Vitória de Guimarães vence Sporting de Braga e ganha Taça da Liga em final frenética

by | Jan 11, 2026 | Desporto

 

Leiria, 10 jan 2026 (Lusa) – O Vitória de Guimarães conquistou hoje pela primeira vez a Taça da Liga de futebol, derrotando em Leiria o Sporting de Braga por 2-1, numa final repleta de emoção, decidida no segundo tempo e com penálti falhado nos descontos.

O Sporting de Braga, que tentava o ganhar a sua quarta Taça da Liga, foi superior boa parte do tempo, marcou primeiro, por Dorgeles, e teve várias oportunidades para dilatar o marcador.

Mas, na primeira final de sempre entre as duas equipas do Minho, o Vitória de Guimarães puxou dos galões, deu a volta com golos de Samu e Ndoye, e teve no guarda-redes Charles o herói derradeiro, travando nos descontos a grande penalidade que poderia empatar a final.

Num Estádio Municipal dr. Magalhães Pessoa lotado, a final começou a ritmo elevado, projetando-se nas equipas o entusiasmo dos adeptos minhotos.

O Sporting de Braga respondeu melhor à chamada e partiu para cima do Vitória, ‘roubando’ muitas bolas que alimentavam venenosos ataques.

O primeiro perigo surgiu, contudo, com Nélson Oliveira a por à prova Hornicek, num remate frontal, resolvido pelo guarda-redes.

Foi, no entanto, o Braga que tomou conta das operações, desdobrando-se com grande fluidez, sobressaindo o entendimento entre Dorgeles e Ricardo Horta.

Aos 13 minutos, Horta ganhou posição e obrigou Charles a empenhar-se. Logo depois, foi Zalazar a rematar ao lado.

Mas foi de bola parada que o Sporting de Braga se adiantou, aos 17 minutos: Dorgeles aproveitou um livre na meia direita para rematar colocado, fazendo a bola passar sobre a barreira. Charles ficou a ver a bola entrar no 1-0.

O Vitória de Guimarães, que só importunava pela esquerda com Saviolo, demorou a libertar-se do cerco montado por Carlos Vicens.

Os ‘arsenalistas’, claramente por cima, quase fizeram o segundo aos 22 minutos por Pau Víctor, mas valeu corte de Miguel Nóbrega. E, logo depois, Dorgeles rematou ao lado.

Só a partir da meia hora o Vitória de Guimarães começou a estancar o Braga e, sempre pela esquerda, ameaçar mais.

João Mendes rematou forte aos 33 minutos, aos 36 foi Miguel Nóbrega que cabeceou ao lado, e Gonçalo Nogueira falhou o alvo aos 41.

Vicens sentiu a sua equipa fraquejar e trocou Dorgeles e Zalazar de posição. Coincidência ou não, o primeiro tempo terminou com os bracarenses de novo por cima e quase a marcar. Numa confusão na área dos vitorianos, a bola sobrou para Dorgeles, que atirou para a baliza desguarnecida. Strata, no caminho, desviou de cabeça.

No reinício, nova ocasião para o Sporting de Braga elevar: João Moutinho rematou de primeira num canto, mas Charles evitou o golo com uma grande intervenção.

Apelando ao músculo e ao coração, o Vitória de Guimarães tentava esticar-se até à área contrária e, num despique com Nélson Oliveira, Vítor Carvalho desviou a bola com a mão.

Na grande penalidade, assinalada com recurso ao VAR, Samu Silva fez o 1-1 aos 59 minutos e lançou ainda mais ‘sal’ num jogo bastante temperado.

A equipa de Luís Pinto ganhou ânimo e virou o jogo, obrigando o adversário a cometer erros e a recuar. Aos 71 minutos, quase aconteceu reviravolta, mas a trivela de Nélson Oliveira foi travada pela barra da baliza de Hornicek.

Sob a batuta de Samu e com o empate no marcador, o Vitória de Guimarães melhorou bastante.

Pelo contrário, o Sporting de Braga quebrou e as substituições de Vicens estiveram longe de resultar, apesar de Ricardo Horta ter estado perto de marcar, aos 77 minutos.

Esse foi, contudo, o momento da entrada de Ndoye, o herói da meia-final, autor dos dois golos que derrotaram o Sporting.

O senegalês rapidamente deixou a sua marca: aos 82 minutos obrigou Hornicek a desviar para canto. Na cobrança, Samu colocou na área e o possante avançado cabeceou para o 2-1.

Com quase 20 mil espetadores nas bancadas, os minutos finais foram vividos com euforia pelos adeptos vimaranenses e descrédito pelos bracarenses, que viram Lagerbielke cabecear à barra aos 86, Gabri Martínez rematar ao poste aos 90 e Charles negar o golo a Fran Navarro no terceiro minuto do período de descontos.

Mas para o guarda-redes estava ainda guardado maior protagonismo.

Aos 90+6, João Mendes fez falta sobre Víctor Gomez na área e, na grande penalidade que podia voltar a igualar a final, Zalazar rematou colocado, mas Charles adivinhou e segurou o 2-1 que deu a primeira Taça da Liga ao Vitória de Guimarães, tornando-se a sétima equipa a vencer a competição.

 

 

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