Sporting sofre até Suárez abater ‘todo-poderoso’ Paris Saint-Germain

by | Jan 20, 2026 | Desporto

 

Lisboa, 20 jan 2026 (Lusa) – O Sporting impôs-se hoje de forma sofrida ao Paris Saint-Germain, campeão europeu em título, por 2-1, com um ‘bis’ de Luis Suárez, assegurando a presença ‘leonina’ no play-off da Liga dos Campeões de futebol.

O bicampeão português resistiu estoicamente a uma primeira parte de inteiro domínio dos franceses e, mesmo sem equilibrar o jogo da sétima jornada da fase de liga da ‘Champions’, conseguiu chegar à vitória, depois das tentativas de Geny Catamo, com dois golos do avançado colombiano, o último dos quais aos 90 minutos.

Os 51.428 espetadores da maior assistência da história do recentemente ampliado Estádio José Alvalade, graças ao desaparecimento do fosso, assistiram a um triunfo histórico, frente ao detentor da competição, que só conseguiu marcar com uma ‘bomba’ do suplente Kvaratskhelia, aos 79 minutos, cinco depois de Suárez ter dado vantagem aos anfitriões, aos 74.

Com este triunfo, o Sporting termina o dia no sexto lugar da fase de liga, com os mesmos 13 pontos do tetracampeão francês, assegurando, pelo menos, uma vaga no play-off.

Sem o castigado Morten Hjulmand, o treinador do Sporting pouco mexeu no ‘onze’ relativamente à vitória em casa frente ao Casa Pia (3-0): promoveu Ricardo Mangas para a lateral esquerda, ao fazer regressar Fresneda à direita e retirar Vagiannidis, e fez regressar Maxi Araújo, após castigo, em detrimento de Luís Guilherme, que não está inscrito para esta fase da prova.

Rui Silva manteve-se como ‘dono’ da baliza ‘leonina’, atrás de Fresneda, Gonçalo Inácio, Matheus Reis e Mangas, no meio-campo Rui Borges manteve Morita e João Simões, com Geny Catamo, Francisco Trincão e Maxi Araújo no apoio ao avançado Luís Suárez.

Do lado dos campeões europeus, o técnico Luís Enrique fez somente uma alteração comparativamente à equipa titular no triunfo diante do Lille (3-0), ao apostar em Bradley Barcola em vez de Khvicha Kvaratskhelia.

Como na maioria dos seus jogos, o tetracampeão francês adiantou-se no terreno e apoderou-se do meio-campo adversário, num jogo de domínio de posse de bola e tentativa de recuperação em zonas adiantadas, com uma pressão agressiva, praticamente impossibilitando a saída em construção dos ‘leões’ a partir da defesa.

Assim, qualquer aceleração ou iniciativa coletiva fazia ‘tremer’ o Sporting, cuja resistência durou até ao intervalo.

O primeiro aviso foi feito logo aos seis minutos, por Fabián Ruiz, com um ‘tiro’ cruzado para uma defesa fácil de Rui Silva, ao qual se seguiram novas tentativas, como o remate em arco de Doué, aos oito, de Vitinha, aos nove, e ainda a tentativa de Nuno Mendes, aos 13, após intervenção imperfeita de Mangas.

A exceção à ‘regra’ do domínio do todo-poderoso clube parisiense foi protagonizada por Geny Catamo, com um remate cruzado, que saiu ao lado, aos 14 minutos, a culminar uma jogada de envolvimento do ataque sportinguista, após uma arrancada de João Simões.

Mas, no minuto imediato, o Paris Saint-Germain repôs a normalidade, com Mayulu, de cabeça, a visar a baliza ‘verde e branca’, retomando uma ‘carreira de tiro’ com os ‘atiradores’ Vitinha, aos 20, ao lado, novamente Mayulu, aos 25, para defesa de Rui Silva.

O guarda-redes do Sporting viria a ser batido, primeiro por Zaïre-Emery, de cabeça e sem oposição, após cruzamento da esquerda de Ruiz, aos 30, e, mais perto do intervalo, aos 41, por Nuno Mendes, aproveitando uma ‘sobra’ de um desvio incompleto de Rui Silva na disputa com Dembélé, mas ambos antecedidos de infrações.

O ‘nulo’ com que se chegou ao intervalo até poderia ter sido quebrado na última jogada da primeira parte, não fosse Morita, após beneficiar de um ressalto, na área parisiense, ter disparado por cima da baliza de Chevalier.

A segunda parte pouco ou nada mudou na atitude dos parisienses, que, no entanto, já concediam alguns atrevimentos ‘leoninos’, o primeiro aos 52 minutos, com Trincão a servir Suárez, que, na zona da grande penalidade, não conseguiu desviar, e, logo depois, com o extremo português a arriscar o ‘chapéu’, mas a falhar a baliza.

Dembélé voltou a introduzir a bola na baliza do Sporting, aos 57 minutos, mas em fora de jogo, reatando a toada da primeira metade, tal como Nuno Mendes, com um remate de livre por cima, aos 60, e, no minuto seguinte, mais uma vez o vigente Bola de Ouro a testar Rui Silva.

Foi já com três portugueses em campo, depois de Gonçalo Ramos se ter juntado aos titulares Nuno Mendes e Vitinha – enquanto João Neves recupera de lesão -, que Geny Catamo tentava provar o estatuto de ‘leão’ mais ameaçador – depois do ‘bis’ frente ao Casa Pia, mas não conseguiu melhor do que um remate fraco para as mãos de Chevalier.

O prémio para o moçambicano acabou por ser o golo inaugural de Suárez, mais uma vez depois de um remate de Geny Catamo intercetado pela defesa parisiense, sobrando para o colombiano, que desviou do alcance do guarda-redes, arriscando a surpresa da noite na ‘Champions’.

Com 15 minutos pela frente, o bicampeão português ‘aguentou’ cinco minutos, até o suplente Kvaratskhelia ludibriar Fresneda e, com um ‘tiro’ cruzado, da esquerda, bater Rui Silva, que ainda tocou na bola.

O empate viria a ser desfeito em cima do apito final, mais uma vez por Suárez – novamente no sítio certo a aproveitar uma sobra -, aos 90 minutos, após defesa para a frente de Chevalier a um remate de Trincão.

O quarto golo do colombiano na ‘Champions’ ofereceu à formação comandada por Rui Borges o quarto triunfo, assegurando o pleno de triunfos em casa nesta fase da competição, à semelhança de Tottenham, Bayern Munique, Arsenal, Chelsea e Atlético de Madrid.

 

 

 

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