maiores laboratórios do MIT, com mais de 250 investigadores, estudantes e funcionários a trabalhar a tempo inteiro em sete edifícios.
Loureiro tornou-se conhecido pela sua investigação sobre o funcionamento do plasma, particularmente a turbulência e a física que sustenta as erupções solares e outros fenómenos astronómicos. Estudava também como aproveitar a energia de fusão limpa para combater as alterações climáticas e, em janeiro, foi homenageado como um dos quase 400 cientistas e engenheiros com o Prémio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros, atribuído pelo antigo presidente Joe Biden.
A morte de Nuno Loureiro aconteceu precisamente no dia de aniversário do único irmão que tinha, mais novo do que ele. A mãe e o irmão deslocaram-se aos Estados Unidos para as cerimónias fúnebres.
Nuno tinha viagem marcada para Madrid no dia seguinte ao que foi assassinado. Ia proferir uma palestra na capital espanhola e jantaria com o irmão, pois já não se viam há algum tempo e decidiram juntar-se antes do Natal, que seria passado em Viseu.
Angariação de fundos para ajudar família de Nuno Loureiro
Pouco mais de 24 horas foram necessárias para se atingir o objetivo da campanha de angariação de fundos para a família de Nuno Loureiro, o físico português morto nos EUA pelo também cidadão português Cláudio Valente.
Ao todo, os vários donativos na plataforma GoFundMe ultrapassaram a barreira dos 300 mil dólares que tinham sido definidos como objetivo. A angariação de fundos ainda está em curso e surge agora com um objetivo de 350 mil dólares.
Entre os quase dois mil donativos individuais, estão vários (a maior parte anónimos) cujo valor chegou aos 10 mil dólares. O dinheiro será destinado a apoiar a família do físico nos próximos anos “a educação das filhas” que Nuno Loureiro deixou e “aliviar os encargos financeiros imediatos que a família enfrenta após esta perda irreparável”.
A campanha de fundos chegou a semana passada aos 338 mil dólares, valor que ultrapassou o valor total inicialmente pretendido, que era de 250 mil dólares.
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Cláudio Valente estaria a planear assassinar Loureiro e atacar a universidade há dez meses
- Eurico Mendes
Dois portugueses têm sido notícia nacional nos últimos dias nos Estados Unidos, Nuno Loureiro, 47 anos, professor do prestigioso Massachusetts Institute of Technology, de Cambridge, morto a tiro dia 15 de dezembro na sua casa em Brookline, e o seu assassino, Cláudio Manuel Neves Valente, 48 anos, residente em Miami, Flórida, e que tinha sido colega de Loureiro no Instituto Superior Técnico, em Portugal.
Dois dias antes de assassinar o antigo colega, a 13 de dezembro, Cláudio entrou numa sessão de estudo num edifício da Universidade Brown, em Providence, e abriu fogo sobre os alunos, matando Ella Cook, 19 anos, e Mukhammad Aziz Umurzokov, um caloiro de 18 anos, e ferindo outras nove pessoas.
Por esclarecer continuam as reais motivações de Cláudio Valente para os ataques, mas o fracasso da sua carreira académica na Brown, e o sucesso de Nuno será aparentemente uma explicação.
Em Portugal, Cláudio Valente foi um aluno brilhante. Na Escola Secundária Maria Lamas em Torres Novas representou Portugal nas Olimpíadas de Matemática na Austrália. No Instituto Superior Técnico também deixou a sua marca, foi o melhor aluno do seu curso com 19 valores, e por isso foi contratado para monitor, mas em fevereiro de 2000 o Técnico rescindiu o contrato alegadamente por problemas de Cláudio na relação com os alunos.
Foi nessa altura que Cláudio veio para a Universidade Brown, para uma pós-graduação em Física no ano letivo de 2000-01, mas as coisas não correram bem.
“Acho que ele disparou naquele edifício porque a universidade arruinou a vida dele, porque não lhe proporcionou o que ele achava que merecia”, disse Scott Watson, professor de Física da Universidade de Siracusa e que foi colega do português na Brown.
Em declarações à Fox News, Scott Watson recordou que Cláudio já então se sentia amargurado com a instituição, “costumava comentar que a universidade era terrível e inferior a ele”, disse o norte-americano, lembrando que Cláudio foi “uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci”.
