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by | Aug 6, 2025 | Noticias de Portugal

 Empresários indignados com curta visita de Marcelo à ilha de São Jorge

As associações representativas dos empresários de São Jorge manifestaram “profunda indignação” por o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter estado duas horas naquela ilha, na visita feita aos Açores na semana passada.

O Núcleo Empresarial da Ilha de São Jorge (NESJ) indica que o Presidente da República reduziu “drasticamente a sua visita à ilha de São Jorge, inicialmente prevista para dois dias, a uma presença meramente simbólica e apressada, limitada a apenas duas horas”.

As organizações referem, em nota de imprensa, que a visita “acabou por se limitar à participação na cerimónia de internalização de um confrade da Confraria do Queijo de São Jorge, momento esse de grande simbolismo para a ilha e para o seu principal produto de origem”.

“Contudo, essa presença, pela forma breve e apressada com que decorreu, ficou muito aquém do que estava inicialmente previsto, publicamente anunciado pela Casa Civil do senhor Presidente da República, e do que a ilha de São Jorge legitimamente esperava”, frisam.

Segundo os empresários, perante uma visita “previamente anunciada com tempo e expectativas criadas”, considerava-se “essencial uma agenda de proximidade com a população, com o tecido empresarial e com as diferentes realidades que compõem o quotidiano desta ilha, marcado, como é sabido, pelos desafios da insularidade e do isolamento”.

A CCIAH e NESJ afirmam que estava prevista a realização de um mergulho simbólico de Marcelo na Poça Simão Dias, um momento que, “além do seu valor simbólico, teria representado uma oportunidade significativa de promoção turística da ilha junto ao mercado nacional, com impactos evidentes nos setores do turismo, comércio e restauração”.

“A alteração da agenda presidencial resulta, de forma inequívoca, de uma cedência à pressão da presidência do Governo Regional para que o chefe de Estado se deslocasse à ilha de São Miguel, algo que não constava da agenda previamente estabelecida”, segundo as associações.

Esta decisão, acrescentam, representa “não só um desrespeito institucional para com São Jorge, como reflete a contínua cedência aos interesses centralistas regionais que, sistematicamente, ignoram as ilhas mais pequenas do arquipélago dos Açores”.

O Presidente da República realizou na semana passada um périplo por várias ilhas dos Açores, fazendo-se acompanhar, além de outras figuras institucionais, pelo presidente do Governo dos Açores.

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Três irmãos, dois gémeos, celebram 25 anos de sacerdócio nos Açores

Os padres açorianos Adriano, José e Paulo celebraram na passada sexta-feira 25 anos da primeira missa, data que assinalou um marco na vida de cada um e “uma singular coincidência”: três irmãos, dois deles gémeos ordenados no mesmo dia.

“Esta celebração é de ação de graças por termos chegado aos 25 anos de ordenação sacerdotal. Uma celebração de encontro, de convívio e de gratidão”, disse o padre Adriano Borges, o mais velho dos três, com 10 meses de diferença dos irmãos gémeos.

Adriano Borges nasceu em abril de 1974 e foi ordenado padre em 25 de junho de 2000 na Diocese de Angra, com os dois irmãos gémeos, que nasceram em fevereiro de 1975.

Os três irmãos estão atualmente na ilha de São Miguel, nos Açores, onde nasceram.

Adriano Borges é pároco da Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada, diretor do Serviço Diocesano de apoio à Pastoral Escolar, assistente da Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja e professor convidado do Seminário Episcopal de Angra.

José Borges é ouvidor de Vila Franca do Campo e pároco da Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo e o irmão gémeo, Paulo Borges, presidente da Comissão Diocesana da Pastoral da Saúde e capelão do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada.

Os gémeos estiveram sempre em São Miguel, mas Adriano Borges chegou a ser sacerdote em Santa Maria e na Terceira.

“Não nos sentimos especiais por causa disso. Isso é importante, mas na realidade somos muito unidos e estamos sempre em ligação”, disse Adriano Borges, confessando que a celebração na sexta-feira será “um momento especial” e de “grande simbolismo” por ocorrer na terra natal, com família e amigos.

Os 25 anos da ordenação sacerdotal dos três irmãos serão celebrados na Matriz de Nossa Senhora da Estrela, na Ribeira Grande, visto que o templo da terra natal, na Ribeirinha, está em obras.

Adriano, José e Paulo fizeram o percurso sempre juntos no seminário.

O padre Adriano acabou o curso mais cedo, mas esperou um ano como diácono e foram ordenados os três juntos, mantendo sempre uma forte ligação.

“Foi uma caminhada. Entrei para o seminário com 10 anos. A ideia de ser padre era algo tão distante, mas era um desejo. Com o passar dos anos naturalmente que surgem interrogações e dúvidas durante o percurso. Mas, aos 21 anos já tinha mais ou menos certo que gostaria de ser padre”, disse Adriano Borges, cónego na diocese de Angra.

Para o irmão Paulo Borges, “não há uma explicação mágica” por ter optado pelo sacerdócio.

