A Casa dos Açores da Nova Inglaterra, com sede em Fall River, MA, recebeu de 10 a 12 de outubro a XXVII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, cujos trabalhos se desenrolaram no restaurante White’s Westport e que contou com a presença de representantes de quase duas dezenas de Casas dos Açores espalhadas por vários países.
A iniciativa contou ainda com a presença do diretor regional das Comunidades, José Andrade e dos deputados João Bruto da Costa, do Grupo Parlamentar do PSD, e Andreia Cardoso, do Grupo Parlamentar do PS, em representação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, entre muitas outras entidades e personalidades.
O evento pretende reforçar os laços entre o arquipélago e as suas comunidades emigrantes, promover a cultura açoriana e consolidar o papel das Casas dos Açores como espaços de ligação cultural e identitária.
A edição deste ano, que celebrou também os 34 anos da CANI, incluiu sessões de debate, homenagens e momentos de partilha cultural, visitas institucionais e culturais, bem como a entrega de várias distinções.
Durante a sessão de abertura foram prestadas homenagens ao primeiro presidente da Casa dos Açores do Estado de Rhode Island, precursora da CANI, Comendador João Jacinto Faria Correia, e ao cofundador do Conselho Mundial das Casas dos Açores, João Luís Morgado Pacheco.
O presidente do Conselho Mundial das Casas dos Açores, Francisco Viveiros, presidente da Casa dos Açores da Nova Inglaterra, abriu a sessão solene de abertura (sexta-feira, 10 de outubro pelas 9:30 da manhã).
“É com enorme satisfação que, em nome da presidência do Conselho Mundial das Casas dos Açores e da casa anfitriã, a Casa dos Açores da Nova Inglaterra, vos dou as boas vindas a esta sessão solene de abertura do XXVII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores.
Agradeço a todos os presidentes, representantes, convidados e amigos pela vossa presença e contributo para o sucesso destes trabalhos, que reforçam os laços de união, identidade e cooperação entre a nossa comunidade no mundo”, sublinhou Francisco Viveiros, para acrescentar:
“É neste ambiente de acolhimento e de pertença que vos damos as mais calorosas boas-vindas à XXVII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores. Este Conselho, que reúne as Casas espalhadas pelo Uruguai, Brasil, Bermuda, Estados Unidos da América, Canadá, Havai, Ilha da Madeira e Continente português, é um testemunho vivo da força e da vitalidade da diáspora açoriana. Somos uma rede unida pelo mesmo sentimento de origem, mas também pelo compromisso de servir, apoiar e valorizar as nossas comunidades, onde quer que estejam.
Ao longo destes dias de trabalhos, teremos a oportunidade de refletir sobre os caminhos que percorremos, de partilhar experiências, de definir estratégias comuns e de reafirmar a nossa missão coletiva: ser voz e rosto dos Açores no mundo. As nossas Casas não são apenas centros culturais — são embaixadas vivas da açorianidade, espaços de solidariedade, de educação, de identidade, e também de ligação permanente entre os Açores e a diáspora. Receber esta Assembleia aqui, na Nova Inglaterra, é para nós motivo de grande orgulho. Fall River, New Bedford, Taunton, East Providence, Providence e tantas outras cidades desta região são exemplos do trabalho árduo, da perseverança e do espírito comunitário dos açorianos. Foi aqui que milhares de imigrantes encontraram futuro, sem nunca esquecer a terra natal. E é essa ligação entre passado e futuro, entre ilhas e continentes, que queremos continuar a honrar e a fortalecer”, referiu Viveiros.
E no desenrolar dos trabalhos desenvolvidos ao longo da manhã usaria da palavra Márcia Sousa, conselheira das Comunidades, que referiu:
“É para mim uma grande honra participar nesta edição do Conselho Mundial das Casas dos Açores — um espaço de encontro, reflexão e ação que une corações açorianos espalhados pelos quatro cantos do mundo. E, por estarmos num encontro mundial das Casas dos Açores, permitam-me saudar a todos com um “Haja saúde!”
Hoje, celebramos não apenas a nossa identidade insular, mas também o trabalho incansável dos presidentes e sócios das Casas dos Açores. São eles verdadeiros embaixadores da nossa cultura, da nossa história e dos nossos valores. Com dedicação e criatividade mantêm viva a chama açoriana nas comunidades da diáspora, promovendo eventos, apoiando os nossos emigrantes e estreitando laços com as novas gerações”.
João Correia agraciado com a Placa de Mérito da Casa dos Açores
E no desenrolar dos trabalhos e muito oportunamente lembraram-se da fase inicial das Casas dos Açores.
