PEIXE DO MEU QUINTAL
A hipocrisia do ocidente, principalmente europeia, faz prever que todos sabem o que querem os radicais do governo de Benjamin Netanyahu. A ideia foi sempre tomar todo o território da Palestina, extinguindo todos os que demonstrem oposição a tal plano. Os ultradireita e radicais sionistas do governo de Netanyahu viram no ataque do dia 7 de outubro de 2023 a oportunidade para dar início a tal limpeza étnica.
O povo Judeu teve o seu holocausto provocado pelos nazistas entre 1939-1945, onde milhares de crianças, mulheres e homens pereceram à fome, ultrajados e despojados de toda a dignidade. Oitenta anos depois, a vítima de então torna-se agora o agressor implacável, em pleno século XXI, da matança televisiva de humanos em busca de comida.
Combater os terroristas do Hamas e castigá-los pela chacina causada no 7 de outubro, todo o mundo compreende o “olho por olho, dente por dente” da Bíblia hebraica. Combater terroristas armados não é o mesmo que matar populações à fome.
Israel reagiu aos ataques de outubro de 2023 e fez questão de castigar os agressores armados e terroristas do Hamas. A segurança interna dos serviços secretos israelita foi avisada dias antes do 7 de outubro, de que o Hamas estaria a preparar algo. Chegaram mesmo a reunir-se, concluindo erradamente de que o Hamas nada faria. O erro custou caro a Israel, se é que foi um erro…
Com todo o direito que lhe assiste de se defender, Israel perseguiu e castigou os inimigos diretos.
A frustração israelita de ainda não ter conseguido recuperar todos os seus cidadãos que foram raptados e se mantém prisioneiros do Hamas, algures em Gaza ou noutro sítio, faz com que a vingança erradamente caia em cima de todos os palestinianos civis, independentemente da idade.
A ação agora levada a cabo, não é uma ação terrorista, agravada pelo facto de ser praticada contra civis de todas as idades, incluindo recém-nascidos? Em nome de quem? De Jeová? Será esse deus tão maligno ao ponto de mandar chacinar mães amamentando os filhos? Os livros sagrados hebraicos dizem claramente: “Quem salva uma vida, salva o mundo”.
Segundo os números das várias organizações humanitárias na Palestina, mais de 900 pessoas morreram nestes últimos 60 dias, nos pontos de distribuição de comida, atacados pelos bombardeamentos de Israel.
Mais de 65 mil crianças estão em estado de péssima nutrição. Além destes, 600 mil adultos deverão morrer à fome nos próximos tempos.
Não se pode confundir o povo palestiniano com o grupo terrorista Hamas.
Israel demonstra, através do seu governo ultradireita, um grau de desumanização inconcebível perante tais crimes contra inocentes.
O governo de Benjamin Netanyahu não é menos terrorista do que o Hamas. Ambos são criminosos e devem responder por estes crimes de guerra nas instâncias democráticas internacionais. O direito primordial da pessoa humana deve continuar a sobrepor-se a todo o resto. Ameaças de uma espiral que varre esse direito do mapa, transforma-se numa extinção dos conceitos básicos da existência humana.
É urgente a comunidade internacional, especialmente a União Europeia, intervir com a coragem dos bravos junto do governo terrorista de Israel, para cessar estes crimes pela fome. A ONU de António Guterres tem sido de uma passividade inexplicável. Foi pela corrupção passiva na distribuição de alimentos pelas organizações locais da ONU, que o plano abortou e deu a oportunidade a Israel de tomar as rédeas sobre o assunto.
Todos têm este infanticídio nas consciências. É URGENTE terminar com esta desonra humanitária, ou não passaremos de um mundo de canibais exterminadores e suicidas.





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