Em 2006, Cláudio regressou a Portugal para trabalhar como informático na plataforma Sapo. Viveu em Lisboa até 2013, quando regressou aos Estados Unidos, não se sabe o que fez desde então, mas atualmente vivia em Miami.
Segundo as autoridades norte-americanas, Cláudio Valente estaria a planear assassinar Loureiro e atacar a universidade há pelo menos dez meses e viajou para Boston pelo menos cinco vezes no planeamento destes crimes.
A primeira viagem foi a 12 de fevereiro e durou quatro dias. Em abril, Cláudio Valente voltou a deslocar-se até Boston, onde ficou durante 17 dias. Viajou novamente entre 26 de outubro e 16 de novembro, tendo regressado a Miami e voltado para Boston um dia depois (17 de novembro), onde ficou durante mais nove dias. O quinto regresso a Boston é o dos crimes. Estas informações foram possíveis porque o português alugou veículos diferentes para cada deslocação.
A procuradora federal de Massachusetts, Leah Foley, esclareceu que, na derradeira viagem, Cláudio Valente alugou quarto num hotel de Boston e, de 1 de dezembro até dia 12 do mesmo mês, o seu carro alugado – um Nissan Sentra cinzento – foi visto regularmente no campus universitário.
Cláudio foi visto pelo zelador no edifício Brown duas vezes: primeiro a 28 de novembro e novamente três dias depois, a 1 de dezembro, dia em que alugou o Nissan cinzento.
Derek Lisi, que trabalha há 15 anos na limpeza da Brown, também afirma ter visto Cláudio Valente a percorrer os corredores da universidade “uma dúzia de vezes” nos dias anteriores ao ataque. Lisi diz ter-se apercebido de um homem, na altura desconhecido, a andar de um lado para o outro nas instalações, a espreitar para dentro das salas e a esconder-se dentro das casas de banho quando via alguém para evitar ser visto.
Christina Paxson, reitora da Brown, anunciou dia 22 de dezembro que o chefe da polícia da universidade, Rodney Chatman, foi removido e será substituído por Hugh T. Clements, antigo chefe da Polícia de Providence.
O Departamento de Educação dos EUA também iniciou uma investigação às políticas de segurança da universidade depois de se ter sabido que não havia câmaras de vigilância no edifício onde se deu o tiroteio e na entrada principal.
Mas ainda assim havia mais de mil câmaras de vídeo vigilância no campus da Brown e daí Cláudio Valente ter sido cauteloso, e usou sempre máscara, o que dificultou a sua identificação. Segundo Katherine Schweit, ex-agente do FBI, o facto do atirador não ter sido detido no local – algo raro neste tipo de ataques – sugere um planeamento meticuloso.
Cláudio Valente tinha retomado também o contato com Nuno Loureiro e por isso sabia onde ele morava. Nuno terá aberto a porta de casa ao antigo colega longe de imaginar que ele o iria matar. O que aconteceu em concreto dificilmente se saberá, porque ambos morreram, mas a verdade é que, tantos anos depois de se terem cruzado no Instituto Superior Técnico, voltaram a encontrar-se para um destino fatal. Segundo alguns jornais, uma filha de Nuno, de 14 anos, presenciou a morte do pai.
Depois de ter morto Nuno, Cláudio matou-se na arrecadação que tinha alugado num armazém em Salem, New Hampshire. Junto ao corpo foi encontrada uma mochila com duas pistolas. A autópsia determinou que Cláudio morreu no mesmo dia (16 de dezembro), em que Nuno Loureiro morreu no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston.
Aparentemente, Cláudio matou-se por ter entendido que a sua ‘missão’ estava cumprida: matou na universidade que o tinha rejeitado, e matou o colega que granjeara o sucesso que ele não conseguiu.
A família de Cláudio Neves Valente não sabia dele desde que regressou aos Estados Unidos em 2013, noticiou o New York Times citando Mirita Domingues, familiar do homicida. A mãe de Valente vive no Entroncamento e ele nunca contatou a senhora.
