Lisboa, 07 abr 2026 (Lusa) – O Sporting sofreu hoje uma derrota amarga frente ao Arsenal (1-0), com o golo dos ingleses a aparecer nos descontos, e que deixa os ‘leões’ com vida difícil nos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol.
No duelo da primeira mão, quando o nulo parecia certo, o alemão Havertz, aos 90+1 minutos, ‘gelou’ por completo o Estádio José Alvalade, que teve 50 mil pessoas nas bancadas, numa partida em que os londrinos até tiveram mais bola, mas em que as melhores oportunidades foram da equipa de Rui Borges.
Este resultado deixa o Sporting em desvantagem no intervalo na eliminatória e obrigado a vencer na próxima semana em Londres o atual líder da Premier League para seguir para uma inédita presença nas meias-finais da ‘Champions’.
100% vitorioso esta temporada em Alvalade na prova, incluindo na receção ao Paris Saint-Germain, atual detentor do troféu, o bicampeão português fez frente ao Arsenal, teve mais de uma vez perto de marcar, mas acabou por viver uma noite bem amarga.
O remate à barra de Maxi Araujo (melhor em campo do lado dos ‘leões’), logo nos minutos iniciais, e as duas defesas complicadas de Raya a remates de Catamo, já perto do fim, deixam a imagem que o Sporting merecia bem mais deste jogo, mas, praticamente no único erro que cometeu, acabou por dificultar a continuidade na Liga dos Campeões.
Num ‘onze’ sem surpresas de Rui Borges, João Simões foi o escolhido para render o castigado Hjulmand, mas a verdade é que o capitão e médio dinamarquês fez muita falta à equipa ‘leonina’.
Do lado do Arsenal, Gyokeres fez o seu regresso a Alvalade, mas o avançado sueco, que deixou uma marca histórica no Sporting, acabou por passar ao lado do encontro.
O jogo começou praticamente com o remate de Maxi Araújo, que deixou a trave da baliza de Raya a tremer durante alguns segundos. O uruguaio apareceu solto frente a Raya após um passe extraordinário de Diomande.
Com o passar o tempo, o Arsenal passou a tomar conta da bola e o Sporting a ter muitas dificuldades em conseguir sair para jogadas ofensivas. Exemplo disso foram os inúmeros passes falhados de Gonçalo Inácio, hoje capitão.
No que seria um canto direto, Madueke acertou na barra da baliza de Rui Silva, no único lance de perigo dos ingleses na partida até ao golo de Harvetz.
O cenário manteve-se inalterado na segunda parte, novamente com o Arsenal a ter o controlo da bola, mas quase sempre numa toada lenta, o que foi deixando o Sporting confortável na partida, apesar de não conseguir chegar à baliza dos ingleses.
Borges ainda tentou mudar algo com a entrada de Bragança para o lugar de João Simões, mas a postura das duas equipas manteve-se, com ambas a estarem praticamente proibidas de tentar algo mais arriscado.
O Arsenal ainda festejou o 1-0 aos 64 minutos, com um remate traiçoeiro do espanhol Zubimendi de fora da área, mas o lance acabou anulado pelo VAR, por fora de jogo de Gyokeres.
O jogo finalmente viveu alguns momentos de emoção na parte final, com o Sporting a crescer, a sentir-se mais confiante e seguro na defesa, e a acreditar poderia mesmo viajar para Londres com a vantagem na bagagem.
Com Rafael Nel a render Pedro Gonçalves, sempre muito desaparecido do jogo, o Sporting renasceu e ficou duas vezes perto de marcar, ambas por Catamo.
Primeiro, de cabeça, o extremo moçambicano obrigou Raya a defender para canto, e depois, num arrancada pela direita, entrou pela área inglesa e fez o espanhol sujar o equipamento com um remate rasteiro.
Pouco segundos do quatro árbitro mostrar a placa de dois minutos descontos, o Arsenal acabou por marcar, num lance construído por Martinelli e Havertz, que iniciaram a partida como suplentes.
O brasileiro fugir da direita para o meio e encontrou o alemão soltou na área ‘leonina’ para o 1-0.





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