“Há apenas uma resposta a um chamado. Este chamado vem de uma forma misteriosa e espiritual onde acreditei que Jesus estava a chamar-me e que seria útil à Igreja e ao mundo servindo o evangelho desta forma”, confessou Paulo Borges, à Lusa.

Apesar de terem um percurso “muito idêntico”, mas com “tonalidades diferentes”, os três irmãos asseguraram que a vocação nasceu de um processo de “discernimento pessoal”.

“Cada um teve o seu processo de discernimento pessoal. Claro que nos apoiamos muito e confortamo-nos muito e somos muito unidos. E esta forma de viver uma vocação em comum claro que ajuda, sem dúvida. E, nos nossos tempos, se calhar, é uma novidade e um momento singular, existirem três irmãos ordenados”, referiu Paulo Borges, salientando que “a vocação nasce também dentro do seio familiar”.

No dia da celebração, toda a família esteve presente em São Miguel.

“Somos nove irmãos. As que estão no estrangeiro, no Canadá, chegaram com filhos e netos. Foi um dia de festa, mas também de profunda ação de graças”, contou.

Também o padre José Borges destacou o papel da família na formação da vocação.

“Além de sermos uma família numerosa, também somos uma família muito unida e sempre à volta de Jesus. Desde pequeninos que os nossos pais nos ensinaram a estarmos unidos a Deus, rezando, acreditando nele e depositando nele toda a nossa esperança”, reforçou José Borges.

Os 25 anos da ordenação constitui também um momento de grande significado.

“Essa celebração é sempre uma graça, porque significa que Deus deu-nos essa possibilidade de chegarmos a essa data de renovar os votos, de agradecer a Deus o dom da vocação e de balizar um pouco este percurso e colocar nas mãos de Deus os vindouros”, salientou.

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CCP, Açores e Madeira avançam com acordo inédito de cooperação (Por Ígor Lopes)

Um protocolo tripartido de colaboração foi assinado em julho pelo presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, Flávio Martins; pelo diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores, José Andrade; e pelo diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa do Governo da Madeira, Sancho Gomes.

Segundo apurámos, com a assinatura, os dirigentes estabeleceram, “além de reuniões regulares e um relatório anual público de verificação do progresso, elos de cooperação para a valorização da diáspora portuguesa no mundo, o fortalecimento dos laços entre as comunidades, com o Estado português e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira”.

O acordo também prevê iniciativas em áreas como a juventude lusodescendente e a participação cívica, além de outras ações estratégicas conjuntas. Estiveram sobre a mesa ainda ações como a “participação de representantes dos departamentos e conselhos em eventos promovidos pelos signatários, o fortalecimento da comunicação externa por meio da divulgação coordenada de iniciativas institucionais, a articulação conjunta de plataformas de comunicação e a promoção da marca e da imagem institucional de cada entidade junto às comunidades, autoridades locais e ao público”.

Foto de Ígor Lopes

 

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Guarda Nacional de Illinois inicia parceria com Forças Armadas portuguesas

 

 

A Guarda Nacional de Illinois entrou num novo Programa de Parceria Estadual (SPP) com as Forças Armadas Portuguesas, conforme anunciado pelo National Guard Bureau e pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Esta colaboração visa melhorar a cooperação em matéria de segurança e expandir o alcance global.

“Estamos extremamente orgulhosos do papel que a Guarda Nacional de Illinois desempenhou na cooperação em matéria de segurança em todo o mundo”, disse o governador de Illinois, JB Pritzker.

“Esta nova parceria com Portugal oferece uma extensão deste alcance global, bem como novas oportunidades para o estado de Illinois”.

O major-general Rodney Boyd, comandante da Guarda Nacional de Illinois, enfatizou a importância da parceria:

“Planeamos aproveitar a nossa sólida experiência com o programa SPP para ajudar a aumentar a cooperação em matéria de segurança com os nossos novos parceiros em Portugal”, disse Rodney Boyd, destacando ainda a parceria de 32 anos da Guarda Nacional de Illinois com os militares polacos, que é considerada um modelo para as parcerias estaduais.

O Ministério da Defesa português manifestou entusiasmo pela colaboração, afirmando:

“A nossa cooperação com os Estados Unidos é duradoura, fiável e sólida. É uma grande honra estabelecer esta parceria entre a Guarda Nacional de Illinois e as Forças Armadas Portuguesas. Estamos empenhados em aprofundar ainda mais a nossa relação duradoura”.

A parceria irá focar-se na melhoria das capacidades cibernéticas mútuas, no apoio à resposta a crises e à preparação para catástrofes e na condução de iniciativas conjuntas de investigação ambiental, entre outras áreas.

O SPP, que teve início em 1991, inclui agora 110 parcerias com 119 nações, promovendo a cooperação civil-militar internacional e os laços interpessoais.

O governador Pritzker destacou ainda os laços históricos entre o Illinois e Portugal, incluindo a presença de aproximadamente 12.000 luso-americanos no estado.

 

 

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