Lisboa, 18 mar 2026 (Lusa) – O “Dicionário Crítico da Revolução Liberal, (1820 – 1834)”, coordenado pelos historiadores Rui Ramos, José Luís Cardoso, Nuno Gonçalo Monteiro e Isabel Corrêa da Silva, venceu o Prémio Grémio Literário/2025, foi hoje divulgado.
A obra, com mais de mil páginas, contou com a colaboração de 70 investigadores e foi editada em janeiro do ano passado.
A revolução de 24 de agosto de 1824 é referenciada como o ponto de partida do regime liberal que, apesar de várias resistências politico-sociológicas, colocou fim ao denominado “antigo regime” de uma monarquia absolutista, com o poder concentrado no rei.
O historiador Alexandre Herculano considerou esta revolução “como a maior mudança política e social em Portugal, desde a Idade Média”.
A revolução abriu caminho a uma monarquia constitucional, à criação de um parlamento, e à separação dos poderes judicial, executivo e legislativo.
“A revolução liberal culminou na consolidação de um regime, a monarquia constitucional, cujos líderes se passaram a chamar a si próprios ‘liberais’, e que mudaram, através de legislação, as instituições e os princípios da vida portuguesa. Nomeadamente, alteraram o conceito de Estado, a relação dos portugueses com o Estado, o estatuto da nobreza, do clero e de todos os corpos intermédios, como as municipalidades e as corporações, e em geral a cultura política, a conceção da sociedade e a vida religiosa”, lê-se no comunicado das Publicações D. Quixote que chancelam a obra.
O Prémio Grémio Literário distingue, anualmente, obras culturais originais, de autores portugueses, nos domínios das letras, das artes e das ciências.
No ano passado, o prémio foi entregue à historiadora Teresa Pinto Coelho, pela obra “Eça de Queirós no Egito e a Abertura do Canal do Suez”, publicada pela Tinta da China, em outubro de 2024.
O Prémio Grémio Literário/2025 será entregue em abril próximo.






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