Budapeste, 12 abr 2026 (Lusa) – O partido da oposição Tisza, liderado pelo conservador Péter Magyar, conseguiu mais de dois terços dos lugares no parlamento da Hungria, nas eleições de hoje, pondo fim a 16 anos de poder de Orbán, com a contagem quase completa.
O Tisza, com 96,9% dos votos apurados, conquistou 138 dos 199 lugares no parlamento, enquanto o partido no poder, o Fidesz, do nacionalista Viktor Orbán, obteve apenas 55 lugares, e o partido de extrema-direita Nossa Pátria conquistou seis mandatos.
Graças a esta maioria parlamentar, o governo de Magyar poderá reverter o sistema “iliberal” introduzido por Orbán, que alterou a Constituição, reformou várias vezes a lei eleitoral a seu favor e restringiu inúmeros direitos civis no país.
Perante estes resultados, o futuro primeiro-ministro da Hungria conseguiu com a sua retórica conservadora e anticorrupção canalizar o descontentamento húngaro e pôs fim à hegemonia de 16 anos do todo-poderoso primeiro-ministro, o ultranacionalista Viktor Orbán.
Magyar, jurista de 45 anos, praticamente desconhecido até 2024, irrompeu no panorama político do país da Europa Central com uma força tal que lidera as sondagens de opinião há mais de um ano.
A sua ascensão baseia-se tanto no seu conhecimento profundo do sistema do partido no poder, Fidesz, como num estilo de comunicação que combina acessibilidade, uma mensagem anticorrupção clara e uma imagem moderna que contrasta fortemente com a do veterano líder de 62 anos.
Magyar apresenta-se como conservador, defensor da família, da nação e do cristianismo, embora com uma clara orientação pró-europeia e mais aberto do que o ultraconservador Orbán.





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