A sorte, no dia a dia,
O ser humano a procura,
É como uma lotaria
Sem ter certeza futura!…
Por vezes a sorte calha,
Dá-nos coragem, alegria,
Outras vezes nos baralha,
Num penar do dia a dia!…
Sorte é dona da esperança,
Algo que o humano anima,
Dá-nos fé, a confiança,
Ajuda muito a estima!…
A sorte, quem considera
Uma esperança nunca nega,
Dá uma fé na espera,
Que por vezes nunca chega!…
Qualquer sorte, p’ra ser franco,
Cira à volta na roleta,
Quase sempre sai em branco,
Bem pior quando vem preta!…
A sorte é irmã da fé,
Na esperança de um desejo,
Bem vinda quando ela é
A vontade que eu almejo!…
A sorte, quem bem a mira,
Caso em caso ela muda,
Por vezes, tudo nos tira,
Outras, até nos ajuda!…
Sorte não nos traz razão,
Dá ou tira o que queremos,
É uma interrogação,
Que ganhamos ou perdemos!
A sorte, quando ajudada,
Por quem tem um poder forte,
Ela vem apadrinhada,
Não se pode chamar sorte!
Porque a sorte é
Algo no modo de ver.
Um ânimo, espertança, fé,
Sem certeza nos trazer!…
Por isso é que eu queria
Dizer a quem me está lendo
Sorte, é uma lotaria,
É assim que eu entendo!…
Sorte, na ideia minha
Deve-se bem comparar
Magabox, raspadinha,
Qualquer jogo experimentar!…
O jogo é sempre uma droga,
Um vício é uma cobrança,
Mas quando a gente não joga
Não vai ter qualquer esperança!
Se a sorte fosse a morte,
A usar o seu negar
Aí era que a sorte,
Era boa p’ ra jogar!…





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