O senador João Correia, que, juntamente com o saudoso Heitor Sousa, reuniram-se nos princípios de onde surgia a Casa dos Açores, foi alvo de homenagem sendo-lhe atribuída a Placa de Mérito pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade, na presença de Francisco Viveiros, presidente da Casa dos Açores da Nova Inglaterra.
João Jacinto Faria Correia, conhecido como o senador João Correia, nasceu em 1939 na freguesia dos Arrifes, concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel.
Aos 13 anos de idade começou a trabalhar nos Serviços Municipalizados de Abastecimento de Água e Saneamento de Ponte Delgada, como aprendiz, mestre e encarregado.
Veio para os EUA em 1965. Trabalhou como canalizador em bases navais e hospitais até criar a sua própria empresa comercial de canalização e aquecimento. Envolveu-se nas atividades cívicas da comunidade de acolhimento. Foi o primeiro diretor português e vice-presidente do East Providence Credit Union e foi co-fundador e primeiro presidente da Casa dos Açores do estado de Rhode Island, em 1982.
Em 1983 conseguiu ser o primeiro e ainda o único, imigrante português eleito para o Senado de Rhode Island. Recandidato vencedor em mais de quatro mandatos, chegou a vice-presidente e, finalmente, a presidente Pro-Tempore do Senado, tornando-se assim a terceira autoridade política do estado, depois do governador e do vice-governador. Durante 10 anos aumentou o salário mínimo em Rhode Island e defendeu a identidade portuguesa na Nova Inglaterra.
Viu a sua vida imortalizada em livro, “John Correia de Aprendiz de Canalisador a Presidente do Senado”, da autoria de José Andrade e editado em 2019 pela editora açoriana Letras Lavadas.
João Luís Pacheco agraciado com a Placa de Mérito da Casa dos Açores
E aos poucos a história sucede-se. João Pacheco, co-fundador do Conselho Mundial das Casas dos Açores, antigo presidente da Casa dos Açores da Nova Inglaterra, recebeu das mãos do diretor regional das Comunidade a Placa de Mérito da Casa dos Açores.
João Pacheco foi o homem que sonhou e viu concretizado o Conselho Mundial da Casa dos Açores.
“Sonho que as Casas dos Açores, independentemente do local onde estejam e da forma como se gerem, sejam efetiva e afetivamente a casa de todos os açorianos, a casa de portas e
janelas sempre abertas, onde não só todos possam entrar, mas principalmente, saiam de força reforçada para enfrentarem os desafios da vida e da sociedade onde se inserem. Aqui e nesta hora, que desejariamos solene, pela força da nossa convição, tomaremos consciência da realidade da nossa origem e da urgência de estarmos unidos. Unidos entre nós e unidos com os que tem nas mãos o poder institucionalizado. Precisamos deles e eles precisam de nós. Precisamos uns dos outros. Lembramos todos os que contribuiram com tenacidade, empenho, engenho e arte para que pudesse acontecer este dia”.
E João Pacheco vai mais longe:
“Durante os meus 9 anos a presidir a CANI no verão de 1996 fui convidado pela CANI para participar num colóquio com o tema Para que serve uma Casa dos Açores. O colóquio ocorreu na Biblioteca do Ateneu Comercial do Porto com os seguintes participantes:
Diretor das Comunidades Duarte Mendes, presidente da Casa dos Açores do Norte, José Tavares Rebelo, presidente da Casa dos Açores de Lisboa, Miguel Loureiro, presidente da Casa dos Açores de Quebeque, Alfredo da Ponte e representante da ordem dos Engenheiros do Porto, Guido Rodrigues. Ao reunir-me com a minha direção foi unânime apresentar pela primeira vez uma proposta para que houvesse uma associação de todas as casas dos Açores”.
Assim nasce o CMCA
“O Conselho Mundial das Casas dos Açores, doravante designado por CMCA, é uma associação que congrega as Casas dos Açores que a ele tenham aderido no ato da sua fundação, por meio
da Declaração da Horta, em 13 de Novembro de 1997, ou admitidas posteriormente nas suas assembleias gerais. CMCA é uma organização que visa unir as comunidades açorianas espalhadas pelo mundo e promover a cultura, interesses e ligação dos açorianos com a Região Autónoma dos Açores”.
O domingo, 12 de outubro, amanheceu escuro e com previsões de chuva depois das 2:00 da tarde, que, vindo mais cedo, impediu a foto de família projetada para o parque das Portas da Cidade em Fall River.
Após a sessão de despedida por parte do presidente da Casa dos Açores, Francisco Viveiros, e presidente do Conselho Mundial das Casas dos Açores, procedeu-se à entrega de distinções.
