A Toast to America: uma celebração dos laços culturais entre Portugal e os Estados Unidos por ocasião do 250º aniversário da independência da América, realizada na Old South Church, em Boston.

by | Jun 10, 2026 | Eventos Comunitários, Notícias das comunidades, Outros

 

Boston, 10 de junho de 2026 (Portuguese Times) – O evento “Toast to America” (Um Brinde à América), que celebrou os laços culturais entre Portugal e os Estados Unidos na ocasião do 250.º aniversário da Independência da América, realizou-se na Old South Church, em Boston. A celebração esteve a cargo de Tiago Araújo, Cônsul-Geral de Portugal em Boston, em parceria com a Cascais Ópera. Estiveram presentes o Embaixador de Portugal nos Estados Unidos, Francisco Lopes, o deputado Bruno Vitorino, do Parlamento Português, Miguel Vaz e Leonor Barroso da FLAD, João Caixinha do Instituto Camões, Alexandra Maurício e Ana Abrantes da Cascais Ópera, elementos do Consulado-Geral de Boston e vários membros da comunidade portuguesa da Nova Inglaterra.

O concerto que antecedeu o brinde contou com a curadoria da Cascais Ópera, representada por Alexandra Maurício e Ana Abrantes, e no qual participaram a professora, musicóloga e mezzo-soprano Inês Thomas Almeida, a conceituada mezzo-soprano Sónia Godinho e o organista e musicólogo João Vaz. O grupo interpretou obras de Manuel Rodrigues Coelho (1555-1635), Marcos Portugal (1775-1842), João Domingos Bomtempo (1775-1842), Matilde Sauvayre da Câmara (1871-1957), Francisco de Lacerda (1869-1934), Jorge Croner de Vasconcellos (1910-1974) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994). Os arranjos para vozes e órgão foram realizados por João Vaz.

Além de atuar como mezzo-soprano, Inês Thomas Almeida também apresentou o concerto.

O programa estabeleceu paralelos históricos entre a América e Portugal, traçando uma ligação entre o brinde à independência feito pelos líderes da Revolução Americana em 1776, com vinho da Madeira português, e a celebração musical. Ambos os momentos representaram uma celebração da liberdade, da razão e da autodeterminação.

O repertório do concerto, abrangendo mais de quatro séculos de música sacra e profana, centrou-se no conceito de liberdade: a superação de barreiras, a conquista de novos horizontes e a imaginação de novas possibilidades.

Estes temas foram também explorados através de diferentes épocas musicais e vozes, destacando-se a música do Iluminismo, as obras da compositora madeirense Matilde Sauvayre da Câmara e a poderosa peça do século XX de Fernando Lopes-Graça, Acordai!.

O “Toast to America” serviu também como uma homenagem musical aos laços de longa data entre Portugal e os Estados Unidos, evidenciando o alcance global e renovando o espírito da cultura portuguesa.

No seu brinde aos Estados Unidos, o Embaixador Francisco Lopes destacou o simbolismo do vinho da Madeira na América. Este vinho era muito apreciado nas colónias e constituía a bebida de preferência dos Founding Fathers, assim como dos britânicos. A apreensão, por parte dos britânicos, do barco “Liberty” de John Hancock, quando carregado de vinho da Madeira, provocou um forte protesto de Hancock e reforçou o estatuto histórico deste vinho nos primórdios dos Estados Unidos, tornando-o um símbolo da independência e da autodeterminação colonial americana. Como recordou o nosso estimado Embaixador, John Hancock, na qualidade de presidente do Segundo Congresso Continental, foi o primeiro a assinar a Declaração de Independência da América.

 

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