Notícias, Portugal

by | Dec 23, 2025 | Noticias de Portugal

Governo aprova subida do salário mínimo para 920 euros em 2026 

O Governo aprovou  o aumento do salário mínimo nacional em 50 euros em 2026, de 870 para 920 euros (brutos), anunciou o ministro da Presidência após o Conselho de Ministros.

Em conferência de imprensa no Palácio da Vila, em Sintra, António Leitão Amaro disse que este é um “aumento significativo” e que em ano e meio, com governos PSD/CDS-PP, o salário mínimo aumenta 100 euros. “Em ano e meio, com Luís Montenegro como primeiro-ministro, o salário mínimo sobe 100 euros. Faz parte de uma política de aumento de rendimento dos portugueses sustentada por um momento ímpar da economia nacional”, disse o governante.

O acordo de rendimentos que o anterior governo de Luís Montenegro (PSD/CDS-PP) assinou com a UGT e as centrais patronais em outubro de 2024 prevê que o salário mínimo suba a um ritmo de 50 euros em cada um dos anos até 2028.

Os valores previstos são 920 euros em 2026, passando para 970 euros em 2027 e para 1.020 euros em 2028.

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Jornal açoriano A Crença celebra 110 anos de publicação ininterrupta 

O jornal A Crença assinalou sexta-feira 110 anos de publicação ininterrupta, continuando este periódico açoriano, propriedade da igreja, a chegar regularmente aos leitores, apostando agora no reforçar a sua presença na informação e na comunidade.

“É verdadeiramente um feito notável de publicação contínua, sem interrupção. Naturalmente que a longevidade do jornal se deve a uma dedicação incansável dos fundadores, trabalhadores e colaboradores e, principalmente, dos leitores fiéis, que, de geração em geração, garantiram a sustentabilidade do periódico”, disse à agência Lusa o padre José Borges, diretor do jornal.

Fundado em 19 de dezembro de 1915 pelos padres Manuel Ernesto Ferreira e João Melo de Bulhões, em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, nos Açores, o jornal, de “inspiração cristã, nasceu em plena primeira guerra mundial” e atravessou “convulsões sociais e transformações tecnológicas profundas”, mas manteve-se “sempre” para “informar à luz dos valores cristãos e ensinar a doutrina social da igreja”, segundo o diretor.

“Parece uma velhinha por quem temos muito carinho, mas que tem a sabedoria da vida e de um passado sólido. Ele é mais do que um periódico. É um testemunho vivo da resiliência, da fé e do compromisso com a verdade e com a informação”, sustentou o pároco e Ouvidor de Vila Franca do Campo.

Atualmente, o jornal conta com cerca de 450 assinaturas, cobrindo Vila Franca do Campo, várias localidades da Diocese de Angra, o continente e a diáspora açoriana (Estados Unidos da América e Canadá).

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Número de sem-abrigo voltou a aumentar no ano passado e chegou a 14.476

O número de pessoas em situação de sem-abrigo em Portugal era 14.476 no final do ano passado, mais 1.348 do que no ano anterior, segundo dados divulgados. De acordo com o Inquérito Caracterização das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, a 31 de dezembro de 2024, o retrato de um sem-abrigo no continente é um homem português, solteiro e com pouca escolaridade.

No documento diferencia-se nos sem-abrigo as pessoas sem teto, que são as que vivem nas ruas, e as pessoas sem casa, que vem em locais como centros de realojamento temporário. 

Do total de pessoas sem-abrigo 9.403 eram pessoas sem teto e as restantes 5.073 eram pessoas sem casa. As zonas Lisboa, Alentejo e Norte eram as que concentravam mais sem-abrigo, havendo no caso específico das pessoas sem teto um elevado número de situações no Alentejo interior e no Algarve.

Segundo os dados agora divulgados, a 31 de dezembro do ano passado os concelhos com mais pessoas em situação de sem-abrigo por mil residentes eram Monforte (87), Mourão (68), Moura (47) e Avis (33). Mas era a área metropolitana de Lisboa a campeã em número de casais sem teto ou sem casa. 

Por concelho, Lisboa era de longe aquele com mais pessoas em situação de sem-abrigo, 3.122, há um ano, seguindo-se o concelho de Moura (634), Porto (553), Aveiro (488) e Beja (369). Do Top20 de concelhos era Braga o que tinha menos sem-abrigo, 174.

O inquérito indica que um sem-abrigo típico é um homem, entre os 45 e os 64 anos, solteiro, português, com pouca escolaridade e a viver do rendimento social de inserção. A maior causa para a situação prende-se com o desemprego ou precariedade no trabalho.

Em números, 68% dos sem-abrigo no continente eram homens, sendo o Alentejo a região onde há mais mulheres sem-abrigo (46%). Na área metropolitana de Lisboa as mulheres são apenas 22%.

Quanto às idades, no “retrato” do continente destaca-se uma grande percentagem de sem-abrigo muito jovens no Alentejo, 46%, quando a nível nacional são apenas 21%. Mas é na Área Metropolitana de Lisboa a maior percentagem de sem-abrigo solteiros (60%). No Alentejo são 55%.

Quanto à naturalidade a Área Metropolitana de Lisboa é a região do continente com mais sem-abrigo dos países africanos de língua oficial portuguesa, 23%, e embora residual (4%) é o Algarve com mais sem-abrigo da União Europeia.

Na escolaridade, com predominância a nível nacional do ensino básico – 2.º ou 3.º ciclo, a região Alentejo destaca-se por 36% dos sem-abrigo não ter qualquer nível de escolaridade completo. E do outro lado destacam-se os 4% de sem-abrigo com ensino superior da Área Metropolitana de Lisboa.

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Bombeiros do Fundão lançam concurso de mais de quatro milhões para novo quartel

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão (AHBVF) vai avançar com a construção de um novo quartel, um investimento base de 4,2 milhões de euros, confirmou o presidente da direção Carlos Jerónimo. 

O responsável explica que esta é uma necessidade há muito identificada, porque “as instalações atuais estão desajustadas às exigências operacionais e de segurança”.

“O atual edifício tem limitações estruturais e funcionais, que condicionam a eficácia da resposta ao socorro”, sublinha. 

Para uma corporação que tem um parque automóvel constituído por cerca de 70 viaturas, o atual quartel, construído em 1979 e requalificado em 1992, também tem “insuficiência de estacionamento”, tal como falta espaço para “guardar equipamentos, para dar formação e instruções e melhores condições de alojamento”. 

Carlos Jerónimo sublinha que as exigências da população mudaram e também os bombeiros se foram adaptando aos novos tempos.

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Concentração de bombeiros voluntários em Lisboa

Concentração dos voluntários das associações humanitárias de bombeiros para a reivindicar a criação e regulamentação da respetiva carreira e categoria profissional, frente à Secretaria de Estado da Proteção Civil, em Lisboa, 19 de dezembro de 2025. RODRIGO ANTUNES/LUSA

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