Empresário João Moniz, proprietário da fábrica de refrigerantes Melo Abreu, foi distinguido
A KIMA, produzida pela fábrica de refrigerantes MELO ABREU, é um dos produtos mais emblemáticos da indústria alimentar açoriana. Fundada em 1893, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, a empresa Melo Abreu soube preservar ao longo das décadas a autenticidade e a qualidade que caracterizam os seus refrigerantes, tornando a KIMA, desde os anos 50, um verdadeiro símbolo da identidade regional. O sabor mais icónico da marca é a kima de maracujá. Esta bebida distingue-se pela frescura, pela intensidade aromática e pelo equilíbrio de sabores tropicais.
Por todos estes atributos a Kima foi distinguida no Conselho Mundial das Casas dos Açores.
João Moniz, natural da freguesia de Porto Formoso, no concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, é casado e pai de três filhos.
Concluiu a sua carreira profissional nos Açores como escriturário nos históricos Laticínios Loreto em Ponta Delgada. Em 1974 emigrou para os EUA, onde começou a trabalhar como empregado fabril.
A determinação, a capacidade de trabalho e o espírito empreendedor que sempre o distinguiram levaram-no, apenas quatro anos após a chegada a fundar a J. Moniz Company, empresa dedicada à importação de produtos alimentares, tendo mais tarde expandido a sua atividade para o retalho especializado.
Mantendo sempre uma forte ligação as suas origens, João Moniz é, há 26 anos, acionista com 50 por cento da Fábrica de Conservas Corretora e o único proprietário da Fábrica de Cerveja Melo Abreu, duas unidades de grande relevância na economia açoriana.
O seu investimento, dedicação, têm garantido a continuidade, modernização e projeção destas marcas emblemáticas, que permanecem símbolos de identidade e de orgulho regional.
Amigos Unidos: a generosidade da diáspora portuguesa
A Associação Amigos Unidos, liderada por Duarte Câmara, foi fundada em 2007 por um grupo de amigos, com a missão de apoiar pessoas em situações de fragilidade, tanto na diáspora como nos Açores.
Desde a sua criação a associação têm organizado almoços, jantares, vendas de malassadas e sorteios, iniciativas que se tornam símbolos de solidariedade e união.
Graças a este esforço contínuo, já foram angariados centenas de milhares de dólares destinados a ajudar famílias e indivíduos que enfrentaram tragédias e dificuldades inesperadas, como acidentes ou doenças graves. Além da ajuda financeira têm enviado para os Açores centenas de peças de equipamento médico, incluindo cadeiras de rodas, andadeiras e canadianas.
Entre as muitas iniciativas de destaque salienta-se a entrega de viaturas adaptadas a cadeiras de rodas: uma oferecida na Vila das Capelas e outra a uma família micaelense.
Maria Madalena Paiva de Arruda: ajudar os mais necessitados
Nasceu a 10 de outubro de 1962, na Vila do Porto, ilha de Santa Maria. Com apenas um ano de idade mudou-se para a freguesia da Fajã de Baixo, ilha de São Miguel. Casada, mãe de três filhos e avó de dois netos, exerce atualmente a atividade de “babysitting”.
Frequentou o Liceu Antero de Quental e em 1985 fundou em Ponta Delgada o seu estúdio de estética iniciando a sua ação de solidariedade.
Em 2002 emigrou para os EUA onde deu continuidade à a sua ação de solidariedade.
A sua integração em 2012 na direção da Casa dos Açores da Nova Inglaterra permitiu o envio de centenas de barris com bens de primeira necessidade para indivíduos, câmaras municipais e instituições dos Açores. Em nome da CANI distribui cabazes de Natal e Ação de Graças. Tem tido o apoio da filha Tânia de Medeiros e do marido Aristides Arruda.
Como nasceu a Casa dos Açores
Tal como nos dizia e tem relembrado ao longo dos anos, o senador John Correia, sempre que o tema se aborda, a primeira reunião com vista à formação da Casa dos Açores nesta costa dos EUA aconteceu na igreja der São Francisco Xavier em East Providence.
Presentes Heitor Sousa e John Correia, que seguiram as diretrizes de Renato Borges, presidente da Casa dos Açores em Lisboa.
A Casa dos Açores da Nova Inglaterra foi fundada a 8 de junho de 1982.
A fundação da Casa dos Açores, e tal como nos dizia John Correia, foi adiada devido, na altura, aos movimentos separatistas existentes nos Açores e que segundo o saudoso senador Clairborne Pell, amigo pessoal de John Correia, a organização poderia ser interpretada como ligação à formação da Casa dos Açores.
A solene ocasião da fundação teve a presença do secretário de Rhode Island, Anthony Fiorio, acompanhado por John Correia, John Paiva, João Cabral, Sérgio A. Simões, Joseph Cabral, John Faria e William Castro.
