Andamos à rédea solta
Pela nossa vida fora
Porque o mundo deu a volta,
Vejam como está agora!…
Gerações e gerações,
Sem do mundo fazer caso
Sobre as suas precisões,
Tudo no mundo tem prazo!…
O mundo foi-nos legado
Por Deus numa perfeição,
Para ser por nós cuidado,
Prestar-lhe toda atenção!…
Mas as ganâncias terrenas,
Fez esquecer vida fora
Até chegar estas cenas
Que estamos vivendo agora!…
Os temporais atuais,
São iguais aos do passado,
Só que, modos gerais
Têm a força em triplicado!…
Visto e bem reparado,
Nosso Globo em geral
Está todo envenenado
Num abandono fatal!…
Sofrendo, já nós estamos,
Não cuidamos o futuro,
O que se come ou tomamos,
É como um veneno puro!…
Temos tido muitas provas,
Do mundo estar neste estado,
Doenças, velhas e novas,
Tudo com mal aumentado!…
O tempo mau sempre havia,
Vendo de maneira justa,
Mas, ele vem hoje em dia
Dum modo que nos assusta!…
Todos estes temporais
Hoje não são da mesma sorte,
Eles são, modos gerais,
Destruidores e mais forte!…
Chuvas, cheias, derrocadas,
Que quase nunca haviam,
Têm vindo e bem pesadas,
Mais fortes das que existiam!…
Como seja um desafio,
No mundo todo se sente
Que o frio é muito mais frio
E o quente bem mais quente!…
O mundo está bem diferente,
Despresado, quanto a mim,
E o mal que a gente sente
É o princípio do fim!…
Se o mundo não for cuidado,
De toda a necessidade,
O tempo está terminado,
É o fim da humanidade!…





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