Nuno Morais, 48 anos, atualmente investigador no Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular em Lisboa, foi colega de turma de Nuno e de Cláudio, teve uma boa relação com o segundo e atribui tudo o que aconteceu a “um grave problema de saúde mental exacerbado pelo ressentimento por não ter alcançado o sucesso académico com que sonhava”.
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Catedrático brasileiro deixa voluntariamente os EUA para não ser deportado
Dia 1 de outubro, Carlos Portugal Gouvêa, 47 anos, professor visitante brasileiro da Faculdade de Direito de Harvard, resolveu usar uma espingarda de pressão para caçar ratos perto da sinagoga Templo Beth Zion, em Brookline, onde os fiéis celebravam o início do Yom Kippur e acabou sendo detido.
Foi acusado de disparar ilegalmente uma arma de pressão e concordou em pagar $386.59 por um dos seus projéteis ter partido o vidro de um carro estacionado nas proximidades.
Mas Gouvêa viu o seu visto ser revogado a 16 de outubro e os agentes do escritório de Imigração e Alfândega dos EUA em Boston voltaram a detê-lo e o professor concordou em abandonar o país voluntariamente em vez de ser deportado, de acordo com o DHS.
O mais bizarro deste caso, segundo um rabino do Chabad de Harvard, é que a mulher e os filhos de Gouvêa são judeus, noticiou o jornal The Harvard Crimson.
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Português baleado por agentes federais em Baltimore
Um português foi baleado por agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos durante uma operação de fiscalização, nos arredores de Baltimore, segundo notícia do New York Times.
De acordo com o diário norte-americano, o cidadão português foi baleado na quarta-feira ao tentar fugir das autoridades durante uma operação de fiscalização.
Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do Departamento de Segurança Interna, afirmou em comunicado que os agentes federais abordaram uma carrinha com dois homens indocumentados na cidade de Glen Burnie, no condado de Anne Arundel, adiantou o jornal.
Os agentes pediram ao motorista para desligar o motor, mas o português recusou e tentou fugir, referiu a responsável.
“De seguida, dirigiu a sua carrinha diretamente contra os agentes do ICE”, afirmou Tricia McLaughlin.
O homem foi baleado depois de colidir com a sua carrinha contra vários veículos do ICE e de embater entre dois edifícios, ferindo o passageiro, disse McLaughlin.
O português e o outro passageiro da carrinha foram hospitalizados, encontrando-se em estado considerado estável.
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Detenções por tráfico de droga
Detetives da brigada de narcóticos da Polícia de New Bedford detiveram dois suspeitos de posse ilegal de armas e tráfico de droga no dia 22 de dezembro após uma abordagem policial a um veículo. De acordo com o Departamento da Polícia de New Bedford, os detetives da divisão de narcóticos detiveram Júlio Camacho, 39 anos, e Christina Duarte, 44 anos, durante a abordagem.
Os detetives disseram ter encontrado uma arma de fogo no carro e que Camacho, que conduzia, estava na posse de fentanil e cocaína.
Segundo o comunicado, Camacho tem longo registo criminal por incidentes relacionados com drogas e já cumpriu pena na prisão.
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Atividades do grupo feminino da PACC da Flórida
Dia 11 de dezembro, o grupo de senhoras do Centro Cultural Luso-Americano (PACC), de Palm Coast, Flórida, teve o seu habitual “Encontro de Quinta”, desta vez um almoço festivo de Natal com pratos tradicionais portugueses.
A celebração incluiu sorteios de brindes doados por Maria Elizabeth, bem como troca de presentes.
O grupo do “Encontro de Quinta” também se envolvem ativamente em ações de caridade, angariando frequentemente fundos para organizações sem fins lucrativos e tricotando mantas para o projeto SEAS Ribbons of Love, que são distribuídas por hospitais e lares de idosos.
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Papa Leão XIV lembra sofrimento de Gaza na missa de Natal
“Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros”, disse o Papa Leão XIV, na missa de Natal, que voltou dia 25 a celebrar-se na basílica de São Pedro, no Vaticano, depois de mais de 30 anos – a última celebração foi em 1994.
Durante a homilia, o Papa deixou algumas perguntas sobre os mais vulneráveis: “Como não pensar nas tendas em Gaza, expostas durante semanas à chuva, ao vento e ao frio, e nas de tantos outros deslocados internos e refugiados em todos os continentes, ou nos abrigos improvisados de milhares de pessoas sem-teto nas nossas cidades?”