A Casa dos Açores foi estabelecida com o propósito da promoção da língua, cultura, oportunidades sociais, assim como movimentos turísticos entre os Açores e as comunidades da Nova Inglaterra.
A 20 agosto de 1982 foi estabelecida a primeira direção: presidente, João Correia; vice-presidente, João Cabral; tesoureiro, Joseph Goulart; secretários, Rodolfo Ribeiro, António Cordeiro; membros, Florival Viveiros, João de Deus Melo.
Conclusões do CMCA
O Conselho Mundial das Casas dos Açores realizou a sua XXVII Assembleia Geral em Fall River, presidida pela Casa dos Açores da Nova Inglaterra, onde foram tomadas as seguintes deliberações:
1 – Reconhecer a criação da Casa dos Açores de Minas Gerais e os preparativos para a futura Casa dos Açores do Havai como sinais da expansão da rede mundial.
2 – Atribuir o reconhecimento do “produto açoriano de qualidade” ao refrigerante Kima, da Fábrica Melo Abreu.
3 – Atribuir a Medalha de Mérito do Conselho Mundial a Madalena Paiva Arruda e Amigos Unidos, Inc., pelo trabalho social em prol das comunidades carentes, localmente e nos Açores.
4 – Conceder ainda a Medalha de Mérito do Conselho à Universidade de Massachusetts, Dartmouth, pelo trabalho de promoção da língua portuguesa e preservação cultural por meio do Centro de Estudos Portugueses, Departamento de Português e Arquivos Ferreira Mendes.
5 – Congratularmo-nos pelo 50.º aniversário da RTP Açores, destacando a sua importância na união dos açorianos, facilitando o conhecerem-se entre si e na valorização da identidade regional, apesar das diferenças entre ilhas, sotaques e tradições.
6 – Sublinhou-se a necessidade de tornar mais ágil o processo de obtenção da cidadania portuguesa, sugerindo ainda ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, a continuação do reforço do atendimento consular.
7 – Recomendou-se ao Secretário dos Assuntos Parlamentares e Comunidades que adote medidas urgentes para fortalecer a articulação entre Secretarias Regionais, focando na promoção da cultura, produtos dos Açores, turismo e atração de investimentos, com ênfase em publicidade institucional nos órgãos de “mídia” locais e comunitários, para jovens açor-descendentes no exterior, normalmente capacitados culturalmente e com alto potencial financeiro.
8 – A proposta de reconhecimento das Festas do Espírito Santo dos Açores como Património Imaterial Nacional foi apresentada e valorizada, destacando-se sua relevância para a identidade regional e para as comunidades da diáspora.
9 – As Casas dos Açores demonstraram unanimidade em participar das celebrações dos 50 anos da autonomia em 2026 e dos 600 anos do descobrimento em 2027.
10 – Por fim deliberou-se que a XXVIII Assembleia Geral dos Conselho Mundial das Casas dos Açores se realizará no Uruguai, sob a presidência da Casa dos Açores do Uruguai, de 2 a 4 de Outubro de 2026.
Fotos de PT/a.pessoa:
Em outubro de 2025, a Casa dos Açores da Nova Inglaterra em Fall River acolhe a XXVII Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores. PT/A.Pessoa
Francisco Viveiros, presidente da CANI.
Tiago Sousa, cônsul de Portugal em New Bedford.
José Andrade, diretor regional das Comunidades do Governo dos Açores.
Tony Cabral, deputado estadual de MA.
Marcia Sousa da Ponte.
Alicia Quintana, presidente da Casa dos Açores no Uruguai.
Marlene Andrade Hapai, presidente da nova Casa dos Açores do Havai.
O antigo senador de RI, John Correia, um dos fundadores da CANI.
Francisco Viveiros, presidente da CANI, exibindo a placa que lhe foi entregue pelo representante do Governo Regional dos Açores.
O antigo senador de RI, John Correia, um dos fundadores da CANI.
João Luís Pacheco, co-fundador do Conselho Mundial das Casas dos Açores, recebeu também a Placa de Mérito.
O empresário João Moniz foi distinguido pela CANI.
Professores Frank Sousa da U. Mass. Lowell com Victor Mendes, da U. Mass. Dartmouth, distinguindo pela CANI.
Maria Madalena Paiva de Arruda.
José Andrade, Elisa Costa, técnica superior da DRA, e Francisco Viveiros.
Duarte Carreiro, Márcia Sousa da Ponte, o cônsul geral de Portugal em Boston, Tiago Araújo, José Andrade, diretor regional das Comunidades, o cônsul de Portugal em New Bedford, Tiago Sousa, e Francisco Viveiros, presidente da CANI.
Sardinha e Moniz.






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