Madrid, 25 fev 2026 (Lusa) – O Benfica fez hoje frente ao ‘tubarão’ Real Madrid, recordista de títulos, no Santiago Bernabéu, mas acabou eliminado da Liga dos Campeões de futebol, no ‘play-off’ de acesso aos oitavos de final, ao cair por 2-1.
No mítico estádio dos ‘merengues’, em que nunca equipa portuguesa saiu vitoriosa (o melhor resultado foi um 1-1 do FC Porto em 2003), o Benfica, que vinha de um desaire por 1-0 na primeira mão, ainda igualou a eliminatória, por Rafa Silva, aos 14 minutos, mas dois erros, e também algumas oportunidades falhadas, o que a este nível é determinante, acabaram por ditar o adeus à ‘Champions’.
O médio francês Tchouaméni, aos 16 minutos, voltou a deixar o Real Madrid na frente do play-off e o brasileiro Vinicius Júnior, aos 80, acabou por completo com qualquer esperança dos ‘encarnados’.
O extremo ‘canarinho’ foi a principal figura da eliminatória entre Real e Benfica, dois históricos do futebol europeu, não só pelos golos, mas também por tudo o que aconteceu à sua volta.
A acusação de racismo do brasileiro a Gianluca Prestianni, no jogo no Estádio da Luz, acabou por afastar o extremo argentino do duelo decisivo da segunda mão, com a UEFA a avançar com uma suspensão provisória sem oficialmente ou publicamente confirmar que tal realmente tenha acontecido.
Antes do arranque da partida, Vinicius Júnior recebeu grande apoio por parte dos adeptos ‘merengues’, com vários cânticos e tarjas a apontarem “não ao racismo” e a pedir “respeito” pelo avançado da equipa.
Mesmo assim, os primeiros instantes no Santiago Bernabéu foram de assobios para o internacional brasileiro, numa fase em que o Benfica foi completamente dominador e chegou com justiça ao golo.
A entrada do colombiano Richard Ríos no ‘onze’ do Benfica, algo que deixou a equipa de Arbeloa inicialmente bastante confusa, foi aposta ganha de José Mourinho, que, castigado, não fez o seu regresso ao relvado do Bernabéu, sendo substituído no banco pelo adjunto João Tralhão.
Com o Benfica completamente em cima do Real, Rios apareceu sem marcação a meio campo, lançou Pavlidis na direita, com Rafa a aproveitar o centro do grego, já depois de uma grande defesa do belga Courtois, para na recarga deixar tudo empatado no play-off.
Foi uma grande entrada em jogo dos lisboetas, que subitamente tinham tudo para realmente lutar igual para igual com o Real Madrid, 15 vezes vencedor da ‘Champions’, mas em poucos segundos ‘arruinaram’ o plano.
Perda de bola proibida da equipa de Mourinho na saída para o ataque e o francês Tchouameni apareceu completamente solto à entrada da área para fazer o 1-1 e ‘gelar’ as ambições rivais.
Subitamente passou a ser um jogo difícil para o Benfica, que só não sofreu o segundo golo por poucos centímetros, depois do VAR ter anulado uma recarga do turco Guler por fora de jogo.
Nesse lance, o VAR ‘salvou’ o Benfica, mas pouco depois foi a vez de Courtois impedir novo golo dos ‘encarnados’, com uma defesa incrível a um remate de Rios à entrada da área.
O jogo baixou de intensidade, ganhou equilíbrio e assim se manteve na primeira fase da segunda parte, com oportunidades para os dois lados.
Já depois do inglês Alexander Arnold ter ficado perto do 2-1 para o Real, o Benfica desperdiçou duas grandes oportunidades, que acabaram por ser ‘chave’ no destino na ‘Champions’.
Primeiro Rafa acertou na barra e depois Pavlidis, em excelente posição, à entrada da área e sem marcação, a falhar o alvo. Tudo poderia ter sido diferente caso o Benfica tivesse tido o pragmatismo que é necessário nesta fase da competição.
O encontro esteve vários minutos parado por causa de uma lesão que pareceu ser grave de Asencio, após um choque com Camavinga, mas depois apareceu Vinicius Júnior.
Praticamente ausente da partida durante a segunda parte, o avançado subitamente apareceu isolado perante Trubin, após nova perda de bola proibida dos ‘encarnados’, e com calma bateu o guarda-redes ucraniano, pondo ponto final da eliminatória.






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