O Papa Leão XIV usou a sua primeira mensagem natalícia como pontífice para rezar pela “paz e consolo para as vítimas de todas as guerras travadas no mundo”, bem como para aqueles que sofrem “por causa da injustiça, da instabilidade política, da perseguição religiosa e do terrorismo”.
Como em todas as suas aparições públicas, o uso do influente púlpito por Leão XIV foi acompanhado de perto, com a expectativa de comparações com Francisco, que faleceu em abril aos 88 anos. Como primeiro pontífice dos Estados Unidos, Leão XIV foi também alvo de escrutínio pela sua relação com o seu país natal e pelo papel daquela nação como superpotência global.
Por temperamento, o novo papa é mais prudente e determinado do que Francisco, dizem os analistas, embora Leão também tenha contestado algumas das políticas e opiniões de Trump.
Embora Leão XIV tenha começado o seu papado com mais cautela, recentemente tornou-se mais vocal sobre questões que afetam a política. Em outubro, durante um encontro privado com um grupo de católicos em El Paso, no Texas, o Papa exortou os bispos norte-americanos a posicionarem-se firmemente a favor dos migrantes.
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Cabo Verde cria Espaço Diáspora
O Governo cabo-verdiano inaugurou, na capital, Praia, o primeiro Espaço Diáspora no país, para acolher e aproximar a vasta comunidade emigrada e o arquipélago, oferecendo serviços, encontros e local para eventos e debates. “Este espaço foi pensado como um ponto de acolhimento da diáspora cabo-verdiana, (…) onde os emigrantes podem reunir-se, organizar eventos e promover debates”, afirmou Martinho Ramos, diretor-geral das Comunidades.
Criado em parceria com a Organização Internacional das Migrações (OIM), o Espaço Diáspora visa também responder às necessidades específicas dos cabo-verdianos que visitam o país, cuja comunidade emigrada se estima ter o triplo da população residente (cerca de 500 mil pessoas). O objetivo é ainda “promover sentimento de pertença, proximidade e inclusão”. Entre as valências disponíveis estão um balcão de atendimento ao investidor da diáspora, apoio jurídico, orientação migratória, serviços da Direção-Geral das Comunidades e um espaço para atividades culturais e académicas, incluindo exposições, debates e apresentações de livros.
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Administração Trump desfavorece energia eólica
A administração Trump anunciou dia 22 de dezembro a suspensão dos contratos de arrendamento de cinco grandes projetos de energia eólica offshore em construção ao longo da Costa Leste – incluindo dois no sul da Nova Inglaterra – devido ao que alegou serem riscos para a segurança nacional identificados pelo Pentágono, contudo o comunicado não detalhou quais os riscos.
Os contratos de arrendamento suspensos são o projeto Vineyard Wind, em construção em Massachusetts, o Revolution Wind em Rhode Island e Connecticut, o Coastal Virginia Offshore Wind e dois projetos em New York: Sunrise Wind e Empire Wind.
A suspensão, com efeito imediato, é a mais recente medida tomada pelo governo Trump para dificultar a energia eólica offshore na sua campanha contra as fontes de energia renováveis e aconteceu duas semanas depois de uma juiza federal ter anulado a ordem executiva do presidente que bloqueava projetos de energia eólica, considerando-a ilegal.
A juíza Patti Saris, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Massachusetts, anulou a ordem executiva de Trump de 20 de janeiro que bloqueava projetos de energia eólica e decidiu a favor de uma coligação de procuradores-gerais de 17 estados e de Washington, DC, liderada pela procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, que contestou a ordem do governo de Trump, que suspendeu o arrendamento e a emissão de licenças para projetos de energia eólica.
Trump tem-se mostrado hostil à energia renovável, particularmente à energia eólica offshore, e dá prioridade aos combustíveis fósseis para a produção de eletricidade.
Os defensores da energia eólica classificaram as ações do governo como ilegais e afirmaram que a energia eólica offshore fornece algumas das fontes de energia elétrica mais acessíveis e fiáveis para a rede.






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