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by | Apr 29, 2026 | Desporto

Marítimo regressa à elite do futebol nacional três anos depois

O Marítimo assegurou domingo a subida à I Liga portuguesa de futebol, três anos após a última participação no primeiro escalão, coroando uma época marcada pela regularidade e na qual o coletivo fez a diferença.

Após o triunfo diante do Benfica B, por 2-1, num jogo em que o emblema insular terminou reduzido a nove jogadores, os ‘verde-rubros’ garantiram a subida a três jornadas do final.

Somando 43 participações na I Liga, com destaque para seis quintos lugares, o Marítimo é um dos ‘históricos’ do futebol português, contabilizando nove participações nas competições europeias, a última das quais em 2017/18.


 

Taça de Portugal: Torreense celebra “momento histórico” com regresso ao Jamor

A segunda presença na final da Taça de Portugal de futebol representa um momento histórico para o Torreense, da II Liga, que coroa o trabalho desenvolvido no emblema de Torres Vedras, segundo o diretor desportivo do clube.

“É um trabalho que começou há algum tempo. É o coroar. Temos trabalhado todos os dias, época após época, e o crescimento do clube também tem sido evidente. É um momento histórico e que o clube também desejava e ansiava”, sublinhou André Sabino, em declarações à agência Lusa, garantindo, ainda assim, que “não é mais do que uma qualificação para uma final”.

O Torreense carimbou na quinta-feira o ‘passaporte’ para a final da prova rainha, sete décadas depois da primeira e única participação, ao vencer na receção ao Fafe, da Liga 3, por 2-0, na segunda mão da meia-final, depois da igualdade no primeiro jogo.

No Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, os golos tardios de David Bruno, aos 85, e de Stopira, já aos 90+13, de grande penalidade, resolveram uma eliminatória que estava igualada depois do empate, 1-1, na primeira mão, no Minho.

Questionado sobre o duelo decisivo – diante do Sporting e agendado para 24 de maio, no Estádio Nacional, em Oeiras –, o dirigente enalteceu que será a confirmação do que tem sido “o projeto desportivo do clube” e que será uma “excelente oportunidade para os jogadores se mostrarem e valorizar-se o trabalho que tem sido feito”.

“Temos de festejar, mas focar no passo seguinte, que é o campeonato. O jogo do Jamor, lá mais à frente, logo vamos pensar nele”, advertiu também, antes de deixar uma mensagem aos adeptos que lotaram o Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, para o embate da meia-final. 

“A massa humana que esteve aqui presente é representativa daquilo que é a grandeza do clube. 


 

Prestianni condenado por homofobia e acusação de racismo cai

O futebolista argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, foi suspenso pela UEFA por seis jogos, três dos quais por pena suspensa, por insultos homofóbicos no encontro com o Real Madrid, com a acusação inicial de racismo a ficar de fora.

Depois de ter sido acusado pelo brasileiro Vinicius Jr. de o ter chamado ‘mono’ [macaco, em espanhol], durante o jogo com o Real Madrid, para a primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, Prestianni foi suspenso preventivamente por um jogo, com a UEFA, na altura, a abrir um processo disciplinar por eventuais insultos racistas.

Contudo, na decisão final, deixa de existir qualquer menção a insultos racistas, com o comunicado da UEFA a falar em “conduta discriminatória (isto é homofóbica)” no encontro com os ‘merengues’, suspendendo o argentino por seis encontros, três dos quais com pena suspensa por dois anos e um já cumprido.

De acordo com a cadeia televisiva ESPN, a UEFA acabou por aceitar a linha de defesa do argentino, que sempre negou qualquer insulto racista ao brasileiro, com o Benfica a confirmar ter sido notificado da suspensão, sem mencionar qualquer intenção de recorrer da punição.

Em 17 de fevereiro, no play-off de acesso aos ‘oitavos’ da ‘Champions’, que o Real Madrid venceu por 1-0, o brasileiro Vinícius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, dirigiu-se ao árbitro e acusou Prestianni de lhe ter dirigido insultos racistas, com o francês François Letexier a interromper o encontro e a acionar o protocolo antirracismo, retomando o jogo quase 10 minutos depois.

Após a partida, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinícius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores dos ‘merengues’ confirmaram a ofensa por parte do argentino.

O argentino, de 20 anos, acabou por ser suspenso preventivamente por um jogo, enquanto decorria a investigação, ficando agora por cumprir outros dois, que até podem ser ao serviço da Argentina no Mundial2026, se o extremo for convocado pela seleção campeã do mundo.

Caso contrário, Prestianni vai cumprir os dois jogos em falta na próxima temporada, ao serviço do Benfica nas competições europeias ou por outro clube, caso se transfira, com a UEFA a pedir que a punição seja válida em todas as provas oficiais.

Os incidentes no jogo com o Real Madrid fizeram com que o Benfica já tivesse sido condenado ao fecho parcial do estádio (500 lugares) no próximo encontro das competições europeias em casa, uma punição com pena suspensa por um ano, além de uma multa de 40.000 euros, por comportamento racista dos adeptos.

 

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