O risco de picadas de carraças durante a Primavera, e especialmente no Verão, continua a aumentar. As urgências dos hospitais indicam que as visitas por este motivo têm sido as mais elevadas dos últimos 10 anos.
Como o leitor sabe, as carraças (“ticks”) são responsaveis pela transmissão de infeções como a doença de Lyme, cujos hospedeiros biológicos são os veados e os coelhos. Dois fatores parecem favorecer este problema: o aumento das temperaturas globais (as carraças preferem o tempo quente e húmido) e o aumento das populações urbanas de veados, coelhos e outros hospedeiros.
O Center for Disease Control (CDC) dos Estados Unidos estima que cerca de meio milhão de pessoas tiveram Doença de Lyme em 2023 e o número continua a aumentar, e o risco para os mais idosos é especialmente severo, pois é este grupo etário que passa mais tempo em jardinagem, passeios pedestres, e outas atividades em areas infestadas por diversas espécie de carraças. Estas certamente são atividades que se devem recomendar, saudáveis e agradáveis, e como tal, deve principalmente proteger-se. Use repelentes de insetos (com DEET ou picardin), calças e mangas compridas, calçado apropriado e chapéu com proteção para a nuca. Quando regressar a casa, ponha a roupa num saco de plástico fechado até a hora de lavar, tome banho e preste atenção aos vincos naturais do nosso corpo, pois é aí que as carraças se ocultam. A carraça não consegue picar imediatamente, pelo que é importante fazer estas medidas de prevenção o mais cedo possivel.
Em caso de sintomas de infeção pela bacteria do género Borrellia (fraqueza, eritema, dores nas articulações, etc.) recorra imediatamente ao seu médico/a para testes e tratamento com antibióticos e lembre-se que os sintomas da doença de Lyme podem durar até bastante depois das 2-3 semanas de tratamento.
Haja saúde!



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