Crimes que deram que falar, o misterioso desaparecimento de Alberto M. Portal

by | Sep 24, 2025 | Crimes

Alberto M. Portal faleceu em março de 1998, com 32 anos. Alberto nasceu em abril de 1965 em Lisboa, filho de Duarte e Maria Portal, naturais de Arcossó (Vidago), concelho de Chaves, e veio para os EUA aos 10 anos de idade, tendo-se fixado com a família em Hartford, Connecticut.

Chegou a fazer parte, durante quatro anos, do Rancho Folclórico do Clube Português de Hartford, onde o pai tocava acordeão.

Alberto vivia na Westphal Street, em West Hartford e trabalhava há quatro anos como camionista para a firma Consolidated Delivery and Logistics, de Walpole, fazendo entrega de produtos farmacêuticos no estado de Connecticut.

Tinha casado há cerca de ano e meio com Laura (Owens) Portal e era pai de uma menina de 14 meses, Rylee. Além da menina, Laura tinha um filho de cinco anos, Michael, de uma anterior relação com John Whitney, ao tempo com 35 anos e residente em Natick.

Mas as relações com Laura nem sempre eram boas e ela acusou Alberto de ser “explosivo como uma bomba” e ter ameaçado expulsar de casa a ela e ao filho. No dia 20 de setembro, Laura tentou obter uma ordem do tribunal proibindo Alberto de se aproximar dela e do filho, mas a ordem caducou dois dias depois pelo facto de Laura não ter comparecido em tribunal.

Laura participou à polícia o desaparecimento de Alberto e do carro a 4 de dezembro de 1997. A 9 de março de 1998, o corpo em decomposição de Portal foi encontrado dentro do seu carro, um Chevrolet Lumina de 1991, no parque de estacionamento da Enterprise Rent-a-Car, em Norwood, em Massachusetts. Trata-se de um local onde estacionam muitos veículos, mas devido à longa permanência o carro de Alberto acabou por se tornar suspeito.

A autópsia indicou que a causa da morte de Alberto foi traumatismo craniano contundente provocado por várias pancadas na cabeça.

Whitney foi detido e acusado da morte de Portal. Na noite de 3 de dezembro de 1997, aproximadamente à hora a que Portal normalmente saía de casa para trabalhar, Whitney visitou Laura para lhe dar dinheiro para o filho. Mas naquela noite cruzou-se com Alberto e tiveram uma discussão que se transformou numa agressão física e na morte de Alberto.

Mais tarde, Whitney levou o carro de Alberto (com o corpo de Alberto no porta-bagagens) para o parque de estacionamento da Enterprise Rent-a-Car.

A 9 de junho de 2000, após um julgamento por júri no Tribunal Superior de Norfolk, John Whitney foi condenado por homicídio de segundo grau pela morte à paulada de Alberto Portal e condenado a prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.

Em 2013, 2016, 2018 e 2021, Whitney compareceu perante o Conselho de Liberdade Condicional pedindo a liberdade condicional, não foi bem sucedido mas finalmente, no dia 10 de janeiro de 2023, cumpridos 25 anos de prisão, viu o seu pedido ser atendido com algumas condições e uma delas é não ter contatos com a família de Alberto Portal.

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